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etapa 7 - sexta-feira 6 de Janeiro de 2006 | Zouérat > Atâr
  • Ligação  10 km
  • Especial 499 km
  • Ligação  12 km
  • Total  521 km
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Declarações

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Marc Coma (ESP – KTM – 2º)

“Hoje sofri mas também tive imenso prazer a fazer a etapa. Coma ordem de partida invertida encontramos imensa gente. E muitos traços. Não se pode confiar. É preciso seguir o road-book e nada mais. Correu tudo bem mas a cerca de 50 km da chegada percebi que a roda traseira não estava bem. Terminei com o pneu totalmente em baixo. Estou contente porque fiz a corrida no comando, a moto está bem e a equipa está entre as melhoresâ€.
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Giovanni Sala (ITA-KTM-3º)

“ Tudo isto é muito duro para mim, com 42 anos. Muitos tufos secos, muitos buracos e muita gente para ultrapassar. Mas desmbarei-me bem: compensei todos estes contratempos com muita navegação. Ah, sim, também “apertei†com o acelerador. E estou ainda mais contente porque Atar é uma etapa um pouco especial para mim. Desde há cinco anos que trabalho com uma associação de solidariedade desta cidade. Eu fundei na minha vila de Gorle, ao pé de Bergame, “Tous ensemble pour soeur Isolina†(Todos juntos com a Irmã Isolina). Organizo uma corrida num campo, em Agosto, faço um leilão com as minhas roupas de motard e os meus troféus e consigo ajudar, a título pessoal, o trabalho das irmãs com as crianças da cidade. Hoje vou lá jantar com Carlo que também participa na ajuda.â€
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Carlo de Gavardo (CHI-KTM-1º)

« Hoje conhecemos a toda a dureza do rali. Houve centenas de quilómetros de dunas e pedras. E também houve navegação. Mas foi a dureza do ponto de vista físico o que mais me custou na corrida. Foi realmente estafante. Mais uma vez, eu vi que é preciso estar realmente hiper concentrado. A certa altura vi Marc e quis aproximar-me um pouco dele…e caí. Sem nenhuma gravidade. Mas é preciso não cometer erros e estar sempre a dar o máximo da nossa capacidade de concentração e de perícia. Mas, sinceramente, o meu desempenho de hoje, foi possível graças ao nosso mecânico Roberto e ao director da equipa, Jordi Arcarons. De manhã, quando pego na moto, sei que ela vai render o máximo e é isso que permite fazer uma boa corrida.â€
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Pal Anders Ullevalseter (NOR – KTM – 5º)

“Ficar em 5º é um óptimo resultado para mim porque, de qualquer forma, não posso seguir o ritmo das equipas da frente porque andam muito mais depressa do que eu. Então, sigo-os à distância e se um deles tem um problema eu tiro proveito disso. Então, durante todo o dia, procurei ser o mais prudente possível e, sobretudo, não cometer erros. E, acreditem-me, não foi fácil. Vi o David (Frétigné) cair sem gravidade mas isso fez-me abrandar ainda mais o ritmo. Por outro lado, apanhei alguns sustos e cometi um pequeno erro de navegação no km 10. Fiz a má escolha de entre várias pistas, o que me custou cerca de 10 minutos. Evidentemente, hoje ainda perdi mais tempo em relação a Carlo (Gavardo), mas não estou preocupado com isso, se ele quiser escapar-se, que o faça. De qualquer forma, o mais importante foi regressar inteiro a este maldito acampamento, em que, no ano passado, tive que desistir.â€
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Isidre Esteve (ESP – KTM – 4º)

“Estou muito cansado porque o dia foi verdadeiramente difícil, com muito troços fora de pista no programa. Estou contente com o meu 4º lugar de hoje porque permite-me partir amanhã bem colocado para a grande etapa antes do dia de descanso. Espero bem poder aproveitar para fazer um bom ataque e fazer o mesmo na especial de 2ª feira. Ainda faltam muitos dias na Mauritânia e serão fundamentais para a vitória. Hoje muitos pilotos caíram e eu tentei tirar partido disso. Pedi a David (Casteu) para ficar ao pé de mim durante a manhã para poder contar com ele no caso de surgir algum problema e ele desempenhou perfeitamente o seu papel, tal como o Michel (Gau) com o Cyril (Despres). Foi um dia muito duro para Cyril e apesar de ele ter perdido muito tempo, o importante foi ter terminado a prova, quer para ele, quer para a equipa. Dia após dia, o ombro vai estar melhor e tenho a certeza que ele vai dentro em breve poder andar ao seu ritmoâ€.
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Cyril Despres (FRA – KTM – 9º)

“Sinceramente, esta manhã, pensava que não ia aguentar mas a dor manteve-se suportável, menos forte do que eu tinha previsto. É claro que ainda é muito doloroso porque os músculos se contraem e dói-me todo o pescoço. Quase que os tufos eram melhores que as pedras, porque aqui batia-se com muita força. Em contrapartida, nas dunas, corri sentado e senti-me melhor. Tenho que agradecer aos médicos porque sem eles eu não estaria aqui esta tarde. Com um ferimento semelhante um banqueiro deixa de trabalhar durante uma semana ou duas, mas nós temos que continuar. Estão a preocupar-se comigo mas os amadores sofrem a mesma coisa. Eu queri ganhar o Dakar e não digo que já acabou, mas agora faço a corrida, dia após dia, e logo se verá o que acontece. Para já, estou muito feliz de estar aqui. A queda faz parte do jogo e é preciso aceitar isso Senão é como se nos sentíssemos mais fortes do que o deserto e, então, nem valia pena ter vindo.â€