etapa 6 - quinta-feira 11 de Janeiro de 2007 | Tan tan - Zouérat
- Ligação 414 km
- Especial 394 km
- Ligação 9 km
- Total 817 km
Os concorrentes Portugueses
- 12-01-2007 : HÉLDER RODRIGUES REGRESSOU AO ‘TOP TEN’
- 12-01-2007 : JOÃO NAZARÉ VENCEU NOS ‘QUADS’
- 12-01-2007 : ELISABETE JACINTO ENTROU NA MAURITÂNIA EM 30º LUGAR
- 12-01-2007 : MIGUEL BARBOSA PROTAGONIZOU RECUPERAÇÃO DO DIA
- 12-01-2007 : CARLOS SOUSA CONFIANTE À CHEGADA À MAURITÂNIA
- HÉLDER RODRIGUES REGRESSOU AO ‘TOP TEN’

Os ‘motards’ portugueses voltaram a estar em bom plano, na 6ª etapa, com Hélder Rodrigues a personificar o desempenho assaz positivo. O piloto de Almargem do Bispo rubricou excelente 7º tempo na etapa, subiu seis posições e regressou ao ‘top ten’, ocupando a 9ª posição e sendo vice-lÃder da classe 450, a 6m 13s do lÃder David Frétigné (8º).
No entanto, Hélder Rodrigues teve problemas com a roda traseira antes do arranque para a segunda parte da ‘especial’, valendo-lhe a pronta ajuda de Pedro Bianchi Prata. O gesto de solidariedade para com o chefe-de-fila da própria equipa, valeu ao piloto nortenho o 163º registo na etapa, o que se traduziu numa descida de 17 lugares – de 40º para 57º — pois rodou toda a parte final da ‘especial’ sobre a jante traseira!
Com um dia muito atribulado, pois ficou sem gasolina na ligação, Ruben Faria caiu, ao parar, sem luz, fora da pista, acabando por danificar a moto. Em condições difÃceis, com muita lama, devido à chuva que caiu durante a noite, o piloto de Olhão acabou por ter novo percalço, quando o pneu dianteiro rebentou, quando seguia a uma velocidade superior a 100 km/hora…
Apesar de tudo, Ruben Faria rubricou o 14º tempo e subiu 25 lugares, posicionando-se na 95ª posição da ‘geral’.
De novo, em bom plano, Paulo Gonçalves rubricou o 19º lugar e subiu mais um degrau (17º) na recuperação que tem protagonizado desde que pôs o pé em Ãfrica. De igual modo, Pedro Oliveira continuou a dar boa conta de si, assinando o 31º lugar, o que lhe valeu a progressão de um lugar (21º), deixando-o à s portas do ‘top 20’.
A tendência de subida foi extensiva a Nuno Mateus – 45º na tirada – que ‘saltou’ duas posições, passando a ocupar o 34º posto, apesar de ter montado pastilhas de travão para piso seco. Surgiu a lama em grande quantidade e, num ápice, ficou sem travão traseiro.
Por seu turno, Carlos Ala continuou, de forma cadenciada, a caminhada até Dakar, ainda que à custa de um lugar (87º), numa fase da prova em que as dificuldades aumentam e diminui a resistência fÃsica e anÃmica.
- JOÃO NAZARÉ VENCEU NOS ‘QUADS’
Nos ‘quads’, o dia foi de João Nazaré, vitorioso na mais longa etapa da prova, “apesar de ter encontrado muita lama pelo caminho. De qualquer modo, não esperava triunfar, pois vim andando com cautelas; no entanto, como fui ultrapassando os adversários, admiti que tinha feito uma boa etapaâ€.
Com o triunfo alcançado, João Nazaré passou a ser o vice-lÃder dos ‘quads’, no dia em que António Ventura acabou por ficar pelo caminho, na sequência de uma queda que lhe provocou lesão num pé, impeditiva de continuar.
- ELISABETE JACINTO ENTROU NA MAURITÂNIA EM 30º LUGAR
A etapa mais longa desta edição do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar custou a Elisabete Jacinto um lugar na classificação geral: arrancou de Tan Tan, ainda em Marrocos, na 29ª posição e após ter cumprido os 394 quilómetros do sector selectivo - totalmente decorrido já em território da Mauritânia - o MAN M2000 da piloto chegou a Zouérat no 30º posto.
A descida na classificação, contudo, está longe de ser preocupante para a única condutora portuguesa que aposta nos camiões e que ao terminar a etapa declarou ter feito "uma jornada tranquila, sem correr riscos desnecessários". Autora do 39º lugar na etapa, que foi ganha pelo holandês Hans Stacey - igualmente ao volante de um MAN - Jacinto precisa apenas de adiantar-se cerca de sete minutos ao concorrente que a antecede para recuperar a posição anterior. Acompanhada por Ãlvaro Velhinho e Rui Porêlo a bordo do camião nº 524, Elisabete Jacinto detém 9h.36m.40s. de atraso sobre o lÃder da classificação reservada aos "pesados", Hans Stacey.
- MIGUEL BARBOSA PROTAGONIZOU RECUPERAÇÃO DO DIA
Entre as 14 equipas portuguesas, em automóveis, que arrancaram para a sexta etapa do Euromilhões Lisboa-Dakar, a dupla Miguel Barbosa/Miguel Ramalho protagonizou a recuperação mais significativa, ao passar da 23ª para a 17ª posição da geral. Recordamos que, ao deixar Portugal, cumpridas apenas as duas primeiras etapas, Miguel Barbosa era o 15º classificado; as três jornadas em Marrocos ficaram marcadas por diversos problemas que atrasaram esta equipa, os melhores estreantes na edição anterior do “Dakarâ€.
Na frente, Carlos Sousa (Volkswagen Race Touareg 2) mantêm-se na terceira posição absoluta. Entre Tan Tan e Zouerat, o ex-campeão do mundo de TT gastou mais 10.03 minutos que o vencedor, Robby Gordon (Hummer), obtendo o sétimo lugar da especial. Sousa encontra-se agora a 14.13 minutos do lÃder da prova, Carlos Sainz (Volkswagen) e conta com 9,52 minutos de vantagem sobre o seu mais directo perseguidor, Luc Alphand (Mitsubishi).
Penalizado por dois furos e uma suspensão bastante deteriorada, Francisco Inocêncio (Mitsubishi Pajero DiD), nem por isso deixou de ser o terceiro mais rápido dos portugueses, completando os 394 km cronometrados na 51ª posição; este resultado fez, todavia, que a dupla Francisco Inocêncio/Paulo Fiuza perdesse um lugar, caindo para 38º.
Segue-se Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi Pajero DiD), que igualmente com problemas na suspensão traseira, ascendeu à quarta posição da contagem nacional (e subiu a 59º, melhorando oito lugares), ultrapassando Rodrigo Amaral/Duarte Amaral (Bowler Wildcat). Os dois irmãos ficaram parados ainda na fase inicial do sector selectivo, devido a um problema eléctrico que coloca em dúvida a sua continuidade na prova.
Em situação idêntica encontra-se Madalena Antas, que terá saÃdo de tan Tan sem que a assistência tivesse conseguido resolver os problemas que a afectaram na última etapa marroquina. Com o carter fendido, o Nissan Pathfinder da piloto de Cascais ficou impedido de cumprir o sector selectivo, obrigando Madalena a tentar alcançar Zouérat a reboque.
Nuno Ferreira/Nascimento Costa (Bowler Wildcat) e Lino Carapeta/Ricardo Cortiçadas(Bowler Wildcat) ascenderam, respectivamente, nove e oito lugares na classificação geral, passando a ocupar os 78º e 82º postos. Mas, verdadeiramente expressivas foram as recuperações de Nuno Inocêncio/Jaime Santos (Mitsubishi Pajero DiD), que subiram 17 lugares e estão agora na 101ª posição, enquanto Paulo Marques/Rui Benedi (Toyota Land Cruiser) galgaram 24 posições, partindo para a sétima etapa em 108º.
Já Mário Ferreira/José Carlos Sousa (Toyota Land Cruiser), embora coloquem no topo das suas preocupações apenas garantir a chegada ao Lago Rosa, nem por isso desperdiçaram a oportunidade de progredir mais 14 posições, ascendendo ao 113º lugar absoluto.
Por seu lado, Bernardo Vilar/Pedro Gameiro (Nissa Patrol GR) estabeleceram o 55º tempo na especial e recuperaram, de uma só vez, 22 lugares. Apesar de tudo, seguem ainda na 118ª posição da classificação provisória, visto que a meio da noite, ainda se encontravam vários concorrentes no percurso, nomeadamente, os Land Rover Defender 110 de LuÃs Ferreira/Pedro Sereno e António Sousa/Manuel Reyies.
- CARLOS SOUSA CONFIANTE À CHEGADA À MAURITÂNIA

Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswagen Race Touareg 2 (7º/3º): “É muito importante para nós a manutenção do terceiro lugar à chegada à Mauritânia. Penso que, deste modo, estaremos em condições de fazer uma boa prova. Esta era uma etapa muito longa e o estado do tempo surpreende-nos a todos. Mais uma vez, o carro esteve perfeito. Não cometemos erros e tudo correu dentro da normalidade. Apenas perdemos algum tempo quando decidimos parar para assistir o Guerlain Chicherit, que tinha acabado de ter o acidente. Verificámos que os pilotos estavam bem e voltámos à pistaâ€.
Miguel Barbosa/Miguel Ramalho - Nissan Proto (23º/16º): “Rodámos no máximo que podÃamos. Velocidade de ponta é uma coisa que, infelizmente, o carro não tem. Nunca excedemos os 160 km/h. Tirando isso, foi uma etapa que correu bem, sem precalços. O carro esteve sempre bem e ajudou a que conseguÃssemos este resultado. Tenho vindo, todos os dias, a procurar dar o máximo para alcançar o meu objectivo de terminar a prova, em Dakar, perto dos dez primeiros. Depois de todos os infortúnios dos últimos dias, finalmente começo, passo a passo, a subir posições. Só espero poder continuar assimâ€.
Francisco Inocêncio/Paulo Fiuza – Mitsubishi Pajero DiD (51º/38º): “Tivemos dois furos e a suspensão traseira quase não existiu. Vamos ter de montar molas mais rijas. Estamos a andar com muito gasóleo e comas três rodas sobressalentes e esse peso cansou os amortecedoresâ€.
Ricardo Leal dos Santos – Mitsubishi Pajero DiD (68º/59º): “Foi uma etapa muito sofrida. Era dia para se andar muito depressa – excelente para os buggyes. Senti uma grande falta de estabilidade no meu Mitsubishi. Passa-se algo com a suspensão traseira, que teremos de detectar e rectificarâ€.
Rodrigo Amaral/Duarte Amaral – Bowler Wildcat (??/??): “Estávamos a andar bem quando começámos a ter problemas eléctricos, que, em última análise, resultaram num curto-circuito. Ainda tentámos que um camião nos ajudasse, mas foi em vão. Não temos corrente. Vamos ser rebocados e esperamos conseguir continuar em provaâ€.
Bernardo Vilar/Pedro Gameiro – Nissan Patro GR (55º/100º): “A etapa era muito longa, pelo que fiquei bastante cansado. Ontem resolvemos todos os problemas de suspensão e rodámos com um ritmo bastante consistente, para não danificarmos a mecânica. Acho que estamos a cumprir à risca os nossos objectivos e estou bastante contente pela forma como a etapa decorreu. O Dakar só agora vai começar verdadeiramente com estas etapas na Mauritânia e acho que estamos preparados para as enfrentarâ€.
Paulo Marques/Rui Benedi – Toyota Land Cruiser (59º/108º): “Hoje conseguimos apresentar um ritmo regular, o que é muito importante para nós. Aliás, foi a especial que nos correu melhor até ao momento. Apanhámos muita lama, mas ainda assim rolámos sempre muito bem. Fizemos muitas ultrapassagens a concorrentes mais lentos, mas também não tivemos dificuldades nesta matéria. Neste momento, o que mais nos interessa é terminar as etapas sem problemas e ganhar o máximo de posições à geral. Depois dos problemas que tivemos até deixar-mos Marrocos, não podemos pensar em outra coisa que não chegar ao Lago Rosaâ€.
Madalena Antas/Patrick Antonioli – Nissan Pathfinder (??/??): A caminho de Zouerat, mas fora da pista, Madalena Antas não sabe se terá condições para continuar na sétima etapa. O carter já estava fendido e motor poderá ter partido.