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etapa 7 - sexta-feira 12 de Janeiro de 2007 | Zouérat - Atar

  • Ligação  4 km
  • Especial 542 km
  • Ligação  34 km
  • Total  580 km

Entrevistas

Cyril Despres (FRA – KTM Gauloises – Vencedor da especial)

É claro que foi um bom dia, mas tenho a sensação de ter abrandado o ritmo. Consegui recuperar dez minutos, mas poderia ter ganho mais dez se a especial tivesse sido disputada até ao fim. É claro que acho pena. Era preciso muita navegação esta manhã e penso que o Marc e o Isidre cometeram algum erro. Acho que partir depois não foi uma vantagem para mim, porque com a ventania que se levantou, os trilhos ficaram completamente apagados e muito difíceis de seguir. Aliás, desde o início que decidi fazer a minha própria navegação e até agora correu bem, porque pelos vistos não cometi o mesmo erro deles. Nos cordões de dunas, a areia era muito mole, e caí três vezes, de cada vez nas descidas da duna, onde em geral se ganha velocidade. Agora começo a acreditar novamente, já que hoje recuperei um pouco do meu atraso. Já entrei no dia de descanso e não me sinto fisicamente abatido. Só tenho que me barbear porque já tenho comichão com o capacete.


Marc Coma (ESP - KTM Repsol – 5°)

Foi uma super etapa, dura e com muita navegação, e ainda condições climatéricas muito difíceis com muito vento de areia e uma visibilidade reduzida. Nesta etapa tivemos direito a tudo: pedras, pistas de pedras, pistas de areia, dunas. Realmente completo. O importante, nestes casos, é saber adaptar-se à todas as alterações. O nosso objectivo era de chegar à etapa de descanso sem problemas. O abandono de Jordi (Viladoms) fo uma pena. Quando tudo aconteceu até nem íamos muito rápido. O dia de descanso vai permitir sobretudo dar descanso à mecânica. Eu teria preferido manter o ritmo da prova e continuar.


Pal-Anders Ullevalseter (NOR – KTM – 2°)

Uma boa etapa apesar de passados 5km ter cometido um erro de navegação. Felizmente que o Despres me ultrapassou e eu consegui segui-lo durante todo o dia até à chegada. Não é fácil acompanhá-lo porque ele é muito rápido quando a situação piora. Hoje tivemos de tudo: erva camelo, navegação, areia e às vezes muito má visibilidade. É a 5ª vez que termino em 2° numa especial. Espero que a vitória aconteça algum dia.


David Casteu (FRA – KTM Gauloises – 3°)

Se me tivessem dito há uns anos atrás que estaria no dia de descanso na luta por um lugar no pódio, teria achado que era mentira. E é o que se passa neste preciso momento! Ainda há bem pouco tempo, passeava-me pelo Dakar como um simples amador, entre os "sem assistência", com as minhas duas rodas sobresselentes e umas cuecas por semana! Esta manhã tivemos que fazer muita navegação e foi difícil. Por causa do vento com areia, havia uma espécie de nevoeiro muito espesso, como o que se pode encontrar em certas manhãs em França. Não só não se via nada como além disso a areia magoa. Com um tempo como este, é igualmente muito fiar-se no road-book. Por exemplo, se diz que temos que seguir uma montanha, não podemos vê-la porque a visibilidade não ultrapassa os cem metros. Por isso somos obrigados a navegar pelas estrelas, como os marinheiros.


Francisco Lopez (CHL - Honda – 8°)

Nesta prova é preciso ser calmo e tranquilo. Estou habituado às provas de 5 ou 6 dias em que todos os dias é preciso dar o melhor. Si procedo da mesma forma no Dakar, é que a mecânica ou eu cedemos antes da 10a ou da 11ª etapa. Hoje fiz a mesma coisa. Por volta do km 320, perdi-me um pouco, mas só durante alguns minutos. Estou satisfeito por ser líder na categoria 450 no meu primeiro Dakar, mas este não é um objectivo em si. Estou acima de tudo a fazer uma corrida pessoal. O meu objectivo é chegar, para regressar mais forte e experimente para o próximo ano.


Giniel De Villiers (AFS – Volkswagen – Vencedor)

Uma etapa incrivelmente difícil por causa da visibilidade. Nunca passei por especial assim. Conduzíamos às cegas sem o mínimo ponto de referência. Ficou muito satisfeito por saber que a etapa ia ser encurtada. Soubemos ser pacientes. Perdemos-nos ligeiramente no início, mas conseguimos logo a seguir recuperar. Era muito importante não ficar bloqueado na areia. Quanto à geral, não estou surpreendido com as diferenças mínimas. Estamos todos ao mais alto nível, é difícil ganhar tempo aos adversários. E isso torna a prova mais excitante. É importante não cometer erros. A estratégia é simples: continuar como até aqui e sobretudo não parar.


Carlos Sainz (ESP - VW – 3°)

Hoje tivemos três problemas. Metemos areia duas vezes e uma terceira tivemos um problema mecânico. No total uma perda de menos de 15 minutos, que conseguimos recuperar um pouco à chegada. Foi afinal um bom dia. Chegamos ao dia de descanso bem posicionados na geral. Foi interessante ver que hoje os Mitsubishi atacaram e nós resistimos bem.


Hiroshi Masuoka (JAP – Mitsubishi – 4°)

Fomos vítimas de uma enorme tempestade de areia. Em determinados lugares não víamos mais do que 30 metros à nossa frente. Fiquei surpreendido. A meio da etapa a areia era muito mole o que tornou a condução muito difícil. Vi que o Roma teve um problema neste local, mas não pude parar para o ajudar. Estou muito satisfeito com aminha etapa e depois do dia de descanso vou tentar atacar.


Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 4°)

Acabou por ser um bom dia, mas cometemos um erro estratégico o que é pena. Decidimos não esvaziar os pneus para passar os cordões de dunas e enterrámos precisamente na última. Foi necessário sacar os apetrechos todos para poder continuar e com isto perdemos tempo, no momento em que éramos líderes da especial. Depois esvaziámos ligeiramente os pneus em previsão das dunas seguintes, que não chegamos a ver porque a especial foi encurtada. Em contrapartida tivemos um furo a cinco km da linha! Podíamos ter feito melhor e contávamos com esta etapa para recuperar o tempo perdido. Estamos um bocado atrás, cerca de vinte e cinco minutos desde a segunda etapa marroquina, por causa de um problema de embraiagem e só poderemos recuperar numa etapa dura, selectiva. De qualquer maneira chegamos ao dia de descanso, mas não tenho a impressão de ter feito metade do Dakar. Quanto à concorrência, é certo que De Villiers e Sainz fizeram até agora uma corrida muita boa e sem erros. Não é o carro deles que domina, é um domínio dos pilotos, que são melhores do que nós até agora.


Nasser Al Attiyah (QAT – BMW – 5°)

Era importante chegar a este dia de descanso sem problemas. Hoje foi realmente muito difícil. Nunca na minha vida vi tanta areia assim tão mole. Estou muito satisfeito com o nosso desempenho tanto mais que ficámos presos na areia. Para além disso, a visibilidade era nula. Estou muito triste pelo Guerlain (Chicherit), mas isto é o Dakar. Aprende-se muito com os problemas. Vou a partir de agora lutar pela equipa X-Raid e tentar ficar entre os dez primeiros.


Hans Stacey (HOL - Man – Vencedor)

Tentámos gerir a situação ,pois sabíamos desde a manhã que o Gérard de Rooy estava de fora. Não tínhamos motivo nenhum para atacar. Optámos assim pela prudência e estratégia. Gerimos a prova. Tanto mais que era uma prova bastante dura. Foi mesmo o dia dos navegadores.Tudo correu bem pois ainda estamos à frente e o camião foi perfeito.


Philippe Jacquot (FRA - Man – 2°)

Estou encantado. Estou a viver um Dakar diferente pois desde 2002 que participava enquanto camião privado. Agora estou integrado numa equipa, com um veículo que funciona bem, apesar de só o ter recebido 15 dias antes da partida. Foi pena termos perdido cerca de 2h30 na etapa para chegar a Ouarzazate devido a um problema mecânico. O dia de hoje foi fantástico. Tivemos um furo após uma viragem um pouco larga. Demos por nós a conduzir num terreno cheio de pedras a 100 km/h. Tivemos de mudar a roda traseira direita e com isso perdemos uns 20’. E há que contar ainda com um quarto de hora que ficámos enterrados numa duna. Fora isto, somos competitivos para o scratch. Mas este 2° lugar é muito bom.