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6 de Janeiro de 2007 - 21 de Janeiro de 2007 | Lisboa > Portimao

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Notícias

Notícias

22:46

Ludivine, a morena

Poucas horas depois de uma das suas grandes rivais, Patricia Watson-Miller, a motard Ludivine Puy, que este ano tem o cabelo escuro, apresentou a sua nova moto 450 cm3 para as verificações técnicas. A tripla campeã da França de enduro e vice-campeã da Europa participa no seu terceiro Dakar, depois de ter terminado o de 2005 em 97.º lugar e de ter abandonado no ano passado. «Custou-me muito a recuperar da queda de 2006. Hoje voltou tudo ao normal e quero disputar a vitória na competição feminina, mesmo se a Patricia está muito forte este ano. Tenho ainda medo das dunas. Não quero de modo algum abandonar por esgotamento».

22:45

A confiança de Marc Coma

A chegada do vencedor de 2006, Marc Coma, ao estacionamento das verificações lisboetas, foi um autêntico aparato de cena de Hollywood. Empurrões e crepitação de flashes acolheram o grande favorito da edição motos, que assume sem hesitar o seu novo estatuto: «Trabalhamos imenso durante toda a temporada. A moto é excelente e a nossa estrutura está rodada». As únicas contrariedades à confiança lúcida de Marc Coma, são os imponderáveis: «Atenção aos erros», atira o piloto, «porque numa corrida como o Dakar paga-se a factura imediatamente».

22:44

Cyril Despres é insaciável

O vencedor em 2005 chegou às verificações com o sorriso nos lábios. É uma boa notícia para a corrida de motos, porque o delfim de Marc Coma em 2006 não esconde o seu entusiasmo no momento crucial do combate. Sorridente e descontraído, Despres empenhou-se em sublinhar as qualidades da nova KTM: «É o resultado de um processo de desenvolvimento de vários anos. O chassis é novo, o motor também e a distribuição da gasolina é diferente». O seu rival espanhol terá a mesma máquina, mas Cyril Despres é um verdadeiro explorador: « Vamos pôr os contadores em zero», lançou o piloto desaparecendo nos meandros das formalidades administrativas.

22:43

Bethys aposta no futuro

Thierry Bethys, triplo vencedor da prova de enduro do Touquet vai lançar-se no segundo Dakar da sua carreira numa Honda 450. No ano passado, este habitante de Vendée terminou em 18.º da prova. «Estou muito contente por ter a areia na primeira especial de sábado, porque é realmente um terreno que eu aprecio», declarou o piloto que poderá sentir-se feliz nas dunas da Mauritânia. Membro de uma equipa em construção, Thierry Bethys parece começar a gostar da aventura: «A equipa Honda é jovem, mas o ambiente está muito simpático. A participação da marca nesta corrida é muito interessante. Em todo caso, eu adorei o Dakar no ano passado e enquanto os meus parceiros o seguirem, podem contar comigo».

19:24

Robbie Allan: « Gostaria de ter menos trinta anos! »

Foi em família que o veterano do Dakar em moto, Robbie Allan, fez a sua entrada. Aos 66 anos, este Escocês, acompanhado pelo irmão e pela mulher, participa pela primeira vez no Dakar: «Nunca vi coisa assim. É extraordinário!». Perdido na multidão, Allan admitiu mesmo assim que gostaria de ter “menos 30 anos”. Que importa a idade? Esta sexagenário confessa só ter medo de uma coisa: «Não chegar a Dacar. Também espero não ser demasiado ridículo nas duas primeiras etapas. Depois, estarei rodado e tudo funcionará melhor» . Um último pormenor: Robbie Allan nunca utilizou um GPS... Ai a África!...

19:23

Carlos Sainz vê muito longe

Com quatro sucessos, Carlos Sainz foi quem venceu mais etapas no Dakar de 2006 em automóveis. Invicto em Portugal, o piloto espanhol não exclui a possibilidade de repetir a proeza do ano passado. A receita a aplicar é uma mistura de prudência e de ataque, segundo o ogre do WRC: «É necessário prestar atenção aos pequenos erros. No Dakar, é fácil perder muito tempo quando tenta ganhar apenas um pouquinho». Na verdade, Carlos Sainz pensa sobretudo ao objectivo do Lago Rosa, onde ele conta melhorar a sua classificação final. Para isso, considera-se mais bem treinado do que no ano passado: «Estou contente em ter podido participar nos ralis de Dubai, Tunísia e Marrocos este ano».

18:28

Chagin pensa no recorde

Os camiões Kamaz fizeram uma entrada muito notada no local das verificações, onde chegaram com meio-dia de avanço em relação ao horário da convocação. É evidente que o seu líder, Vladimir Chagin, que festeja amanhã os seus 37 anos, tem ansioso por começar a luta na pista: «Sei que como detentor do título é sempre muito difícil defender a sua posição, sobretudo porque De Rooy e Stacey são muito competitivos. Mas vou fazer tudo para igualar o recorde de seis vitórias no rali, que continua na posse de Karel Loprais».

18:04

Uma última volta e vou-me embora...

A dois dias da grande partida, Patricia Watson-Miller diz-se «excitada e ligeiramente assustada». Primeira motard à chegada em 1990, 1991 e 2006, Patrícia recusa, no entanto, fazer projectos e fixar grandes objectivos e não faz da defesa do seu título uma obsessão: «Quero simplesmente terminar a corrida, evitar os acidentes e aproveitar o máximo do rali. O Dakar é acima de tudo uma corrida contra si mesmo, mais do contra os outros». Patricia Watson-Miller também não esconde que parte, sem dúvida, para o seu último Dakar: «É muito difícil abandonar os meus filhos em casa». Talvez que uma boa classificação lhe permite dizer adeus ao rali da mais bela maneira.

18:03

Kolberg, a ambição brasileira

Klever Kolberg conta realmente terminar no Top 10 da competição automóveis neste seu 20.º Dakar. No local das verificações técnicas, reafirmou esta ambição, contrariada no ano passado por um abandono em Nouakchott, quando estava em 13.º lugar na classificação geral. «É um objectivo difícil, mas preparámos bem a nossa corrida». 5.º em moto no Dakar de 1993, 8.º em automóvel em 2002, Kolberg faz equipa com Eduardo Bampi, que disputa o seu segundo Dakar.

18:02

Blais visa ainda mais alto

Quarto do último Dakar, Chris Blais quer ainda subir mais alto nesta sua terceira participação no rali. O piloto americano quer subir ao pódio e tem uma nova máquina. «Esta moto é bem melhor do que a anterior. Este ano pude preparar-me para o Dakar em dois ralis (10.º em Marrocos e 5.º em Dubai). Penso realmente que posso alcançar o Top 3», insiste o motard de 25 anos. Em contrapartida, Blais só poderá contar consigo mesmo. «Sou o único na equipa e só tenho ajuda da KTM, contrariamente ao ano passado em que éramos assistidos pela equipa oficial Repsol».

17:24

Ronn Bailey, tal como a fénix...

Armado com o seu sorriso adulador, Ronn Bailey seduziu uma multidão de jornalistas em redor do seu veículo amarelo vivo no local das verificações. Já está esquecido o acidente infeliz que teve há poucas semanas numa sessão de ensaios, quando o seu veículo se incendiou. Desde então, encontra-se desenhado no capô do veículo uma fénix. Como a ave de fogo, também Ronn Bailey renasce das suas cinzas. E o Americano deseja finalmente terminar o seu primeiro Dakar: «Tenho novos pneus que devem fazer maravilhas na areia. Espero com impaciência a Mauritânia».

17:23

Roma também quer ganhar!

Nani Roma terminou na 6.ª posição o Dakar de 2005 na sua primeira participação em automóvel e em 3.º lugar em 2006. Vendo a sua progressão, o antigo vencedor em motos é um dos grandes favoritos. Descontraído, o piloto sente-se livre na equipa Mitsubishi, onde a concorrência continua a ser feroz. «Um concorrente deseja sempre vencer a prova em que participa. A Mauritânia é novamente o lugar propício para estabelecer a diferença, mas é também o lugar onde se pode perder tudo».

17:22

Isabelle Patissier e a mecânica cor-de-laranja

Foi num buggy cor-de-laranja fluór que Isabelle Patissier chegou no fim da manhã às verificações. Um veículo que já tem a sua história, dado ser o buggy no qual Henri Pescarolo correu o ano passado até abandonar. «É um ex-buggy SMG que nos deu seis meses de trabalho. Primeiro, foi preciso endireitar o chassis, e isso já levou dois meses». Uma trabalho de reparação que não deixou à piloto leonesa tempo para se preparar. «Fizemos 200 quilómetros de ensaios. Nada mais. Mas o nosso projecto prolonga-se por três temporadas e aproveitaremos este Dakar para domar o nosso buggy».

17:21

Hiroshi Masuoka: « Avançar »

Hiroshi Masuoka é um homem discreto, mas é sobretudo um piloto decidido. No local das verificações, o duplo vencedor explicou rapidamente que o objectivo da sua vigésima participação no rali neste ano era ganhar a corrida. A sua estratégia é simples: «Evitar erros de pilotagem, evitar problemas técnicos e avançar», como o obriga sempre a fazer o seu temperamento incansável de atacante.

17:20

A Turquia em duas rodas

Lado a lado duas motos, uma vermelha e outra branca, içam uma bandeira turca nos retrovisores. São as 450 cm3 de Kemal Merkit e Kutlu Torunlar. Para a sua quarta participação, Kemal convenceu o seu amigo e sócio a acompanhá-lo. Kutlu Torunlar está encantado por participar na aventura: «Treinámo-nos muito em 2006 nos terrenos arenosos a norte de Istambul. A nossa estratégia é mantermo-nos em boa posição nas primeiras etapas e acelerar o ritmo depois». O objectivo declarado da equipa Jim Beam Turkish é terminar nos 20 primeiros lugares na geral e no Top 5 na categoria 450.

15:10

Encontro com Jackie Chan

Serge Henninot participou em treze Dakar em diversas modalidades e, desde há três anos, faz beneficiar os pilotos chineses da sua experiência no rali: «Sou um monitor de auto-escola especial para o Dakar», gracejou Jackie. Associado este ano a Bin Liu, um ás do volante prometedor oriundo de Pequim, Henninot tem um encontro especial em Dacar com o actor-produtor Jackie Chan: «É um parceiro de Ralliart e organiza corridas a favor das crianças desfavorecidas na Ásia». Ocupa um lugar de destaque no nosso veículo com o logótipo “JC” e prometeu-nos um encontro em Dacar se aí chegarmos». É mais uma razão para chegar à capital senegalesa.

15:08

Stéphane Peterhansel fará tudo para vencer

«Claro que o meu objectivo é vencer». Stéphane Peterhansel não escondeu a sua ambição ao chegar às verificações administrativas, antes de explicar a filosofia da equipa Mitsubishi: «Todos sabem que não serve de nada correr contra nós. Nós somos uma equipa unida. A corrida determinará o lugar de cada um». Sorridente e determinado, o duplo vencedor na categoria automóveis acha esta concorrência sadia e confessa estar mais descontraído do que habitualmente: «A partida deferida neste ano permitiu-se chegar cá mais descontraído». Os outros concorrentes estão prevenidos.

14:38

Alphand está ansioso por partir

O vencedor de 2006 na categoria automóvel chegou descontraído às verificações. Luc Alphand também deu a impressão de estar realmente bem preparado fisicamente para a prova e já concentrado na defesa do seu título. «Vai ser necessário conduzir depressa logo à partida», declarou. O piloto da Mitsubishi lamenta a alteração dos percursos, que provocou a supressão da etapa sem assistência em Tombouctou: «É pena, porque a equipa é muito forte e está bem rodada neste tipo de etapa. Mas estou satisfeito com a decisão da organização». O antigo esquiador assume doravante o seu estatuto de vencedor e confirma as suas ambições lembrando que é o favorito, e acrescenta: «Estou com pressa de pôr ordem nisto». E avisa logo a seguir os seus rivais que terão uma tarefa muito delicada: «Tenho a nítida sensação de ter ainda progredido depois do último Dakar».

11:16

Dentro dos prazos

No final do primeiro dia de verificações, o desfile dos concorrentes ocorreu de acordo com o programa estabelecido. Foram examinados pelos comissários da corrida mais de um terço dos veículos nos diferentes “boxes” do circuito, sem qualquer anomalia importante a assinalar. Embora alguns devam passar novamente pelas verificações após alguns ajustamentos, nenhum dos candidatos à partida foi reprovado. Hoje, passarão pelas verificações os principais favoritos da corrida, nas três categorias. Está marcado encontro, hoje de manhã, com Luc Alphand e toda a equipa Mitsubishi.