etapa 2 - domingo 7 de Janeiro de 2007 | Portimao - Málaga
- Ligação 15 km
- Especial 67 km
- Ligação 463 km
- Total 545 km
Entrevistas
Hélder Rodrigues (POR – YAM – Vencedor da Especial)
Hoje foi uma Especial magnÃfica, sem quaisquer problemas. Tinha previsto nos meus planos sobretudo atacar forte na primeira Especial, mas acabei por não ganhar por dezasseis segundos. Afinal de contas estou muito satisfeito por ter vencido a Especial de hoje. Agora vamos para Ãfrica: verei aquilo de que sou capaz de fazer dia a dia.
Ruben Faria (POR – KTM – 2°)
Caà durante a Especial de hoje e magoei-me no joelho. As coisas correram menos bem do que ontem, espero sobretudo que não seja muito grave. Não estou certo, e por isso vou fazer um exame ao hospital e saber qual é a minha situação. Mas continuo a pensar que o percurso era muito bonito.
David Frétigné (FRA – YAM – 8°)
Contrariamente a ontem, não tive qualquer problema de travões e isso muda tudo. A Especial era muito selectiva, pejada de armadilhas e muito escorregadia. Vi aliás que o Cyril (Despres) tinha caÃdo. Apesar de tudo consegui levar a minha máquina ao seu expoente. Estas etapas são muito complicadas de gerir porque se pode perder muito se corrermos riscos, mas também é importante ter um bom desempenho nesta altura. É um exercÃcio particular, mas tudo isto faz parte da corrida.
Fabien Planet (FRA - KTM – 6°) - 19
Esta última etapa portuguesa correu muito bem. Muito bem mesmo, porque terminei com 3 segundos de atraso em relação a Marc Coma. Estou satisfeito com este inÃcio no meu primeiro Dakar. É muito positivo sobretudo porque estou sozinho com o meu mecânico e à s vezes as cosas são difÃceis. Estou ansioso por entrar nas etapas marroquinas e lançar-me em Ãfrica.
Cyril Despres (FRA - KTM Gaulesas – 24°)
Ao quilómetro 30, num troço muito curto de alcatrão, talvez dois quilómetros, travei ligeiramente por causa de um espectador que entrou na estrada para tirar uma fotografia. A moto saiu disparada como se estivesse em cima de gelo. Não me feri, mas este acidente confirma que fiz bem em escolher o todo o terreno! À excepção deste percalço tudo correu bem e a etapa era agradável, apesar de escorregadia. Desfrutei até à queda...
Carlos Sainz (ESP - Wv – 1.º)
Hoje, houve muitas mudanças de pista e, por conseguinte, de aderência. Nalguns lugares patinava-se muito e a pista era estreita. De qualquer maneira foi uma bela etapa, mas não foi muito simples. De maneira geral, as duas etapas em Portugal foram mais agradáveis do que no ano passado. Nós estamos satisfeitos. O mais importante é ver que o nosso veÃculo é eficaz e que nós passamos muito bem estes dois dias em Portugal.
Joan « Nani » Roma (ESP – Mitsubishi – 3.º)
É talvez monótono dizê-lo, mas pode-se perder a corrida neste tipo de especiais. Era muito técnica, muito portuguesa, como no ano passado. Havia muitas mudanças de terreno e isso pode ser muito perigoso. Em todo caso posso dizer-vos que este ano o Dakar começa muito rapidamente e tenho a impressão que vai continuar a ser muito rápido. Já sentimos um grande prazer a pilotar. Mesmo o Marrocos pode ser decisivo este ano, porque as outras equipas trabalharam muito bem.
Luc Aphand (FRA – MIT – 3.º)
Fiquei um pouco decepcionado com a etapa de ontem. Partir em primeiro lugar neste tipo de especial nunca é fácil. Hoje o objectivo era entrar na boa carruagem, não ficar muito para trás mesmo se a corrida está muito longe da meta final. Correu tudo bem. Vamos avançando. Quanto ao veÃculo, também ele se comportou muito bem. É um novo carro e há que ganhar confiança e aprender a conhecê-lo.
Stéphane Peterhansel (FRA – MIT – 4.º)
Foi uma especial mais simpática para mim, bem mais agradável do que a de ontem. Um autêntico percurso de WRC, deslizante e técnico. Eu não ataquei porque não tendo camião de assistência à chegada da especial, era necessário poupar a viatura. Continuo na defesa. O ritmo é o mesmo que habitualmente: corre-se muito depressa. Por enquanto, decidi preservar-me um pouco.
Guerlain Chicherit (FRA – BMW – 8.º)
Eu não tinha previsto atacar hoje. Conduzimos com muito agrado e prazer. Adoro este tipo de percurso. Recorda-me os bons momentos dos meus anos de campeão de França de ralis. Seguimos um Volkswagen durante cerca de 30 quilómetros. Só nos deixaram passar no fim. Enervei-me um pouco…
Carlos Sousa (POR - VW – 9.º)
Hoje era a etapa dos “sprintersâ€. Atacaram todos. E nestas condições, quando se é o primeiro automóvel a partir não é a melhor posição para conseguir um bom tempo. Mas estou contente por não ter perdido muito em relação aos outros. Havia muita gente na pista e o terreno estava escorregadio. Mas correu tudo bem e o automóvel comporta-se à s maravilhas.