etapa 2 - domingo 7 de Janeiro de 2007 | Portimao - Málaga
- Ligação 15 km
- Especial 67 km
- Ligação 463 km
- Total 545 km
Os concorrentes Portugueses
- 07-01-2007 : OS "MOTARDS" PORTUGUESES CONTAM A "SUA" SEGUNDA ETAPA
- 07-01-2007 : OS QUINZE AUTOMÓVEIS PORTUGUESES SEGUEM PARA ÃFRICA!
- 07-01-2007 : "SANTOS DA CASA" FAZEM MILAGRES
- 07-01-2007 : MIGUEL BARBOSA RECUPERA NOS AUTOMÓVEIS
- OS "MOTARDS" PORTUGUESES CONTAM A "SUA" SEGUNDA ETAPA

Hélder Rodrigues – Yamaha (1º): “O percurso estava muito bem marcado e isso deu-me a confiança suficiente para imprimir um ritmo mais forte. De qualquer modo, acho que mantive sempre uma margem de segurança, pois a última coisa que queria era comprometer a minha provaâ€, declarou Hélder Rodrigues, que ao vencer a segunda etapa ascendeu à liderança. “Ganhar a etapa não era uma prioridade, mas é sempre agradável conseguir um resultado destes, ainda mais quando estamos no nosso paisâ€, considera o piloto, que espera ainda que “chegar a Ãfrica na frente signifique um bom rali até Dakarâ€.
Ruben Faria – Yamaha (2º): “Não correu tão bem como eu esperava, pois o piso estava muito escorregadio e nestas circunstâncias, quem está determinado a atacar, como eu estava, corre sempre o risco de sofrer uma queda. Infelizmente, foi exactamente isso que me aconteceu e já não deu para recuperar o tempo que perdiâ€. A propósito da queda, o piloto algarvio precisou que ficou “um pouco magoado num joelhoâ€, mas assegura que não ficou “com nenhuma lesão séria e o mais certo é a dor passar até amanhãâ€.
João Nazareth – Yamaha Quad (13º/55º): “Senti que cumpri plenamente com os meus objectivos, pois desde a primeira hora que acreditava ser possÃvel sair de Portugal à frente dos quads e ao ser o mais rápido no Algarve confirmei-o. De qualquer forma, agora acabaram-se as loucuras, pois com a entrada em Ãfrica passamos – eu e o António Ventura – digamos que para um “plano Bâ€, que consiste em resistir jornada após jornada para que possamos chegar a Dakarâ€. Golpe duro para o piloto do quad foi, por certo, a penalização de 13 minutos que sofreu no primeiro dia, e que apenas lhe foi acrescentada após a segunda etapa, fazendo gorar as perspectivas de embarcar em Málaga num belo 26º posto absoluto.
Paulo Gonçalves – Honda (14º/22º): “O piso parecia vidrado e o caminho era ladeado por muitos precipÃcios fundos. Estes foram factores determinantes para decidir andar com um pouco mais calma para evitar quedas. Por outro ladoâ€, acrescentou, “estou em pouco engripado e isso reflecte-se na forma fÃsicaâ€. Saliente-se que Gonçalves melhorou 17 posições graças ao resultado na segunda etapa, reconhecendo que o décimo quarto posto averbado na ronda algarvia “permite-me deixar Portugal bem colocado†– a Honda do piloto de Famalicão será a 22ª moto a arrancar, amanhã, para a primeira etapa marroquina.
Nuno Mateus – KTM 660 Rallye (18º/118º): O piloto algarvio não foi feliz “em casaâ€, pois envolveu-se num duelo com o holandês Frans Verhoeven “que ultrapassou os limites, pois fui mesmo atirado para fora da pista e só por milagre na ficámos por lá os doisâ€. Apesar deste incidente, Mateus foi o 18º mais rápido, mas uma penalização de 40 minutos – “provavelmente por excesso de velocidadeâ€, como admite – implicou perder mais de uma centena de lugares, descendo para um modesto 118º lugar da classificação geral.
Pedro Oliveira – Yamaha 450 (35º/53º): “Como o piso estava muito escorregadio, vim cautela, mas não consegui evitar uma quedaâ€, explicou o piloto, que adiantou não ter sofrido qualquer lesão com o incidente. Uma penalização de 13 minutos, sofrida na primeira etapa, contribuiu bastante mais para se atrasar, pois entre as duas tiradas desceu duas dezenas de posições.
Ricardo Pina – KTM (41º/113º): “Fiquei triste pelo Ruben Faria ter caÃdo, mas felizmente que não foi nada de grave e pôde continuar entre os primeiros. Pela minha parte, como ainda estou a recuperar da lesão que sofri durante um treino, há cerca de um mês, a preocupação foi poupar o fÃsico, de modo a que em Ãfrica já possa sentir-me mais à vontade para imprimir um andamento de acordo com as minhas ambiçõesâ€.
Bianchi Prata – Yamaha 450 (49º/34º): “Arranquei com ritmo forte, mas comecei a apanhar muito pó e após falhar uma travagem segui em frente e caà numa ravina. Tive muita dificuldade em tirar de lá a moto e perdi muito tempo. De qualquer modo, como o objectivo da minha participação é ajudar o Hélder Rodrigues a ganhar entre as motos de 450cc.., não estou propriamente preocupado com o resultadoâ€, revela Pedro Bianchi Prata, que nesta segunda jornada atrasou-se quatro posições; sem a penalização de três minutos que sofreu, o piloto teria melhorado igual número de lugares...
Carlos Ala – KTM 660 Rallye (112º/90º): “O troço era muito escorregadio e cheio de ravinas, pelo que decidi andar mais devagar, sem arriscarâ€, justificou Carlos Ala, que apesar de ter não sido verdadeiramente mais lento que na jornada anterior – o tempo que estabeleceu implicava descer um lugar na classificação absoluta – perder 25 lugares, sobretudo por ter somado uma penalização de 10 minutos.
António Ventura – Yamaha YFM 700R (191º/128º): “Parei para ajudar um adversário dos quads que se despistou e caiu numa ravina. Consegui trazê-lo de volta à pista, mas o irónico é que depois disso estava a ver que era eu que ficava por lá, pois tive muitas dificuldades em pôr o motor a trabalhar. Ao fim de uns bons 10 minutos de esforços, a inspeccionar todos os órgãos e componentes do sistema eléctrico, consegui finalmente detectar a anomalia e pude prosseguir. Lamento que o cronómetro não tenha parado, mas estes azares fazem parte da competiçãoâ€. Como se não bastasse, a atribuição de 10 minutos de penalização ainda “castigou†mais o piloto do quad.
José Henriques Carvalho – KTM (193º/226º): “Hoje está tudo a correr bem. Também já chega de problemas, pois as dificuldades que encontrei na primeira etapa custaram-me cinco horas de penalização, que me atiraram para os últimos lugares da classificaçãoâ€.
- OS QUINZE AUTOMÓVEIS PORTUGUESES SEGUEM PARA ÃFRICA!

Carlos Sousa/Andreas Schulz – Volkswagen Race Touareg 2 (9º/1º): “Ser o primeiro carro na pista normalmente não é vantajoso e neste caso, não foi mesmo, porque embora não tivéssemos apanhado pó de ninguém, coube-nos desenhar o caminho certo para os nossos adversários, marcando um pouco as trajectórias e pontos de travagem. Para além disso, este era um troço muito mais indicado para um piloto que fez carreira nos ralis convencionais, daà não ter ficado nada surpreso com a vitória de Carlos Sainz, pois é um excelente sprinterâ€, declarou Carlos Sousa.
Miguel Barbosa/Miguel Ramalho – Proto Dessoude (8º/15º):
“Esta segunda etapa correu bastante melhor, mais de acordo com as expectativas que tinha relativamente à fase inicial, em Portugal. O carro não deu problemas, mas não tive total liberdade para andar, pois ao longo dos 67 quilómetros alcancei vários adversários mais lentos, que nos retardaram, pois neste troço era difÃcil consumar ultrapassagens e o pó tornava estas manobras ainda mais arriscadasâ€.
Ricardo Leal dos Santos – Mitsubishi Pajero Di-D (34º/40º): “As ultrapassagens foram um inferno, mas o troço é muito bonito. Acabei por colar-me a um comboio de oito carros e era impossÃvel passar, o que se reflectiu no resultado, embora tenha melhorado quatro posições face à primeira etapa, partindo rumo a Marrocos no 40º posto absolutoâ€, que corresponde ainda ao terceiro lugar entre as quinze equipas portuguesas que correm de automóvel.
Lino Carapeta/Ricardo Cortiçadas – Bowler Wildcat 200 (57º/42º): “Esta segunda etapa decorreu dentro das expectativas. Não arrisquei nada. Era um troço com muitas ravinas e me não me sinto confortável com precipÃcios. Mas o que interessa é chegar a Ãfrica sem problemas e sem estar no fim da caravana. Ainda consegui subir cinco lugares, pelo que parto de Portugal satisfeitoâ€.
Francisco Inocêncio/Paulo Fiúza – Mitsubishi Pajero Di-D (31º/55º): “Apesar do pó, não desistiu de ultrapassar os concorrentes mais lentos que fui sucessivamente alcançando. Quando terminámos e pudemos respirar de alivio, o Paulo Fiúza tinha contado uma dúzia de ultrapassagens. Foi um sacrifÃcio! – rematou Francisco Inocêncio, que viu os seus esforços recompensados com a subida ao 55º posto absoluto, melhorando nove posições.
Rodrigo Amaral/Duarte Amaral – Bowler Wildcat 200 (51º/76º): “O traçado algarvio foi muito mais ao meu gosto do que a especial da Comporta e o Bowler está em perfeitas condições, pelo que conjugando estes dois aspectos, acabou por tornar-se fácil estabelecer um tempo que representa uma progressão de 34 lugaresâ€, comparativamente com o posicionamento no primeiro sector selectivo. Em termos absolutos, os irmãos Amaral também melhoraram, evoluindo do 85º para o 76º posto absoluto.
Paulo Marques/Rui Benedi – Toyota Land Cruiser (54º/80º): “Correu melhor que ontem, até porque este era um troço mais ao estilo que estamos habituados. Em Marrocos vamos encontrar muita pedra e há que andar com calma para não furar nem desfazer a suspensão. Sobretudo na etapa para Er Rachidia, estou à espera de encontrar pistas demolidoras e quem quiser ir até Dakar não pode dar-se ao luxo de “desmontar†o carro mal entra em Ãfrica. Vamos continuar com calma, até porque estamos a cumprir os nossos objectivosâ€, assegura Paulo Marques, que ascendeu ao 80º posto absoluto depois da segunda etapa, “recuperando 10 lugares de uma assentadaâ€.
Nuno Ferreira/Nascimento Costa – Bowler Wildcat 200 (86º/85º): “Achei o percurso muito difÃcil e sinuoso, com a agravante do pó ter tornado difÃcil ultrapassar. Aliás, não percebo porque é que somos obrigados a montar o sistema Sentinel, pois ninguém respeita os alarmes quando um concorrente alcança outroâ€, lamentou-se o piloto de Tomar, que nesta segunda jornada melhorou ligeiramente o posicionamento, subindo cinco lugares na classificação.
Adélio Machado/Jean Louis Dronne – Toyota Land Cruiser (40º/108º): “Apanhei alguns sustos na serra, mas este é o meu terreno preferido. O carro está impecável para enfrentar a dureza de Marrocosâ€, garante Adélio Machado que, no entanto, não conseguiu tirar grande partido da excelente performance, pois como foi penalizado em 15 minutos, quedou-se pelo 108º posto, subindo somente um lugar face à classificação do primeiro dia, “que correu menos bemâ€.
António Sousa/Manuel Reyes – Land Rover Defender 110 Td5 (167º/118º): “O único problema foi o pó. Era tanto e ficava durante tempo em suspensão no ar que mesmo que estivesse disposto a andar muito depressa, não tinha condições. E a ideia não era essa, mas apenas superar mais uma etapa. Já só faltam 13 para chegarmos a Dakarâ€, salienta o piloto, um dos estreantes que apostou em como vai até ao fim.
LuÃs Ferreira/Pedro Sereno – Land Rover Defender 110 Td5 (135º/121º): “O percurso não tem dificuldades. Tem sido mais difÃcil ultrapassar a tristeza pela morte inesperada do nosso companheiro Hugo Filipe, que faleceu na noite após as verificações, quando se preparava para nos acompanhar de novo até Ãfrica, enquanto responsável pela preparação e assistência dos dois Land Rover Defender 110 que alinharam e ainda do Bowler de Nuno Ferreira†– afirmou, sensibilizado, LuÃs Ferreira. “De resto, a melhor homenagem que lhe podemos prestar é levar os carros até Dakar, para que os seus esforços não tenham sido em vãoâ€.
Bernardo Vilar/Pedro Gameiro – Nissan Patrol GR (49º/133º): “Os problemas que nos afectaram gravemente na primeira etapa foram solucionados e só tenho é de agradecer o excelente apoio do preparador Manuel Russo, pois foi quem conseguiu pôr o carro a funcionar em perfeitas condições, permitindo-nos hoje fazer uma etapa que só não foi mais tranquila porque apanhámos imensos concorrentes lentos à frente e este não era dos percursos mais fáceis para ultrapassar, pois o pó e os precipÃcios não ajudaramâ€.
Madalena Antas/Patrick Antoniolli – Nissan Pathfinder (100ª/138ª): “Depois do desastre que foi a primeira etapa, só posso dizer que a segunda correu lindamente, mas nem por isso estou satisfeita, pois perdemos demasiado tempo na Comporta devido a problemas inadmissÃveisâ€, acusa a piloto de Cascais, que após a ronda algarvia ainda não tinha superado a decepção com o tratamento que lhe foi dispensado pelo preparador francês André Dessoude: “Como é que posso confiar em especialistas e depois desapertam-se os parafusos da transmissão e deixo de dispor de tracção integral num troço em areia?†– interrogava-se Madalena Antas, que “para cúmuloâ€, ainda teve de ficar parada na pista à espera do camião de assistência, “porque não colocaram gasolina suficiente...†Mas como se não bastasse, Madalena Antas registou ainda uma penalização de cinco horas. Todos estes incidentes atrasaram a piloto, mas a recuperação não se fez esperar e após rubricar a 100ª marca no segundo sector selectivo, “Mada†recuperou o sorriso... e também 27 lugares.
Mário Ferreira/José Carlos Sousa – Toyota Land Cruiser (122º/148º): “Ontem foi muito duro para o baptismo, mas hoje tudo correu bem. Conforme acordado entre nós, desta feita trocámos de lugares e quem conduziu foi o meu companheiroâ€, explicou Mário Ferreira, adiantando que “passámos os dois no exame, pois o José Carlos Sousa guiou muito bem e eu nunca me enganei nas funções de navegadorâ€.
Nuno Inocêncio/Jaime Santos – Mitsubishi Pajero Di-D (35º/173º): “A meio a bomba central dos travões deixou de funcionar e antes de ficar sem travões optei por baixar o ritmo. Para além disso, fui naturalmente travado, digamos assim, quando comecei a encontrar concorrentes mais lentos, mas apesar do pó ainda consegui ultrapassar cincoâ€, indicou Nuno Inocêncio. Apesar desta performance, a equipa parte para Marrocos numa das última posições: “Os problemas com o motor ocorridos na primeira etapa obrigaram a nossa assistência a trabalhar até à s quatro da manhã e penalizámos 12 horas e sete minutos de atraso à entrada do parque fechado em Portimão, descendo do 43º para o 172º lugar em termos absolutos. É um golpe durÃssimo ter de começar a prova desde logo com uma desvantagem tão expressiva, mas acreditamos que até Dakar não faltarão oportunidades para recuperarâ€.
- "SANTOS DA CASA" FAZEM MILAGRES

Afinal, ao contrário do que reza o velho ditado, os “santos da casa†também conseguem fazer milagres. Pelo menos nesta fase de arranque do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar 2007, os pilotos portugueses foram os grandes protagonistas, monopolizando o domÃnio da classificação reservada à s motos e aos automóveis.
Nas “duas rodasâ€, à vitória da Yamaha de Ruben Faria na primeira etapa seguiu-se o triunfo de Hélder Rodrigues – que dispõe de uma moto idêntica – na segunda tirada, invertendo o resultado da véspera. “Estes dois pilotos, bem como o Paulo Gonçalves, já na edição anterior estiveram em evidência e com a experiência que adquiriram, acredito que se não conhecerem problemas até lá, estarão entre os primeiros a chegar a Dakarâ€, considera Jorge Viegas, vice-presidente da Federação Internacional de Motociclismo.
Porém, é preciso não esquecer que o caminho até ao Lago Rosa é longo e repleto de “armadilhasâ€. Nesta segunda etapa, Ruben Faria por pouco não comprometeu a presença na prova, pois sofreu uma queda e magoou-se num joelho. “Felizmente, não passou de um sustoâ€, referiu o piloto, que concedeu um minuto e três segundos a Hélder Rodrigues, perdendo não só a vitória nos 67 quilómetros da especial disputada entre Portimão e Monchique, como também a liderança após a segunda etapa. Assinale-se que Hélder Rodrigues passou assim a ser o segundo comandante desta edição, rumando a Ãfrica com 47 segundos de vantagem sobre Ruben Faria, e 6m.29s. sobre o espanhol Isidre Esteve Pujol, que é o melhor colocado dos pilotos oficiais da KTM.
Curiosamente, entre os onze “motards†portugueses, para além de Hélder Rodrigues e de Ruben Faria, somente Paulo Gonçalves – que é o terceiro melhor representante nacional, ocupando o 22º posto absoluto com a sua Honda – saiu para Ãfrica sem ter sofrido penalizações. O veterano José Henriques Carvalho (KTM 660 Rallye) somou cinco horas de penalização na primeira etapa, que não conseguiu completar devido a problemas técnicos, e Nuno Mateus (KTM) averbou 40 minutos, que o piloto admite terem sido aplicados “por eventualmente ter andado em excesso de velocidadeâ€. Convém referir que os aparelhos GPS dos concorrentes são também utilizados para controlar o cumprimento dos limites de velocidade, podendo os registos gravados ao longo de cada jornada ser posteriormente verificados pela organização. As penalizações atribuÃdas aos restantes seis pilotos nacionais de motos e quads oscilaram entre os três e os 13 minutos. Neste último caso, estão João Nazareth (Yamaha Quad), que cumpriu com o objectivo de se adiantar entre os quads, mas que perdeu 29 posições na classificação absoluta devido à penalização, bem como Pedro Oliveira (Yamaha 450). Carlos Ala (KTM), Ricardo Pina (KTM) e António Ventura (Yamaha Quad) sofreram penalizações de 10 minutos, enquanto que Pedro Bianchi Prata (Yamaha 450) levou três minutos, que só por isso o impediram de melhorar quatro posições.
- MIGUEL BARBOSA RECUPERA NOS AUTOMÓVEIS

Afectado por um furo e alguns problemas de motor durante a primeira etapa, Miguel Barbosa evidenciou-se na segunda tirada ao registar o melhor tempo entre as quinze equipas portuguesas que competem nos automóveis: o piloto do Proto Dessoude foi o oitavo mais rápido na ronda lagarvia de domingo, batendo por três escassos segundos o Volkswagen Race Touareg 2 Tdi de Carlos Sousa. Este, todavia, manteve a posição de lÃder, deixando o território português com 45 segundos de vantagem sobre Carlos Sainz.
“Nem sempre ir à frente é uma vantagem e este troço algarvio era claramente mais indicado para os especialistas dos ralis convencionais, como Sainzâ€, justificou Carlos Sousa. Por seu turno, Miguel Barbosa, que conduz precisamente a mesma Nissan Pick-Up que permitiu a Sousa garantir o sétimo posto final na edição anterior do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar, queixou-se do pó, “que tornou muito difÃcil ultrapassar alguns concorrentes mais lentosâ€. Seja como for, Miguel Barbosa conseguiu recuperar uma dúzia de posições, colocando-se no 15º posto absoluto e reforçando o segundo lugar entre os carros portugueses. Segue-se o Mitsubishi Pajero Di-D do solitário Ricardo Leal dos Santos, que ocupa a 40ª posição ao chegar a Marrocos, dois lugares à frente do Bowler Wildcat de Lino Carapeta e Ricardo Cortiçadas. Francisco Inocêncio e Paulo Fiúza (Mitsubishi Pajero Di-D) foram terceiros no troço, considerando apenas os carros portugueses, ascendendo ao 55º lugar da classificação geral. No lote dos primeiros cem concorrentes em automóveis contam-se mais três equipas nacionais: os irmãos Rodrigo e Duarte Amaral (Bowler Wildcat) completaram as duas primeiras etapas na 76ª posição, Paulo Marques e Rui Benedi (Toyota Land Cruiser) estão quatro lugares mais atrás, enquanto que o Bowler Wildcat de Nuno Ferreira e Nascimento Costa está em 85º. Fora deste primeiro lote devido a 15 minutos de penalização ficou, entretanto, o Toyota de Adélio Machado, que desceu para 108º.
A representação nacional completa-se com os Land Rover Defender 110 Td5 de António Sousa/Manuel Reyes e LuÃs Ferreira/Pedro Sereno, respectivamente 118º e 121º classificados, e com o quarteto que conheceu os problemas mais delicados na etapa inicial. Estes últimos não só resolveram os problemas que os tinham atrasado, como lograram recuperar na segunda jornada. Ainda assim Bernardo Vilar e Pedro Gameiro (Nissan Patrol GR) estão no 133º posto, Madalena Antas e Patrick Antoniolli (Nissan Pathfinder) são 138º classificados, e a dupla Mário Ferreira José Carlos Sousa (Toyota Land Cruiser) ocupa o 148º lugar. Por fim, o Mitsubishi Pajero Di-D de Nuno Inocêncio e Jaime Santos é o 173º classificado, registando um atraso de 12h.41m.49s. sobre o comandante. Assinale-se, contudo, que deste enorme atraso face a Carlos Sousa, a dupla do Red Line Off-Road Team conta com 12h.07m. de penalização, tal foi o tempo necessário para os mecânicos da equipa resolverem os problemas de motor do Pajero.