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etapa 8 - sábado 7 de Janeiro de 2006 | Atâr > Nouakchott
  • Ligação  34 km
  • Especial 508 km
  • Ligação  26 km
  • Total  568 km
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Declarações

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Isidre Esteve Pujol (ESP – KTM – 4º)

“Caí a 20 km da partida da especial, em cima de pedras e parti o road-book. Foi stressante. Não podia deixar de seguir o trilho senão perdia-me de certeza. Acelerei para apanhar Marc e só o consegui no CP1, no reabastecimento do km 175. Estou aliviado pois estou a 6’ de Marc. A meio da corrida está tudo a correr bem e é uma bela competição. E tiro o meu chapéu a Cyril Despres. Foi uma façanha, aquilo que ele fez. Mas Despres sabia que era preciso fazê-lo antes do dia de descanso, para bem da equipa.â€
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David Casteu (FRA – KTM – 1º)

« Chegar ao dia de descanso e ganhar uma especial, é fantástico. Tenho realmente uma sorte incrível. Desde o mês de Dezembro, todos os dias recebo um presente de Natal. Tive imensa sorte desde o início da especial, apesar de ter feito alguma mecânica no deserto. Depois, ultrapassei Cyril que fez uma navegação genial. Rodámos juntos e, no final, eu arrebato a minha primeira vitória no Dakar. Em criança só sonhava com isto e, hoje, aconteceu. È verdadeiramente mágico. Mesmo se hoje estou numa equipa oficial, considero-me sempre um amador. Vou todos os dias ao pé doa amadores para dar um pouco de esperança àqueles que, tal como eu há uns tempos atrás, se esfarrapam para chegar ao fim de cada etapa. Mas hoje, que felicidade!â€
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Marc Coma (ESP – KTM – 5º)

« Os primeiros 150 km foram complicados. Havia muita montanha e, depois, o deserto. Em seguida, provavelmente devido a um acesso de descontracção, fizemos um erro de navegação e tivemos dificuldade em encontrar o caminho correcto. Aí perdemos mais de 10 minutos. Depois, tudo se desenrolou normalmente. Em todo o caso, dou os parabéns a Cyril por aquilo que ele fez.â€
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Chris Blais (USA – KTM – 2º)

« Tive um enorme dor de barriga no início da etapa e parei ao km 60 para me aliviar. Depois, andei ao meu ritmo, fazendo a minha própria navegação. Ao chegar ao Way Point antes do CP1, vi o Cyril Despres que voltava, parecia perdido. Passei, mantendo a rota, e foi um bom golpe porque cheguei ao CP2 em 2º lugar, posição que consegui manter até ao fim da etapa. Adorei as dunas. Mas estou contente por o dia de descanso ter, finalmente, chegado. Vou poder descontrair do stress de corrida para depois voltar ainda com mais vontede de correr. O meu objectivo é terminar o Dakar e de fazer um melhor resultado do que no ano passado na classificação geral (9º em 2005).â€
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Cyril Despres (FRA – KTM – 3º)

“Francamente, estou contente por estar aqui. Hoje de manhã estive quase a dar meia volta, de tão mal que me sentia. Não só me doía o ombro mas também uma tendinite no braço direito, que já vem comigo desde Marrocos e que se agrava dia após dia. Parti esta manhã, unicamente porque foi nesta especial que fiz a minha última partida com Fabrizio (Meoni). Era a minha única motivação. Larguei muito devagar e deixei-me ultrapassar por uma vaga de motards. Quando cheguei ao primeiro controlo de passagem (CP1), constatei que etsvam cerca de 20 à minha frente. Então, esforcei-me bastante para continuar. No km 250, tirei partido de um erro de navegação dos homens da frente para conseguir ultrapassar alguns deles, mesmo antes de entrar nas dunas. Como não me sentia muito mal, aproveitei para acelerar o ritmo mas caí. Levantei a moto debaixo de um ataque de nervos e voltei a partir, embora com mais calma. Depois, no km 287, deveríamos encontrar um Way Point Oculto (WPO). Eu já pensava que seria para a esquerda e, quando olhei para a direita, vi Gavardo, que tinha partido 20 minutos antes, a voltar para trás. Isso confirmou a minha escolha e quando cheguei ao WPO não havia nenhum traçado no chão. Arranquei sem grande velocidade e quando cheguei ao CP2 constatei que havia apenas três motos à minha frente. Isso deu-me bastante força e assim que saímos das dunas ataquei o mais que pude até à chegada. É a primeira vez que sofro tanto a correr de moto. A dor esgotou-me física e psiquicamente e já não sei bem onde estou e o que fiz para chegar aqui. Agora, estou à espera do médico, o Dr. Olivier Dufour e o dia de descanso vai ser realmente importante para mim. Apesar de ter sofrido tanto, os meus adversários perderam hoje quinze minutos, o que prova que tudo pode ainda acontecer. É uma pequena luz ao fundo do túnel.