etapa 11 - quarta-feira 17 de Janeiro de 2007 | Néma - Ayoun
- Ligação 280 km
- Total 280 km
Os concorrentes Portugueses
- 18-01-2007 : SEGURANÇA PERMITE MAIS DESCANSO
- SEGURANÇA PERMITE MAIS DESCANSO

A anulação da etapa Néma-Tombouctu, que deveria desviar a prova para o norte do Mali, acabou por permitir uma jornada suplementar de repouso à caravana
Recorde-se que, por razões de segurança, já muito perto do inÃcio da prova, em Lisboa, a organização procedeu à alteração do itinerário inicial, devido a informações provenientes do ministério dos Negócios Estrangeiros francês, alertando para a possibilidade de intervenção de grupos armados, naquela zona do Mali.
Deste modo, as 15 equipas portuguesas ainda em prova cumpriram os 280 quilómetros de percurso até Ayoun, em ritmo descontraÃdo. Apesar da pressão estar ausente, desta vez, a concentração continuou a ser necessária, já que, com tempo para contemplarem a paisagem, uma desatenção relativamente ao limite de velocidade, ou uma pequena avaria, poderiam marcar desagradavelmente a 12º etapa, rumo a Kayes.
Hélder Rodrigues (Yamaha) vai voltar a largar para a etapa como o melhor português. Depois de ter ganho a décima especial (Néma-Néma), alcançando sua segunda vitória na prova e quarta entre os pilotos lusos (Carlos Sousa e Ruben Faria, na Comporta e Hélder, no Algarve), o motard lisboeta terá de se empenhar para defender a sua sexta posição na classificação geral.
É que, se por um lado, o norueguês Ullevalseter (KTM) se encontra um pouco distante, na quinta posição, atrás de Hélder Rodrigues “espreita†o espanhol Isidre Esteve Pujol (KTM), segundo lÃder da prova, após a primeira etapa marroquina. E embora seja conhecido o desejo de Hélder Rodrigues, de conquistar um lugar entre os cinco primeiros, o mais provável é o piloto se concentrar em cumprir o percurso sem correr grandes riscos, visto que, a liderar entre as motos de 450 cc, possui um avanço de 47 minutos sobre o francês Marchini, segundo mais rápido da categoria.
Nuno Mateus (KTM) vai arrancar ainda na posição de segundo melhor português, em 31º lugar, valendo-se de um andamento muito cadenciado e com boas hipóteses de entrar no grupo dos 20 mais rápidos, enquanto Paulo Gonçalves (Honda), depois dos azares da etapa maratona, que o relegaram para o 33º posto, resolveu reavaliar os objectivos, passando a apontar a mira para a mesma posição que no ano passado: 25º.
Mantendo o ritmo adequado para completar a prova sem precalços – o que tem acontecido de forma exemplar – Carlos Ala (KTM) vai largar da 85ª posição, enquanto Pedro Bianchi Prata (Yamaha) se concentrará em recuperar posições a partir do 108º posto.
Num terreno que até é do seu agrado, com o piso mais consistente e pistas mais ou menos sinuosas, através da savana, Carlos Sousa (Volkswagen Race Touareg 2 ) vai esperar que algum dos seis adversários, que se encontram à sua frente na classificação, tenham dificuldade em desviar-se dos embondeiros que vão surgir na paisagem. Se Carlos Sousa chegar a Dakar na posição em que se encontra, com mais de hora e meia de avanço sobre o americano Robby Gordon (Hummer) e mais de três de atraso, relativamente ao quinto, também americano, Mark Miller (Volkswagen), será o terceiro ano consecutivo que terminará na sétima posição.
Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (Nissan Proto), que não foram felizes com os atascanços nas oitava e nona etapas, pertem, curiosamente, da mesma posição que o segundo melhor motard - 31º - e, se tudo correr bem, o piloto de Cascais terá ainda hipóteses para recuperar várias posições.
Em 50º, Francisco Inocêncio/Mário Fiuza, são a terceira tripulação portuguesa e que, igualmente, não foi poupada às dificuldades dos últimos dias, mas a verdade é que a estrutura da Red Line tem conseguido manter os Mitsubishi Pajero DiD, tanto de Francisco como do irmão Nuno Inocêncio/Jaime Santos (83º) em condições de prosseguirem a prova.
Nuno Ferreira/Nascimento Costa vão largar na 64ª posição, com o Bowler a resistir bem aos rigores dos últimos dias, de forma bastante melhor que o Mitsubishi DiD de Ricardo Leal dos Santos (73º), bastante massacrado pela passagem nas dunas.
Feliz por ter terminado as peripécias na areia, depois de ter ficado com a prova comprometida, em Marrocos, ao partir uma manga de eixo, Paulo Marques (Toyota Land Cruiser) não deixou que os acontecimentos desagradáveis lhe retirassem a ambição. Com Rui Benedi, confiante, a seu lado, o “Marquês†vai largar para a próxima especial no 85ª lugar, mas quer, até Dakar, recuperar (“quem sabe?â€) cinco posições.
Contra muitas das expectativas mais pessimistas, LuÃs Ferreira/Pedro Sereno (103º) continuam em prova, estando cada vez mais próximos de conseguir levar o seu Land Rover Defender 110, muito próximo de um modelo de série, até Dakar.
Mário Ferreira/Carlos Sousa (Toyota Land Cruiser), no 108º lugar, também perecem no bom caminho. E nem a falta de experiência da dupla de pilotos/empresários, parece factor impeditivo de concretizarem o objectivo de alcançarem a capital senegalesa, figurando na classificação da prova.
Nos camiões, Elisabete Jacinto/Ãlvaro Velhinho/Rui Porêlo (MAN), ocupam o 22º lugar e, apesar de se encontrarem muito perto de um resultado “histórico†entrando no grupo dos 20 primeiros, a piloto prefere manter um andamento cauteloso, até porque as pistas que se avizinham e a passagem pelas primeiras florestas não serão as ideais para a passagem do MAN.