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etapa 3 - segunda-feira 2 de Janeiro de 2006 | Nador > Er Rachidia
  • Ligação 237 km
  • Especial 314 km
  • Ligação 121 km
  • Total  672 km
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010 - A. CALDECOTT
010 - A. CALDECOTT
314 - J.L. SCHLESSER
314 - J.L. SCHLESSER
508 - V. CHAGIN
508 - V. CHAGIN
306 - H. MASUOKA
306 - H. MASUOKA
001 - C. DESPRES
001 - C. DESPRES
304 - J. ROMA
304 - J. ROMA

Filme da etapa

Schlesser, o regresso!

Andy Caldecott (KTM – nº10), recentemente integrado na equipa KTM Repsol-RedBull, conseguiu a sua terceira vitória de etapa no Dakar. Despres (KTM – nº1) toma o comando da classificação geral à frente de Marc Coma (KTM – nº2). Na categoria de automóveis Jean-Louis Schlesser (SCH – nº314) foi o mais rápido enquanto Joan "Nani" Roma toma o comando da geral e aumenta a sua distância graça a uma terceira vitória de etapa consecutiva.

Embora há menos de um mês pensasse em seguir o Dakar pela televisão, Andy Caldecott alcançou a vitória da primeira etapa africana do rally. Tendo ficado em 6º lugar na última edição do Dakar, este australiano passou este ano à procura de financiamento e a interrogar-se sobre se deveria ou não participar em 2006. Por falta de patrocinadores, aquele que terminou o seu primeiro Dakar (2004) com um tornozelo partido, estava resignado a faltar a esta prova tão importante. Mas a desgraça de uns faz, por vezes, a felicidade de outros. Durante o mês de Dezembro, um telefonema de Jordis Arcarons informava-o da queda de Jordi Duran, jovem esperança do team KTM-Repsol. Na mesma conversa, Arcarons quis saber se Andy estava disponível para fazer equipa com Marc Coma e a resposta, claro, foi imediata e…positiva.

Muito contente por iniciar o rally em Lisboa, Caldecott mostrou-se prudente e sensato nas duas especiais portuguesas. Táctica ou circunstâncias, Andy partiu, esta manhã, na 25ª posição. A sua pilotagem técnica e rápida permitiu-lhe de ultrapassar um grupo de cinco concorrentes que rodavam no encalço do comando. Andy prossegue na companhia de Frétigné (YAM – nº12), de Gavardo (KTM – nº4) e de Despres, a poucos quilómetros da quadrilha composta por Esteve, Casteau, Coma e Pellicer. No final, o australiano realizou o melhor tempo, com 3’04’’ de avanço em relação a Andy Grider que corre pela equipa americana KTM – RedBull. Na classificação geral, Isidre Esteve (KTM – nº3) cede o comando da classificação geral ao seu colega de equipa Cyril Despres, que regista um avanço de 1’16’’ sobre o seu companheiro do ano passado, Marc Coma. O duelo está de regresso e Jordis Arcarons pode estar duplamente orgulhoso do seu instinto.

Em quatro rodas, a atenção concentrou-se em Carlos Sainz (VW- nº307) e muitos observadores perguntavam-se se o espanhol iria repetir a façanha da sua magistral entrada neste rally. Depois de duas vitórias consecutivas num terreno propício, o duplo campeão do mundo de WRC foi ultrapassado pelas realidades de Marrocos e, mais precisamente, por Hiroshi Masuoka (MIT – nº306). O duplo vencedor japonês saiu hoje na 4ª posição, começou por ultrapassar Nasser Al Attiyah (BMW – nº308), a que se seguiu Luc Alphand (MIT-nº302) e, por fim, Sainz que ia acompanhado de Andreas Schulz, seu ex-co-piloto. O espanhol não hesitou em deixar passar Masuoka que fica assim com a responsabilidade de abrir a corrida. Foi, portanto, um pequeno comboio composto por três “carruagens†( Al Attiyah veio dar o reforço) que progrediu pelas pistas marroquinas, com Masuoka a determinar a velocidade do trio.

Bastante atrás, Jean-Louis Schlesser, o Raposa do Deserto, estava bem decidido a mostrar o que vale. A sua estratégia é bem conhecida uma vez que tem uma única palavra de ordem: ao ataque! Muitas vezes criticado em relação à fiabilidade dos seus carros, teve que aguentar alguns comentários desagradáveis no final da primeira etapa, na qual se viu obrigado a rodar sem travões. Schlesser não demorou muito a calar as más línguas. Depois de partir da 15ª posição, ele consegue o melhor tempo à chegada, com 19’’ de vantagem sobre Masuoka e 37’’ sobre Peterhansel (MIT-nº300). Foi como uma verdadeira vingança uma vez que Schlesser não ganhava uma única etapa desde 2001, altura em que a Mitsubishi tomou o controle da corrida. Nesse ano, este atacante empedernido conseguiu sete vitórias entre Paris e Dakar.

Na corrida de camiões, Vladimir Tchaguine aproveitou a chegada a Marrocos para aumentar a vantagem sobre os seus principais concorrentes. Imbatível desde o início da corrida, conquistou o melhor tempo com 7’06’’ de avanço em relação ao ex-campeão do mundo de rally, Miki Biasion. Trata-se da quinta vitória consecutiva de Tchaguine no Dakar, se contarmos com as duas últimas etapas do Dakar 2005. Em termos gerais, o trio está a destacar-se mas André de Azevedo tem já um atraso de mais de meia hora.

Notícias

18:08 - camião

3ª vitória de etapa para Vladimir Tchaguine.

Depois de ter passado o Cp1 e o Cp2 ao comando, Tchaguine , quando cruzou a linha de chegada, aumentou ainda o seu avanço sobre Miki Biaision com 7’06’’. Invencível desde o início da competição, Tchaguine totaliza cinco vitórias consecutivas de etapa, se se considerarem as duas últimas eliminatórias do Dakar 2005.
16:46 - camião

Tchaguine sempre à frente.

O camião Kamaz de Vladimir Tchaguine continua a ser o detentor do melhor tempo intermédio, após 234 km de percurso. Contudo, o seu avanço sobre Miki Biasion é de apenas 22’’. O terceiro tempo provisório está atribuído a André de Azevedo, com 1’17’’ de atraso em relação ao líder da corrida.
15:41 - camião

Tchaguine passa para o comando.

O russo Vladimir Tchaguine, vencedor das duas primeiras especiais, alcançou o melhor tempo intermédio após 122 km, com 13’’ de avanço sobre Stacey e 1’03’’ sobre Biasion.

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