etapa 12 - quinta-feira 18 de Janeiro de 2007 | Ayoun - Kayes
- Ligação 110 km
- Especial 257 km
- Ligação 117 km
- Total 484 km
Entrevistas
Isidre Esteve (ESP - KTM Gauloises - Vencedor) - 004
A navegação tiveram um papel preponderante esta etapa. Depois foi a enorme quantidade de poeira o que dificultou a prova. Consegui apanhar os pilotos da frente durante o reabastecimento e a partir daà fizemos a corrida juntos. Às vezes estava eu à cabeça, outras vezes era o Marc (Coma).
Esta vitória é importante para mim porque vi mao Dakar para ganhar. E quando se perde duas horas e as ilusões, é difÃcil regressar à corrida. É por esta razão que estou muito satisfeito com a etapa. Vou tentar continuar assim e deliciarme dqaui até Dakar.
David Casteu (FRA – KTM Gauloises – 8°) - 008

Tenho picos por todo o lado porque bati em ramos de árvores, uns a seguir aos outros, mas está tudo bem. Hoje correu tudo bem, muita navegação, o que dificultou um bocado. A um determinado momento apanhei o Cyril que seguia com os outros e que tinham acabado de cometer um erro e andaram meios perdidos. Depois fui a abrir a pista durante uns momentos, fui aliás o primeiro a chegar ao reabastecimento, depois mais tarde fui eu que cometi um erro e os outros apanharam-me. De qualquer maneira há coisa que têm que ser feitas neste tipo de etapa, e pode-se perder tempo muito depressa. De minha parte tinha que estar de olho no Blais, dei-me conta lá para o fim da etapa que ele tinha tido um problema com o travão da frente. Para mim é óptimo porque assim consolido o meu terceiro lugar na geral.
Paulo Gonçalves (POR - Honda – 2°) - 033
Este segundo lugar é muito importante para mim. É a minha melhor classificação num etapa do Dakar e em Ãfrica. Certamente uma recompensa porque tudo correu mal desde o inÃcio. Estava com gripe quando saà de Lisboa, depois parti a corrente durante a etapa maratona em Marrocos. Depois foi difÃcil fazer o que quer que fosse. Mas com este resultado vou poder partir amanhã no grupo da frente. Seria fantástico poder lutar por uma classificação na etapa.
Fabien Planet (FRA – KTM – 5°) - 19

Hoje os meus colegas da KTM tinham-me avisado que era preciso estar muito atento à s indicações do road-book, foi o que fiz e as coisas correram bem. No inÃcio, cometi dois ou três erros, mas depressa me dei conta, e por isso não perdi muito tempo. Estive quase a juntar-me ao pelotão da frente, enquanto andavam perdidos, mas quando encontraram novamente o caminho a velocidade era demasiado rápida para mime não os segui. Isto é um bocado parecido com uma prova de enduro, o que me convém. Em certas etapas não estive à vontade porque não estou habituado à s altas velocidades. Nas longas linhas rectas tive medo.
Tom Classen (AFS – KTM – 4°) - 146
É fantástico terminar em 4°. É o tipo de terreno que se parece muito áquele onde conduzo na Ãfrica do Sul. Depois de dois dias a tentar compreender como funciona o GPS, hoje as coisas correram bem. É claro que sair em 62° lugar, mas é necessário concentrar-se no road book e não seguir os trilhos dos outros. Este 4° lugar foi uma surpresa para mim. E claro que é muito bom para os patrocinadores. Não sei se algum dia conseguirei ganhar uma especial, mas se conseguir, dedicá-la-ei a Elmer Symons. Sentimos muito a falta dele.
Carlos Sainz (ESP - VW – Vencedor) - 303
Foi uma etapa complicada tanto ao nÃvel da condução como da navegação. O ritmo foi alto logo desde o inÃcio. O carro ficou um pouco danificado por causa das inúmeras passagens difÃceis entre as árvores. A vitória de hoje está embebida de uma importância particular porque a equipa Volkswagen estava em "baixo" depois de tudo o que aconteceu. Demonstramos com esta nova vitória de etapa que somos competitivos e que o trabalho realizado foi útil. De qualquer maneira era visÃvel que tanto a equipa como o carro à organização eram performants. Tivemos problemas mecânicos uns a seguir aos outros apesar dos ensaios não terem revelado nada do que aconteceu. Eu vim para ganhar. Agora vou continuar a lutar para mais vitórias de etapas.
Carlos Sousa (POR - VW – 2°) - 313
Estou francamente satisfeito com este segundo lugar. Não tivemos sorte nas etapas importantes, e por isso este resultado é bom para o moral. Sobretudo porque esta manhã saà em 31a posição. Tenho que tirar o chapéu aos concorrentes dos carros que ultrapassei: todos colaboraram e respeitaram as instruções durante as ultrapassagens. Apesar das decepções, este Dakar é o melhor das minhas onze participações.
Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 6°) - 302
Estou satisfeito que este dia difÃcil tenha passado, foi uma navegação execrável, difÃcil. Perdi um pouco de tempo relativamente ao Luc, mas não faz mal. Sou o lÃder da corrida, mas ainda pode surgir um problema técnico, um erro de navegação ou até mesmo de condução. De momento há que pensar em manter os dois Mitsubishi à frente do buggy azul.
Mas ainda não recebi instruções. Mas sabemos que temos responsabilidades e já somos crescidinhos. É evidente que não podemos baixar os braços como se não tivéssemos a perder. O melhor é não te acidentes a esta altura do campeonato.
Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 3°) - 300
Hoje era necessário estar atento à navegação e tudo correu da melhor forma. Perdemo-nos durante algum tempo, mas não muito. Conseguimos ganhar um pouco de tempo ao Stéphane, mas esse era apenas metade do objectivo da manobra. A situação está tensa, mas não pode haver desentendimentos entre ele e eu. Ainda pode acontecer muita coisa, já que seis minutos podem perder-se facilmente, mesmo com uma condução regular. Um furo ou dois e tudo pode mudar. Mas é verdade que o Stéphane está numa melhor posição do que eu.
Até agora não houve instruções dos organizadores. A única instrução que o chefe nos deu foi ontem para nenhum de nós sair da pista e manter as quatro rodas na estrada. Isso não significa que não possa fazer a minha corrida. Em contrapartida, não estou autorizado a fazer uma especial como a que o Sainz fez hoje.
Se o Dominique Serieys nos dá uma ordem expressa hoje à noite, aceito-a. Sou antes de mais um funcionário da Mitsubishi, e estou consciente dos desafios internacionais que a prova representa. É claro que as coisas são hoje diferentes de há dois anos atrás. Nessa altura o meu melhor resultado foi 4°, e foi uma evolução. Depois de se provar o gosto da vitória, é difÃcil não querer mais. Mas não posso dizer que tenha um nervoso miudinho.
Nasser Al Attiyah (QAT – BMW – 4°) - 309

Foi difÃcil partir em primeiro numa especial desta natureza com muita navegação mas ninguém nos consegui ultrapassar. Quanto ao 3° lugar na geral, estamos ainda a 24’ de Schlesser, como tal é preciso esperar. Se amanhã conseguirmos ganhar-lhe 10’ , tudo fica em aberto. Mas o Jean-Louis não é parvo. Conhece o Dakar de cor e só se dará ao luxo de perder 5 minutos por dia. Além disso, a BMW X-Raid recorreu da penalização que nos foi imposta. Infelizmente, teremos de aguardar pelo final do rali para conhecer a decisão final.
Wulfert Van Ginkel (HOL - GINAF – 3°) - 513
Fiz uma condução sem riscos mas a um ritmo rápido pois o Dakar, afinal de contas, é o Dakar. Nesta etapa, a condução foi bastante difÃcil já que os obstáculos estavam muito próximos. Nem pensámos em acelerar hoje pois toda a prova era técnica. Não é das minhas etapas preferidas; sinto-me mais à vontade nas etapas longas. Mas, mesmo assim, estou bastante satisfeito porque volto a estar no pódio de etapa após a minha vitória em Nema. O objectivo da equipa é agora o de manter as nossas posições na geral:o meu 3° lugar e o 8° lugar do Arjan (Brouwer).
Tomas Tomecek ( RCT - Tatra – 2°) - 519
A etapa foi curta mas bastante técnica. Danifiquei um pouco o camião: a porta, o farol direito. Houve muitas passagens estreitas e com muitas árvores. Por vezes foi difÃcil passar. Esta etapa não foi nada fácil. Estou muito satisfeito pois é a segunda vez que me encontro entre os 3 primeiros após o meu 3° lugar em Atar. O meu objectivo agora é ficar entre os Top 10 na classificação geral.
Hans Stacey (HOL - Man - Vencedor) - 501
A sério, assumir a liderança da classificação geral é muito duro! Mas vou-me adaptando. Hoje de manhã, parti na 7ª posição. Não queria atacar. Depois, decidi ir para a frente pois as condições da corrida eram difÃceis. Muitas árvores, muito pó. Para mim, ir à frente era uma questão de segurança e de gestão. Correu tudo bem mas a etapa, apesar de curta, era complicada do ponto de vista técnico. É a minha 5ª vitória de etapa no Dakar, e a 11a no total.