Declarações
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Marc Coma (ESP – KTM – 2º)
“Foi uma etapa complicada. Tinha muita navegação e muita poeira. Muitos radares. Por isso, era preciso estar muito concentrado ao longo de todo o percurso que, por sua vez, era muito exigente em termos de pilotagem. Dispor de 34 minutos de avanço é interessante, mas ainda faltam quatro dias de corrida, onde se inclui uma etapa maratona. Amanhã, também, o terreno vai mudar e vão aparecer os primeiros troços de savana. Ainda não se podem tirar conclusões sobre a corrida.â€
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Jean de Azevedo (BRE – KTM – 5º)
“Para mim, foi uma boa etapa. Hoje havia muita poeira, era difcÃcil andar e ultrapassar. Caà no inÃcio da especial por causa da poeira, não ia muito depressa, mais ou menos a 50 km/h, e não me magoei. Não andei depressa porque passei o dia no meio da poeira das motos que iam à minha frente, as de Gavardo e de Ullevalseter. Na classificação geral, estou em 8º, o que é bom se tivermos em conta as duas horas de penalização que apanhei há dois dias. O meu objectivo é terminar, em Dakar, entre os 10 melhores.
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Chris Blais (USA – KTM – 4º)
“Hoje, para mim, foi um óptimo dia, sem nenhum problema, à parte uma pequena queda. Estava a olhar para o road-book e apanhei uma pedra que me fez perder o controle da roda da frente. Bati com a cabeça no chão e, como fiquei a ver estrelas, esperei algum tempo antes de voltar a partir. No total perdi dois minutos. Havia muitas aldeias para atravessar o que é muito engraçado. As pessoas fizeram-nos uma recepção admirável. Por estas bandas, há mesmo uma grande alegria de viver. Hoje tive imenso prazer ao fazer a pista, que era muito técnica e sinuosa. Quanto ao calor, é menos quente que na Califórnia ou nas bajas mexicanas e, por isso, não me incomodou. De facto, para ser honesto, só me dói o traseiro por causa de ter estado tanto tempo sentado durante a ligação.â€
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Cyril Despres (FRA – KTM – 9º)
“O dia foi positivo, apesar de tudo. Era preciso fazer muita pilotagem e muita navegação. Só tenho pena de ter confiado nas modificações do road book. Esta manhã, no km 37, pediam-nos para não passarmos por um determinado sÃtio. Segui as indicações e dei com uma série de barreiras. Tive que voltar para trás e perdi algum tempo. Como estávamos numa zona de limite de velocidade de 50km/h, quando voltei ao bom caminho, apanhei com a poeira de Sala, Ullevalseter e de Coma.
Eu segui o road book e eles atravessaram directamente a aldeia. Depois foi um esforço fÃsico e técnico. Apanhei uma pedra e caÃ. Por cima da clavÃcula magoada, é claro.
Mas apesar de tudo estou contente com a minha especial. Tento fazer a minha corrida, mas é difÃcil correr com um problema fÃsico, porque os dias são longos e o cansaço acumula-seâ€.
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Alain Duclos (FRA/MAL – Toni Togo – 1º)
“É um sonho que tenho desde os 10 anos. Foi uma grande emoção ganhar em Bamako, na minha casa, no Mali. Em primeiro lugar, dedico a minha vitória aos meus pais, vou esperar por encontrá-los para chorar. O perfil da etapa, é aquele que eu mais gosto. Conheço bem estas pistas que têm muitos buracos, treinei aqui quando era miúdo, numa mobylette. Correu tudo bem, desde o inÃcio da especial, foi perfeito. Apesar desta vitória não estava prevista, dei o máximo para a conquistar. Esta vitória é o culminar duma paixão pelas motos, pelo Mali, por Ãfrica. Mas não esqueço o meu objectivo principal: acabar o Dakar entre os 10 primeiros. Até lá, faltam três belas etapas.â€
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Jonah Street (USA – PAI-Rally Pan America – 3º)
“Fiquei muito surpreendido de ter terminado em 3º porque, hoje, caà num buraco no inÃcio da especial. Felizmente, ia devagar. A minha surpresa também vem do facto deste ser o meu primeiro Dakar e, ainda por cima, com uma moto que não tinha testado antes de chegar à linha de partida em Lisboa. Até ao momento, a minha melhor classificação tinha sido um 13º lugar em Portimão. Penso que devo este resultado a uma boa navegação. Segui sempre a rota embora tenha visto outros motards a seguir em direcções erradas.â€
