O DAKAR E A ÁFRICA
De um lado motos, carros e camiões. Do outro a África, as suas florestas, aldeias, o Sahara. O choque dos opostos, pelo menos na aparência; na realidade, tratava-se de uma ideia vanguardista. Uma inspiração que permitiu o encontro de dois mundos e a construção de uma relação privilegiada. Tratava-se apenas de desporto, mas onde todos podiam descobrir um sentido. O gosto pela aventura, por um continente desconhecido, acabou por criar uma curiosa máquina de produção de emoções. A emoção sentida por centenas de pilotos ao descobrir e ao explorar esta terra original mistura-se à emoção expressa pelos africanos das cidades, oásis e da selva. Passado o estado de estupefacção, por vezes recíproco, criou-se uma ligação afectiva entre estas duas entidades colectivas: o Dakar e a África.
Após 28 anos de história, esta relação chegou agora à sua maturidade. Já não se trata de uma simples questão de sentimentos bonitos, mas sim de uma troca entre parceiros adultos, decididos por um lado a divertirem-se e a trabalhar em conjunto. Este Dakar que evoluiu, nem sempre de uma forma indolor, encontrou o seu lugar numa África moderna. A hospitalidade de todos os povos suscita em nós o desejo de acompanhar a sua evolução. Com os seus meios e pretensões, o rali trabalha, não para África, mas com África.
Na 28ª edição, a capital senegalesa receberá cerca de trinta tripulações de carro, que circularão durante 6 horas num circuito de 4 km.
A A.S.O. dará novamente a sua assistência técnica e financeira, assegurando designadamente a gratuidade de inscrição para os pilotos nacionais.
A A.S.O., parceiro do desenvolvimento dos desportos mecânicos nos países por onde passa o rali, atribui subsídios às federações no sentido de as ajudar a organizar novos eventos. A título de exemplo, a Federação Senegalesa do Desporto Automóvel e Motociclista (FSSAM) pôde criou um Campeonato Nacional composto por 7 ralis em piso de terra, 8 corridas de tipo enduro e 8 corridas de karting.