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etapa 8 - sábado 7 de Janeiro de 2006 | Atâr > Nouakchott
  • Ligação  34 km
  • Especial 508 km
  • Ligação  26 km
  • Total  568 km
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008 - D. CASTEU
008 - D. CASTEU
315 - T. MAGNALDI
315 - T. MAGNALDI
500 - F. KABIROV
500 - F. KABIROV
003 - I. ESTEVE PUJOL
003 - I. ESTEVE PUJOL
314 - J.L. SCHLESSER
314 - J.L. SCHLESSER
316 - J.M. SERVIA
316 - J.M. SERVIA

Filme da etapa

O azul é a cor do dia!

David Casteu (KTM – nº8), que participa pela primeira vez no Dakar como piloto oficial da KTM-Gauloises, conseguiu a sua primeira vitória de etapa no rali. Casteu rodou ao lado do seu colega de equipa, Cyril Despres, (KTM – nº1), que se classificou, hoje, em 3º. O espanhol Marc Coma (KTM – nº2) continua a ser o líder da classificação geral. Nos automóveis, Thierry Magnaldi (SCH – nº315)ganha a sua segunda especial enquanto Stéphane Peterhansel (MIT – nº300) conquista o comando da geral. Na categoria de camiões, Tchaguine lidera, também, a classificação geral apesar de ter passado por mais um dia difícil.

Dificilmente poderíamos imaginar que hoje o dia seria “azulâ€. Depois da etapa de Atar, onde Cyril Despres se tinha contentado em gerir a sua dor no ombro e onde os pilotos da KTM – Repsol tinha tomado de assalto os três primeiros lugares da geral, seria lógico esperar, para hoje, mais um festival dos “cor-de-laranjaâ€. Mas na rota para Nouakchott, onde a navegação não é anunciada como sendo a principal dificuldade, foi preciso um apurado sentido táctico para que David Casteu conseguisse fazer a diferença e que Cyril Despres se tivesse mantido em contacto com os líderes da classificação geral.

De início, a situação não parecia muito famosa porque, depois de 200km de percurso, o tempo de passagem de Cyril Despres apontava mais para a derrota do que para uma ressurgimento. Com 11’39’’ de atraso sobre um grupo clássico de comando em fase de constituição (Coma, Esteve, Gavardo, Sala ), e com o reconhecimento de uma tendinite no pulso direito, cada vez mais limitadora, o seu futuro no Dakar 2006 parecia realmente hipotecado. Mas, a 50 km do CP2, Despres e Casteu operaram, em conjunto, um espectacular golpe de navegação. Enquanto o grupo do comando se esforçava para encontrar um Way Point Oculto (WPO), o “homem doente†e o seu “protector†de luxo tiveram uma feliz inspiração e encontraram, imediatamente, o caminho mais directo. Resultado: David Casteu, que tinha partido mais atrás, conseguiu o melhor tempo no CP2, com 7’50 de avanço sobre Esteve (KTM – nº3), o melhor elemento do grupo de abertura. E tudo isto sem aumentar a velocidade.

Ao conservarem uma atitude ponderada que, decididamente, vale a pena em rali-raid, os dois colegas de equipa prosseguiram o seu caminho conservando diferenças semelhantes em relação aos espanhóis e seus afins. Despres pode, assim, manter a esperança. Para David Casteu, esta primeira vitória de etapa é já uma pequena consagração. Este é o seu quarto Dakar, e o primeiro enquanto piloto oficial da KTM. Aqueles que se cruzaram com ele no acampamento, enquanto tratava de fazer a manutenção à sua velha Cagiva 900 que tinha pertencido a Edi Orioli, não teriam podido imaginar que viesse a ter um destino tão glorioso. Sendo, até há pouco tempo, como ele gosta de lembrar, um simples aprendiz, Casteu inscreveu, agora, o seu nome no livro de história…do Dakar. Ao levar muito a sério o seu trabalho de equipa, com a missão cumprida e ultrapassando as expectativas concedidas pela classificação de Despres, Casteu vive hoje as suas primeiras horas de glória.

O quadro de honra do dia na categoria de automóveis está claramente mais colorido, e o “azul†tem aqui um bom lugar. Se a tomada do poder na classificação geral por parte de Peterhansel não era inesperado, a vitória de Thierry Magnaldi confirma, ao mesmo tempo, a bravura e a seriedade da escuderia Schlesser-Ford. O traçado globalmente rápido da etapa dava aos buggys azuis, os quais têm a reputação de disporem da melhor velocidade de ponta, sérias hipóteses de sucesso. Mas as dificuldades de navegação e de passagem, anunciadas como anedóticas, poderiam ter pregado uma séria partida a estes outsiders do rali. Jean-Louis Schlesser (SCH – nº314) sofreu um percalço que iria ser o refrão do dia. O erg do km 240 foi, com efeito, fatal para Josep-Maria Servia (SCH – nº316), Nasser Al Attiyah (BMW – nº308), Guerlain Chicherit (BMW – nº322) ou ainda para Stéphane Henrard (VW – nº310). Thierry Magnaldi, segundo as suas palavras, “sobrevoou†o cordão de dunas e depois deixou falar a potência do seu V8 para conseguir ganhar a segunda vitória da sua carreira em quatro rodas, depois do seu sucesso em Zouerat.

Stéphane Peterhansel deu a impressão que o seu record de vitórias de etapas, à semelhança de Ari Vatanen, não sobreviveria a esta jornada. Partiu da primeira posição com Luc Alphand (MIT – nº302) no meio da poeira. Os dois Mitsubishi começaram por se desembaraçar de Jutta Kleinschmidt (VW – nº303) que ficou parada, muito tempo, no km 179. Peterhansel acabou por se distanciar do seu colega e não se deixou atrapalhar com as pequenas dunas do km 285. A boa prova de “Peter†permitiu-lhe conquistar o comando da classificação geral, ao avançar sozinho para a capital da Mauritânia. Quanto a Alphand, e ao contrário do seu companheiro de equipa, as dunas não lhe foram tão fáceis de ultrapassar, mas o seu atraso foi de apenas 32’’.

A situação é muito mais crítica no clã Volkswagen. Excepto Mark Miller (VW – nº309), que cobre a distância exactamente no mesmo tempo que o novo patrão, e Bruno Saby (VW – nº301) que consegue o 7º lugar, o balanço do dia é frágil. Jutta Kleinschmidt , que se tinha esforçado por chegar onde chegou, vê os dois Mitsubishi a passarem-lhe largamente na geral: Jutta ficou a 1h06’ de Peterhansel. Por seu lado, Giniel de Villiers (VW – nº305) que está em 3º, a 26’16’’ ainda pode esperar manter-se no pódio. Terá que lutar por essa honra com “Nani†Roma (MIT – nº304). Finalmente, Carlos Sainz (VW – nº 307) ficou eternamente parado no km 26, devido a uma brutal batida numa pedra durante uma manobra. Depois de várias horas de reparação, ele luta agora para chegar a Nouakchott dentro do tempo máximo permitido.

Na corrida de camiões, Firdaus Kabirov ganha a especial do dia com 5’25’’de vantagem sobre Hans Stacey , e 51’56’’ sobre Vladimir Tchaguine, o qual ficou, mais uma vez, atascado no km230 da especial. O líder da equipa Kamaz mantém, contudo, o comando da classificação geral, com 30’32’’ de avanço em relação a Kabirov. Ainda um pouco mais de azul, portanto!

Notícias

19:10 - camião

Vitória de etapa para Kabirov

Firdaus Kabirov realizou o melhor tempo da especial com 5’25’’ de avanço sobre Hans Stacey e 51’56 sobre Vladimir Tchaguine, que voltou a ficar atascado, desta vez no km 230 da especial. Contudo, Tchaguine mantém o comando da classificação geral, com 30’32’’ de vantagem sobre Kabirov.
18:41 - automóvel

Carlos Sainz volta a correr.

O piloto da Volkswagen que esteve desde manhã parado no km 26 depois de ter batido numa pedra, foi desempanado pelo seu camião de assistência. Depois de terminada a reparação, Sainz voltou a correr e vai tentar chegar a Nouakchott antes do fim do tempo concedido para terminar a etapa.
17:32

Miller conquista o 2º melhor tempo da etapa.

O americano Mark Miller, ao volante de um Race Touareg II, terminou a especial ao mesmo tempo que Stéphane Peterhansel, depois de 508 km de corrida. Está igualmente a 6’52 de Thierry Magnaldi, o vencedor do dia.

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