Declarações
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Isidre Estve Pujol (ESP – KTM Gauloises – 3º)
« Marrocos já ficou para trás. Hoje começámos a ter a verdadeira areia do Dakar embora as dunas não fossem excessivamente difÃceis. Vamos tentar fazer sem problemas a primeira metade da corrida e parti daà já se vêem as coisas com mais clareza. De momento, a luta está renhida mas é normal.â€
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Cyril Despres (FRA – KTM – ferido)
“Tenho uma luxação acromio-clavicular de grau 2 (teria abandonado se fosse de grau 3). Não estou mal mas apanhei um susto. Isto aconteceu no km 273, ou seja, 50km depois do reabastecimento. Desmaiei, tenho a sensação de ter apanhado um tufo seco com a roda traseira e caÃ. Coma e Esteve chegaram ao pé de mim muito depressa. Em seguida cerrei os dentes e lá consegui fazer os 150 km que me restavam para terminar. Não tenho a sensação de ter cometido um grande erro. Vou pedir ao médicos para me porem uma ligadura e vou descansar, à espera que amanhã isto esteja melhor. Estou um pouco dividido porque sei que podia ter sido pior e, ao mesmo tempo, põe em risco onze meses de trabalho. De momento, é uma grande frustração.
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Marc Coma (ESP – KTM – Repsol – 5º)
“Foi uma etapa longa. Não havia muitos tufos secos. Algumas dunas. Pena que depois do reabastecimento Cyril tenha caÃdo. Fui o primeir a chegar ao pé dele, talvez 20 ‘’ depois. Isidre parou imediatamente e Carlo também parou. Cyril ainda estava inconsciente e ficámos um pouco com ele. Senão tivesse acontecido isto, teria sido uma bela etapa com muito ritmo.
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Carlo de Gavardo (CHI – KTM – 1º)
“Hoje entrámos verdadeiramente em Ãfrica. Andámos bastante fora de pista e era preciso ter muito cuidado. Isto começa a ser duro mas sinto-me bem. Não pilotei ao máximo para conseguir concentrar-me nos perigos.â€
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Pal Ullevalseter (NOR – KTM – 4º)
« Fiz uma boa etapa, andámos muito depressa na primeira parte da especial. Fui ultrapassado por Giovanni Sala e contentei-me em segui-lo. Tal como ele, também tive dificuldades com o limite de velocidade, tinha que estar sempre com atenção. Em Marrocos, andei à minha vontade, não muito depressa porque era perigoso. A minha estratégia actual consiste em ficar todos os dias entre os 10 melhores. Tenciono atacar mais tarde, nas etapas longas e quentes.â€
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Giovanni Sala (ITA – KTM – 2º)
“Hoje desembaracei-me bastante bem. Desde os primeiros quilómetros, ultrapassei Pal Anders (Ullevalseter) que tinha acabado de cometer um pequeno erro de navegação. Depois andei depressa para tentar chegar aos homens do comando e para poder ajudar Marc em caso de necessidade. Fiz uma boa navegação em toda a última parte e ainda voltei a acelerar para pressionar os da frente, o que valeu a pena. Estou contente porque não cometi erros e tive imenso prazer com a moto. Agora que Marrocos já acabou – nunca tive muita sorte por estes lados – pude aumentar o meu ritmo de corrida. É verdade que estou um pouco afastado na geral mas tudo é possÃvel. Sobretudo, estou super satisfeito porque tive imenso prazer com a moto.â€
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David Frétigné (FRA – Yamaha – 8º)
“O inÃcio da especial não foi lá grande coisa para mim porque os primeiros 200 km eram muito rápidos. Par a nossa 450cc não é o ideal e os mecânicos quiseram proteger a parte mecânica. Fizeram um arranjo especial para que o motor não adquirisse demasiadas rotações mas no final eu corri a 130Km/h em velocidade de ponta. Por isso perdi ainda mais tempo no rápido. Felizmente, depois do reabastecimento, entrámos nas primeiras dunas. Foi magnÃfico e sobretudo havia uma verdadeira navegação fora de pista. Depois de alguns quilómetros segui um caminho diferente do traçado existente e foi uma boa ideia porque recuperei 8’ na final. No final de contas, foi uma boa jornada mesmo sabendo que se tivesse apenas mais 10 km/h de velocidade de ponta eu poderia ter conseguido a vitória da etapa. Talvez amanhã.â€
