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6 de Janeiro de 2007 - 21 de Janeiro de 2007 | Lisboa > Portimao

  • Total connection 4309 km
  • Total especial 3606 km
  • Total  7915 km

Retratos

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auto

De Villiers: "Não poderei ficar satisfeito com o segundo lugar"

Calmamente. Giniel De Villiers avança com pés de lã. Mas o seu golpe de volante é decidido e os especialistas que dizem que ele é o piloto mais talentoso da sua geração não estão muito longe da verdade. A sua experiência do Dakar é em todo caso a história de uma progressão sem falha. Durante toda a aventura Nissan, terminou sempre o rali como melhor representante da marca, enquanto os seus companheiros de equipa se debatiam com problemas de electrónica e rupturas mecânicas. Na última edição, continuava a ser uma ameaça considerável para a Mitsubishi a dois dias da chegada a Dacar.
Após quatro participações muito convincentes (no mínimo um 7.º lugar), De Villiers apresenta-se legitimamente como o concorrente directo de Peterhansel e Alphand para a vitória final. Sobretudo que a evolução do Race Touareg parece corresponder ao objectivo fixado pela Volkswagen: «Penso que o automóvel ultrapassou uma fase, progrediu em todos os terrenos e especialmente na areia. O objectivo é sobretudo bater a Mitsubishi pelo piloto que estiver na melhor posição para o fazer. Mas é certo que não poderei ficar satisfeito com um segundo lugar este ano. Poderei eventualmente aceitá-lo, mas não me sentirei feliz».
O desafio é importante para Dirk Von Zitzewitz, co-piloto de De Villiers pela primeira vez no Dakar. Motard de grande classe numa outra vida, terminou nomeadamente em 5.º lugar no Dakar de 1997. Desde a sua passagem para as quatro rodas em 2002, o Alemão tem acompanhado sobretudo Mark Miller, com quem se classificou em 5.º lugar em 2006. Com De Villers, Dirk tem o direito de aspirar a outras dimensões: os começos da nova equipa foram notórios, com duas vitórias, uma no rali Transibérico e a outra no rali de Marrocos.

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camion

Gerard De Rooy (NED)

«A hora da desforra»

Um ano após a desilusão pela sua exclusão da prova por não–conformidade do seu camião DAF em relação ao regulamento, Gerard De Rooy está de regresso ao rali com as mesmas ambições que lhe são conhecidas: um lugar no pódio tentando repetir o desempenho do seu pai Jan, vencedor do Dakar em 1987. «Queremos o lugar mais alto no pódio. A equipa está muita confiante. Temos que nos vingar do passado.», afirma um Gerard De Rooy perfeitamente sereno a alguns dias do início da grande prova.

Chegado com o regresso do pai ao rali em 2002, Gérard De Rooy ganhou o seu lugar junto daqueles que na DAF têm uma oportunidade de vencer novamente o maior dos ralis raids do mundo. Com 26 anos e já com um palmarés no seu currículo, um pódio em 2004, o filho do legendário Jan é hoje o mais alto representante da perseverança dos camiões azuis. Director na empresa familiar de transportes, Gérard e o pai tudo fizeram ao longo de um ano para que os camiões DAF estivessem em conformidade, esperando ao mesmo tempo poder "incomodar" o seu adversário russo, a Kamaz. «Este é um camião completamente novo. Só mantivemos a cabina e o motor da versão anterior. Realizámos vários ensaios e estamos agora em condições de atacar a prova com confiança.»

Ultra rápido, mas ainda um pouco irregular, Gérard aprendeu a duras penas com os seus recentes erros, nomeadamente com a saída de estrada que lhe custou certamente o pódio há dois anos atrás na quinta etapa, entre Agadir e Smara. Um contratempo que o obrigou a se contentar com o sexto lugar da geral.
Ausente da edição de 2006, o holandês voador só pensa na desforra neste Dakar de 2007, onde tenciona abalar o domínio da Kamaz e da sua figura de proa Vladimir Chagin. «Estamos ao mesmo nível. O camião é muito rápido em pisos irregulares. E o facto de nesta edição haver muitos percursos em areia convém-nos lindamente. Os nossos DAF também alcançarão bons resultados na Mauritânia».

O objectivo é pois de voltar a pisar o pódio nesta categoria apesar de De Rooy filho considerar que a concorrência será certamente mais feroz do que em anos anteriores. Falta apenas saber quais dos dois De Rooy obterá o melhor lugar. «Eu e o meu pai não temos nada combinado. Tudo dependerá da corrida e muita coisa pode acontecer.»
Enquanto se aguarda o desfecho final nas pistas africanas, Gérad De Rooy passará certamente por um momento de ligeiro nervosismo aquando das verificações pelos comissários da corrida.


Palmarès «Dakar» de Gérard De Rooy

2002 6º da geral no Arras – Dakar
2003 abandono na etapa 12 no Marselha – Sharm El Sheik
2004 3º da geral no Região de Auvergne – Dakar
2005 6º da geral no Barcelona - Dakar

auto

Ginda Petrus: “Vontade nunca faltouâ€

Entre o casal Milda-Gintas Petrus e o Dakar há uma história de amor. Uma verdadeira história de amor. Os dois Lituanos conheceram-se em 2001 num ferryboat quando partiam ambos para assistir ao arranque da prova. Para estes dois apaixonados pelos desportos mecânicos, a paixão foi instantânea. Muitos de nós teríamos parado e vivido a nossa felicidade no nosso país natal. Mas estes Lituanos de personalidade afirmada não são assim. Dois anos após este encontro no mar alto, é como casal que eles tentaram a aventura do Dakar, tendo nessa altura em ponto de mira Sharm el Cheikh. Foi aliás neste paraíso balnear do Egipto que eles decidiram formalizar a sua união e unir-se para a vida. Este ano, partem novamente, mas rumo à capital senegalesa. É mais uma ocasião para fugirem do seu dia-a-dia cadenciado pela gestão da sua empresa de produção de água mineral.

«Há alguns anos que a nossa empresa nos ocupa todo o tempo, mas no fundo de nós mesmos a vontade nunca nos faltou, tanto mais que a nossa precedente participação como casal tinha sido coroada de sucesso. Estar no Dacar e dormir ao ar livre no deserto mauritano é uma das mais belas experiências da minha vida», confessa Ginda Petrus, que já havia terminado o Dakar em 2002 sem a companhia da sua esposa. Este ano, o casal volta ao rali com um novo veículo e um conhecimento ainda mais afinado do percurso. «O percurso é muito selectivo. A passagem na Mauritânia anuncia-se muito delicada e nós tencionamos concentrar-nos sobretudo ao aproximarmo-nos das dunas», esclarece Ginda Petrus, com um único objecto em mente: chegar juntos a Dacar mais uma vez.

Dr. Xavier Mir: «Responder exactamente às necessidades»

Xavier Mir entrou no Dakar pela porta das traseiras. Médico oficial de Nani Roma, Xavier Mir começou por acompanhar o "seu doente" predilecto, que no início se batia por qualquer um dos primeiros lugares de chegada na categoria das motos. Para além dos cuidados médicos ao seu favorito, o «Doutor» teve sobretudo inúmeras ideias durante a primeira viagem num carro de assistência. Sensibilizado pelo estado de desenvolvimento das estruturas hospitalares que visitou durante a sua passagem, o Doutor imaginou rapidamente uma forma de transportar material médico com a ajuda dos concorrentes do rali.

A operação Dakar Solidario cresceu desde 2004 e permite hoje equipar vários hospitais na Mauritânia e no Senegal no percurso da prova, designadamente em termos de material pesado: «O que é interessante nesta iniciativa não é tanto a quantidade de medicamentos e de aparelhos que distribuímos, mas sim o facto destes responderem exactamente às necessidades destes dispensários, com os quais estamos em contacto todo o ano», sublinha Xavier Mir.

Nesta edição, o dispositivo em funcionamento durante o rali mobiliza, com o apoio logístico da organização, três camiões pesados, transportando no seu interior cerca de cinquenta aparelhos médicos (incubadoras, ecógrafos, eletrobisturis, aparelhos de diálise) e à volta de mil embalagens de antibióticos, séruns e desinfectantes. Os centros seleccionados são o hospital de Atar, o hospital Fraternité de Chinguetti, o hospital de cirurgia infantil de Nouakchott, o hospital nacional de Nouakchott, o hospital regional de Nema, o hospital Thierry Sabine e o dispensário de Louly Benteigne (no Senegal).