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etapa 12 - quinta-feira 12 de Janeiro de 2006 | Bamako > Labé
  • Ligação 197 km
  • Especial 368 km
  • Ligação 307 km
  • Total  872 km
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001 - C. DESPRES
001 - C. DESPRES
302 - L. ALPHAND
302 - L. ALPHAND
322 - G. CHICHERIT
322 - G. CHICHERIT
301 - B. SABY
301 - B. SABY
311 - C. SOUSA
311 - C. SOUSA
305 - G. DE VILLIERS
305 - G. DE VILLIERS

Filme da etapa

Peterhansel na derrocada.

Cyril Despres (KTM-nº1) ganha a sua quarta especial do ano no Dakar mas a classificação geral continua a ser dominada por Marc Coma (KTM – nº2). A corrida de automóveis, nesta especial guineense, foi bastante mais atribulada uma vez que Stéphane Peterhansel (MIT – nº300), que perdeu bastante tempo, cede o comando do rali a Luc Alphand (MIT – nº 302), igualmente o vencedor do dia. Nos camiões, Vladimir Tchaguine (KAM – nº 508) continua a ser o mestre da corrida apesar da vitória da etapa ter ido para Hans Stacey (MAN – nº 524).

Apesar das suas desventuras e hesitações em terras da Mauritânia, Cyril Despres está bem colocado. As suas dores no braço direito e no ombro esquerdo complicam-lhe a vida mas o detentor do título prossegue o seu trabalho com dedicação. Aos poucos, vai conquistando minutos e segundos a Marc Coma e escreve algumas linhas suplementares no seu Curriculum Vitae já bem completo. Na estrada para Labé, Despres conquista a sua quarta vitória de etapa no Dakar 2006, a 14ª da sua carreira, e reposiciona-se a 32’39’’ do líder da classificação geral.

Sem cometer o menor erro estratégico e sobretudo sem atacar desmedidamente, Despres rodou sozinho, bastante atrás do seu rival espanhol. A inspiração valeu a pena. Dois dos clientes frequentes dos lugares de honra perderam bastante tempo na Guiné. Carlo de Gavardo, parado na pista depois de ter “afogado†o motor da sua moto na passagem de um charco, perdeu 44’48’’ em relação a Despres e desce, assim, um pouco na classificação geral: está em 5º lugar, a 2h26’. Pal Anders Ullevalseter, por seu lado, perdeu 1h25 em relação ao tempo de referência e deixa o grupo dos cinco melhores ficando em 6º lugar, a 3h04 de Marc Coma. O beneficiado é o americano Chris Blais que se classificou hoje em 3º e passa a estar no 4º lugar da classificação geral. O próximo alvo de Blais no seu caminho para o pódio é Giovanni Sala que está a 21’35’’.

A diferença entre os tempos, por mais impressionante que seja, deve sempre ser relativizada em função dos problemas que podem ocorrer. Sem estar a fazer nenhum reparo a Carlos Sousa, que ontem durante 100km não deixou ninguém passar-lhe à frente, poder-se-iam julgar estas reacções um pouco desmesuradas. E ao ver Luc Alphand agarrar-se às magras hipóteses que lhe restavam para se impor no Euromilhões-Lisboa-Dakar, poderíamos rir deste optimismo quase deslocado. Contudo, ambos tinham razão.

Numa jornada de pesadelo como só o Dakar oferece, mesmo o homem de todos os recordes pode perder tudo numa especial. Stéphane Peterhansel já tinha passado pela experiência em 2003, ano em que perdeu o rali nas véspera da chegada final a Sharm-El-Sheikh. A lição não foi suficiente. Desta vez, a três dias do final, o detentor do título viu esfumarem-se os seus sonhos de tri-campeão. Desfavorecido devido a problemas de travões no inicio de uma especial que já começava mal, Peterhansel saiu de estrada ao km 278. A árvore na qual embateu danificou a parte traseira esquerda do seu Mitsubishi Pajero Evo 4 que ficou parado durante uma boa hora. Sem se deixar atrapalhar, Peterhansel tentou reparar o carro com a ajuda do seu co-piloto Jean-Paul Cottret. O esforço deu os seus resultados mas a reparação efectuada só aguentou 20 km. Parado, pela segunda vez, resignou-se, finalmente, a esperar pelo seu camião de assistência. O relógio encarregou-se de fazer o resto do trabalho: Alphand em primeiro, seguido de Villiers (VW – nº305) e Nani Roma (MIT – nº4), já o tinham ultrapassado na classificação quando a assistência chegou. A reparação relâmpago (cerca de um quarto de hora) serviu apenas para limitar a sua diferença. Ao terminar a etapa com 3h16’’ de atraso em relação ao tempo de Luc Alphand, Peterhansel fica no 4º lugar da classificação geral, imediatamente antes de Mark Miller (VW – nº309).

Luc Alphand não se contentou com o papel de jogador passivo para arrebatar o lugar do líder da classificação geral. É claro que os minutos ganhos na pista representam apenas uma parte do “buraco†em que caiu o seu colega de equipa. Mas o antigo praticante de sky decidiu claramente dedicar-se a esta tarefa. Na sua primeira visita à Guiné, Luc Alphand mostra ser o mais rápido e ganha a sua quarta vitória de etapa no Dakar, a primeira deste ano. O momento foi muito bem escolhido.

à falta de poder lutar com Vladimir Tchaguine na classificação geral, Hans Stacey tenta, talvez, rivalizar com o concorrente russo em termos de vitórias de etapa. O holandês obteve um novo sucesso na Guiné, com 12’26’’ de vantagem sobre Firdaus Kabirov (KAM – nº 500) e 18’36’’ sobre Vladimir Tchaguine. Mas até nesta questão o “Czar†lidera com sete vitórias de etapa.

Notícias

18:20

O essencial do dia:

Cyril Despres (KTM-nº1) ganha a sua quarta especial do ano no Dakar mas a classificação geral continua a ser dominada por Marc Coma (KTM – nº2). A corrida de automóveis, nesta especial guineense, foi bastante mais atribulada uma vez que Stéphane Peterhansel (MIT – nº300), que perdeu bastante tempo, cede o comando do rali a Luc Alphand (MIT – nº 302), igualmente o vencedor do dia. Nos camiões, Vladimir Tchaguine (KAM – nº 508) continua a ser o mestre da corrida apesar da vitória da etapa ter ido para Hans Stacey (MAN – nº 524).
18:15 - automóvel

Correcção : Pescarolo em reparações.

Henri Pescarolo, que capotou três vezes perto do km 330, está a reparar o seu carro e vai tentar voltar a partir.
17:04 - automóvel

Peterhansel de novo em andamento.

Os mecânicos do seu camião de assistência levaram um quarto de hora a reparar o seu Mitsubishi. Peterhansel tem ainda cerca de 40km a percorrer até cruzar a linha de chegada.

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