Declarações
moto
Marc Coma (ESP – KTM – 1º da classificação geral)
“É sempre difÃcil passar por uma situação destas. Quando partimos, esta manhã, tÃnhamos vontade de fazer a especial todos em conjunto e ao mesmo tempo. Mas com toda a poeira na pista era perigoso andar em pelotão e eu preferi partir sozinho à frente. Disputar esta especial não foi nada fácil porque, uma vez que não estávamos a dar o máximo, não nos concentrámos totalmente e a cabeça teve tempo e espaço para remoer…Hoje, quando ia na moto, pensei muito. Julgo que terá acontecido o mesmo com os outros motards e isto vai demorar tempo a passar. É, evidentemente, um momento muito duro para todos nósâ€.
moto
Giovanni Sala (ITA – KTM – 3º)
« Foi uma etapa especial. Mas a vida é assim. Por isso, não foi uma etapa fácil. Deram-nos um número secreto de GPS. Felizmente, porque algumas passagens não eram fáceis de encontrar. Pessoalmente, o meu dia também foi duro porque continuo magoado numa mão. O médico disse que sou forte como um touro mas sem os anti-inflamatórios e os analgésicos não sei como teria feito. Sobretudo porque este terreno não é bom para mim: muitas pedras e eu prefiro a areia.â€
moto
Cyril Despres (FRA – KTM – 2º da classificação geral)
“Há sempre um ambiente muito especial nesta etapas neutralizadas. Cada um vai na sua moto a pensar com os seus botões. É por isso que eu tento, mesmo assim, dar um pouco de ritmo, para não pensar muito e também para não adormecer, porque estou muito cansado. No inÃcio, rodámos todos juntos porque não tinha o meu road-book disponÃvel e depois, pouco a pouco, fomos afastando-nos uns dos outros. A minha tendinite não está em muito bom estado apesar de me doer menos que nos outros dias. Em contrapartida, o meu ombro está hoje a dar-me mais trabalho. De qualquer forma, como estou a tentar não tomar tantos remédios, julgo que este aumento da dor é normal.â€
moto
Carlo de Gavardo (CHI – KTM – 5º)
« Para mim, tem sido muito duro. Porque é o quarto amigo que morre. E eu conhecia três das quatro famÃlias atingidas. Não é fácil para um piloto profissional ter que enfrentar que a morte é possÃvel, que faz parte do trabalho. Quantas famÃlias ficam, assim, sem um dos seus membros. Podemos falar de regulamentos, de penalizações e dessas coisas, mas isto..., trata-se de outra coisa. Andy morreu. Não me sinto bem. Não me sinto a participar na corrida.â€
moto
Pal Anders Ullevalseter (NOR – KTM – 4º da classificação geral)
“É horrÃvel…! Voltar a montar na moto esta manhã não foi nada fácil, sobretudo porque todos sabemos que Andy era um dos pilotos mais prudentes e mais inteligentes da caravana. É mais uma prova de que as tragédias acontecem, a qualquer um de nós…Nunca pensamos nisso, nem por um segundo, quando rodamos no máximo da velocidade autorizada ou em troços muito armadilhados, mas é uma questão de sorte. Não podemos fazer nada. Enfim, o lado positivo de ter disputado esta especial só em ligação é que tivemos oportunidade de fazer um reconhecimento do terreno em relação à quilo que vamos apanhar amanhã. Mesmo hoje, perdi-me com tantas pistas e cruzamentos. Para além do número de árvores à beira da estrada é impossÃvel sair da pista senão é o abandono garantido. Por isso, estou um pouco inquieto. Enfim, logo se verá.â€
