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etapa 1 - sábado 6 de Janeiro de 2007 | Lisboa - Portimão

  • Ligação 115 km
  • Especial 117 km
  • Ligação 232 km
  • Total  464 km

Entrevistas

Ruben Faria (POR – KTM – vencedor da "especial")

Decidi atacar ao máximo pois sabia que era o meu dia de vitória. Lá para o final tive problemas de gasolina, creio que podia ter conduzido mais depressa. Foi muito diferente do traçado do ano passado, havia muito mais areia e isso agrada-me imenso. Em contrapartida, foi esgotante: tive de ultrapassar no mínimo 80 outros participantes.


David Casteu (FRA – KTM Gaulês – 3°)

Tive azar. Estava a atacar ao máximo e embati contra um outro motard que estava ao lado, a reintegrar a pista. Ele não me viu, e eu também não o vi. O choque foi bastante impressionante mas felizmente ninguém ficou ferido, apenas uma dorzinha na omoplata. Tenho pena já que fiz um tempo muito correcto tendo em conta esta queda. Seja como for, era já uma "especial" a sério.


Cyril Despres (FRA – KTM Gaulês – 10°)

As condições eram bastante especiais para aqueles que passam em último lugar: o terreno está degradado pelos motards anteriores, o que significa que a areia está mais mole e as motos consomem imenso: estávamos nos 22 litros aos 100 km, ao passo que na Mauritânia o consumo rondava os 16 litros! Foi por isso que abrandei lá para o fim, não queria que se me acabasse o combustível. O percurso foi muito agradável, mas é sobretudo um terreno para motocross. Um bom exercício para desentorpecer as pernas.


Marc Coma (ESP – KTM Repsol – 13°)

A ordem invertida torna as coisas muito mais difíceis, pois temos de ultrapassar os outros Além disso, o traçado era bastante técnico pelo que optei pela cautela e andei devagar. A moto é boa mas, mesmo assim, vamos precisar de tempo para nos adaptarmos antes de pensar em coisas mais sérias.


Thierry Bethys (FRA – Honda – 5°)

Esta já foi uma "especial" a sério com muita areia, ataquei bem e diverti-me. Mesmo assim, foi uma, prova bastante técnica e não foi nada fácil ultrapassar todos os outros concorrentes. Em termos físicos, esta é o tipo de "especial" que nos deixa logo cansados, é uma prova muito exigente.


Carlos Sousa (POR – VW – Vencedor da especial) (carros)

Foi graças ao público que ganhei, dedico esta vitória a todos os espectadores. Teoricamente, neste tipo de etapas é importante não fazer asneiras, o risco de perder tudo está bem presente. Ma hoje tive realmente vontade de oferecer esta vitória a todos os que nos vieram ver, foi impressionante ver tanta gente. O carro está perfeito. A etapa era muito técnica, não foi nenhum sprint. Foi sobretudo necessário permanecer na trajectória. Já tinha passado por estas pistas quando participei numa Baja em 1998, mas isto mudou muito.


Giniel De Villiers (AFS – VW – 2°) (carros)

Foi bem mais difícil do que tinha imaginado. Muitas armadilhas, trilhos estreitos, acidentado e muito escorregadio. O veículo saltou imenso. Mas foi uma prova limpa e o carro funciona muito bem: neste tipo de areia, é indispensável um bom motor e boas suspensões.


Carlos Sainz (ESP – VW – 3°) (carros)

Havia imensa areia, ainda por cima num percurso tão estreito. Isso tornou bastante difícil ultrapassar os motards, mas está tudo a correr bem.


Mark Miller (EUA – VW – 4°) (carros)

O dia até correu bem. Dez quilómetros volvidos percebemos que a corrida tinha começado. A etapa foi agradável, foi um bom teste para o deserto, até comecei a pensar nas afinações. Estou muito habituado aos banhos de multidão nas Baja Mexicanas mas nunca tinha visto tanta gente à borda das pistas.


Luc Alphand (FRA – Mitsubishi) (carros)

Furou-se um pneu quando tínhamos percorrido cerca de quarenta quilómetros. Num percurso tão curto como este, isso paga-se caro. O dia foi muito difícil e é pena iniciar a corrida com este contratempo. Mas foi apenas o primeiro dia, ainda falta muito até chegar a Dakar.


Gerard De Rooy (HOL - GINAF – Vencedor da "especial") (camião) (número 509)

Finalmente regresso ao Dakar. Estou muito feliz. E, ainda por cima, realizei o melhor tempo. Foi um dia um pouco louco. Consegui, em primeiro lugar, ultrapassar um Kamaz mas este percurso é muito estreito e estava congestionado. Para os camiões que irão passar em último lugar a situação irá piorar com esta areia. O camião funciona lindamente e a nossa potência e as nossas suspensões marcaram a diferença. Foi um bom teste.


Vladimir Chagin (RUS - KAMAZ – 3°) (camião) (número 500)

Ontem, coisa rara, pude gozar o meu aniversário. Regra geral, estou sempre a competir. Mas, hoje, tinha de me concentrar de novo e arregaçar as mangas. O dia passou-se bem. Não tive problemas de maior, apesar de ter danificado ligeiramente a ala direita do camião. De qualquer das formas, a areia é o piso ideal para o Kamaz.