etapa 6 - quinta-feira 11 de Janeiro de 2007 | Tan tan - Zouérat
- Ligação 414 km
- Especial 394 km
- Ligação 9 km
- Total 817 km
Entrevistas
Marc Coma (ESP - KTM Repsol – 2°)
Estou muito satisfeito por Jordi (Viladoms). O resultado dele hoje não me surpreende. É um piloto que evolui e que chegará longe. Tralhámos muito esta equipa e como podem ver, o resultado é este. Desde o inÃcio que mantemos o ritmo e a parte mecânica acompanha. Fazemos a corrida em função de nós. Não olhamos para os outros.
Chris Blais (USA – KTM – 3°)
Foi uma etapa, toda ela, muito rápida. Chegámos ao CP1 em menos de uma hora. No percurso cheguei aos 168 km/h. À excepção do momento reabastecimento não vi ninguém durante todo o dia. Estive sempre sozinho. Aliás, até prefiro assim. Se ninguém me apanhou é porque andei bem. Houve momentos em que me senti realmente pequenino no meio do deserto. Estou satisfeito com o meu dia, senti que ia depressa.
Isidre Esteve (ESP - KTM Gauloises – 3°)
O mais importante é que a corrida esteja sempre aberta. Estou muito contente pelo facto dos espanhóis estarem a fazer um super Dakar. No que me diz respeito, acho que era preciso fazer uma prova mais calma. Desde o inÃcio que tento avançar sem correr grandes riscos. É determinante para a mecânica antes da última parte do rali onde tudo se decidirá. Os minutos perdidos ainda não são decisivos. É necessário manter a concentração. Hoje era preciso gerir. Amanhã, em contrapartida, será uma das etapas determinantes da prova.
Jordi Viladoms (ESP - KTM Repsol – Vencedor)
Foi a minha primeira vitória de uma etapa. Estou realmente muito feliz. Mas também surpreendido. Sabia que tinha tido um bom ritmo porque tinha apanhado o Cyril Despres. Em contrapartida, não vi nem o Marc (Coma) nem o Isidre (Esteve), por isso quando cheguei não sabia de nada. Não pensava ganhar tão cedo uma etapa. É claro que é para isso que trabalho, mas neste Dakar o objectivo é estar antes de tudo ao serviço de Marc. Este resultado mostra que estamos a fazer as coisas bem, que o trabalho que nos é prestado durante todo o ano é coerente. É a segunda vez que participo num Dakar, o primeiro foi no ano passado, e tenho ainda muito para aprender, mas "já dou uns passinhos".
Cyril Despres (FRA – KTM Gauloises – 11°)
Estou muito desiludido com o meu dia, perdi uma nova oportunidade. Participei em sete Dakar sem nunca ter tido um problema mecânico e agora é um atrás do outro. É a segunda vez em três dias que tive problemas com a caixa de velocidades. Desta vez passei os últimos quarenta km em primeira. Tentei um percurso alternativo porque vi um cordão de dunas à minha frente. Quando vi o helicóptero acima de mim pensei que tinha feito a escolha certa. Afinal não. Mas não me arrependo, fiz bem em tentar. Na minha posição, não tenho que esperar nada, não tenho que ir por onde todos vão.
Jean-Louis Schlesser (FRA - Schlesser Ford – 2°)
Estamos a fazer uma boa etapa, apesar da muita erva camelo. Antes de chegar à especial, atravessámos uma pista de lama; nunca tinha visto uma coisa assim. Tivemos de retirar toda a lama para não partir com mais 1OO quilos em cima. O Dakar só agora começou. Amanhã é que vão ser elas!! Parto na segunda posição e vou acelerar a fundo, pois quero chegar a Atar com o mÃnimo atraso possÃvel. Creio que me vou colar aos Mitsubishi já que os Volkswagen são intocáveis
Robby Gordon (USA – Hummer – Vencedor)
Hoje pus o pé no prego. Estou muito satisfeito com o meu dia. O carro esteve bem. Há um ano atrás nesta mesma especial tÃnhamos perdido cerca de 20 minutos, deste vez, ganhámos. Estava um bocado preocupado por causa da gasolina e por isso abrandei um pouco no fim… A um determinado momento estivemos lado a lado com Schlesser nas dunas, mas não o deixei fugir. Ele ia realmente depressa, mais do que nós. No computo geral, tivemos alguns problemas com a gasolina de má qualidade em Marrocos. Num Dakar um percalço desse pode custar caro. Ontem foi castigado pela minha forma de ultrapassar. Empurrava os carros à minha frente. Quando participamos nas Bajas é sempre assim, porque não temos um sistema para nos avisar das ultrapassagens. Mas é verdade que quando se sai na 71a posição, como ontem, vê-se realmente a diferença entre os profissionais e os outros. Enquanto uns abrandam, eu metia a sexta. Hoje foi mais cuidadoso quando ultrapassava e afastei-me o que pude para o fazer.
Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 8°)
Anda-se depressa, nós tentámos, mas de momento os Volkswagen são demasiado rápidos, não conseguimos. O ponto positivo é o facto de termos quatro caros em prova à chegada, mas é inegável que estamos a sofrer. É claro que estar com um atraso de 20 minutos em relação ao lÃder não me agrada. Mas ainda falta muito… Por agora andam todos muito depressa, e nós estamos no limite. Aliás o Guerlain (Chicherit) capotou e acabou-se a Dakar para ele. Como vamos todos a abrir, não ficaria surpreendido se alguns pilotos não tivessem problemas (os pilotos Volkswagen). Vista a forma como maltratamos as caixas, haverá certamente novidades.
Carlos Sainz (ESP - VW – 4°)
Está tudo bem. Esperamos que as coisas continuem assim. As dunas ainda não começaram realmente. Este ano preparei-me bem. A partir de amanhã veremos se já tenho a experiência necessária... Não sei se os outros estão ou não preocupados, mas nós fazemos antes demais a nossa corrida.
Ilgizar Mardeev (RUS - Kamaz – 3°)

Hoje havia muita erva camelo, mas não foi a etapa mais difÃcil. Foi uma etapa rápida nos 150 primeiros km e depois novamente no fim, a meio não. Em ambos os ritmos o camião portou-se muito bem. A partir de amanhã o terreno muda. Stacey ganhou em terrenos duros. Eu cá gosto das areias e das dunas. Amanhã se verá o que vai acontecer.
Hans Stacey (HOL - Man – Vencedor)
Estou muito satisfeito. Não só com a vitória. Foi de facto uma bela etapa de Dakar. O camião portou-se muito bem. É a primeira vez que tudo corre bem desde o inÃcio, nomeadamente as suspensões que tantas preocupações nos deram. E também porque pela primeira vez tanto as motos como os carros respeitaram o alerta Sentinel para nos deixar passar. São já duas etapas que os três primeiros são sempre os mesmos, mas não acho que o pódio do Dakar esteja decidido. Todos têm hipóteses de marcar pontos.
Gerard De Rooy (HOL – Ginaf – 2°)
Foi uma bela especial, mas faltou-me potência na areia. Em linha recta fomos penalizados em termos de velocidade porque o motor estava a funcionar apenas com cinco cilindros dos seis. Vamos tentar resolver o problema amanhã. NO conjunto não estou desiludido, mas também não estou muito entusiasta.