Entrevistas
- 03-01-2008 : Vladimir Chagin: «Igualar Loprais»
- 03-01-2008 : Carlos Sainz: «Vou atacar, como sempre»
- 03-01-2008 : Marc Coma: “A filosofia da equipa é, sempre, a de ganharâ€
- 03-01-2008 : Vladimir Chagin: «Igualar Loprais»
- 03-01-2008 : Carlos Sainz: «Vou atacar, como sempre»
- 02-01-2008 : Gerard De Rooy: “Quero um lugar no pódio!â€
- 02-01-2008 : Luc Alphand: “Apostamos na fiablidadeâ€
- 02-01-2008 : David Casteu: "É preciso contar comigo"
03-01-2008 - Vladimir Chagin: «Igualar Loprais»
Objectivo: “recordâ€. Depois da desistência do ano passado, o «Tsar» Vladimir Chagin, comandante da armada Kamaz, chega a Lisboa mais motivado que nunca. O russo conta repetir o triunfo, perdido, o ano passado, para Hans Stacey, e igualar o lendário “record†de Karel Loprais: seis vitórias em camião no mais difÃcil dos rali raid.
Com que espÃrito aborda a edição 2008 do Euromilhões Lisboa – Dakar?
- Quero, acima de tudo, não repetir os erros do ano passado (Vladimir Chagin deixou a edição anterior do Dakar, quando capotou, na quinta etapa corrida entre Ouarzazate e Tan Tan, ndr). Mas estou sereno. Cometer erros e estar em situações difÃceis acontece a todos os desportistas. O importante é saber tirar as conclusões que se impõem. Do ponto de vista desportivo, além da participação no Rali Desert Challenge, que tem lugar nos Emirados Ãrabes Unidos, não tive qualquer actividade desportiva este ano e também não segui uma preparação fÃsica especifica… mas sinto-me pronto para a partida. O treino fÃsico far-se-á durante a corrida.
- Insiste na importância do trabalho de equipa…
- 50% da vitória no Dakar, depende da preparação antes da corrida e do trabalho colectivo. Nos desportos motorizados, é importante saber escolher com muito cuidado todos os elementos mecânicos, como os novos amortecedores que vamos utilizar este ano. Os restantes 50% são consequência do trabalho da equipa: escolha estratégica feitas pelo director desportivo, coordenação do trabalho nos acampamentos…
- A esse nÃvel, outro resultado, que não a vitória, pode dar alguma satisfação?
- Ganhei cinco vezes o Dakar e como tal só a vitória me interessa…já que sou um competidor. Mas apesar de tudo, o primeiro objectivo da equipa Kamaz é chegar a Dakar. De seguida, e se for possÃvel, tentaremos alcançar um bom resultado. O ano passado, sem o erro que cometi, podia ter ganho. Quanto ao “record†de Karel Loprais, não penso nele, mas, é óbvio que, gostava de o igualar.
03-01-2008 - Carlos Sainz: «Vou atacar, como sempre»
Será, na sua terceira participação que Carlos Sainz chega à vitória? O bi-campeão do Mundo de ralis garante que o seu objectivo não é o de ganhar etapas, mas o Dakar.
Como é que analisa os problemas mecânicos verificados o ano passado?
- Efectuámos numerosos testes, o que nos permitiu fazer muitos quilómetros. O objectivo, deste ano, foi o de trabalhar a fiabilidade. Todas as provas do Campeonato do Mundo na qual participámos serviram para cumprir esse objectivo. Para mim a fiabilidade tem de ser extensiva a todos os elementos, como por exemplo o motor o a, parte eléctrica, mesmo que isso represente um pouco menos de velocidade.
- Isso coloca em causa o seu comportamento nas etapas?
- Quando for de atacar, fá-lo-ei. Sempre corri desse modo e não vou mudá-lo. Vou fazer como nas edições anteriores do Dakar. A minha linha de condução é sempre a mesma: fazer a corrida sem danificar o carro. Não se trata de ganhar as primeiras etapas, simplesmente por as ganhar. Todos sabemos que a prova se decidirá na Mauritânia e que é uma corrida de resistência, o que significa chegar lá em boa posição. Somos profissionais e não nos enganaremos.
- A sua experiência no Dakar é suficiente para pensar na vitória?
- Como é natural, sei um bocado mais sobre a prova depois de dois Dakar. A experiência é primordial. Chego, aqui, muito motivado e com muita vontade de competir, mas enfrento esta edição do Dakar com a mesma prudência e humildade das duas anteriores. É uma prova muito especifica, que abordo, ainda, com aspirações modestas.
03-01-2008 - Marc Coma: “A filosofia da equipa é, sempre, a de ganharâ€
Vencedor em 2006, o piloto catalão perdeu o último Dakar na antepenúltima etapa. Um erro de navegação e uma queda impediram-no de repetir a vitória do ano anterior. Mas ele está de volta com a ambição intacta e com o tÃtulo de campeão mundial de todo-o-terreno
- Apesar da decepção do Dakar, 2007 foi um ano excelente…
- Estou muito contente por ter assegurado a conquista do tÃtulo de campeão do Mundo. Depois do sucedido no Dakar, o importante era passar depressa a outras coisas. A minha primeira corrida foi o Rali da TunÃsia, em Abril, onde encontrei, imediatamente, as minhas sensações e a alegria de pilotar. Amo o que faço e não tenho nenhuma razão para estar apreensivo.
- Depois do que sucedeu na temporada anterior, considera-se o mais sério candidato à vitória?
- Não. O favorito é o Cyril Despres, tanto mais que leva o número 1. É verdade que, ele e eu, estamos um ligeiramente à frente dos outros pilotos, mas isso não quer dizer que os esqueçamos ou os ignoremos. Mas isso é consequência do facto de já termos ganho esta prova. Não se trata de um sentimento de superioridade, mas sim de uma constatação: ter ganho dá-nos mais segurança, uma maior capacidade de gestão da corrida e das emoções, que os outros não têm. O meu objectivo, tal como o da equipa, é ganhar. É a nossa filosofia e a nossa maneira de trabalhar. Somos uma verdadeira equipa.
- A corrida anuncia-se dura: isso convem-lhe?
- No papel ela anuncia-se terrÃvel. Mas eu penso de uma certa maneira: há tempo e lugar para recuperar no caso de se cometerem erros ou de sofrer contratempos. Pessoalmente, considero a corrida perfeita, qual quer que seja o seu nÃvel de dificuldade.
- Como vão ser os seus últimos dias antes da partida?
- O trabalho está feito, pelo que há pouca moto no programa, nem chegando mesmo a uma hora por dia na semana que antecede a partida. Trata-se, acima de tudo, de recarregar as baterias e chegar ao momento da partida com a frescura que me permita ter com uma boa sensação para a condução. Antes de partir para Lisboa estive, tranquilamente, em casa. Entre as verificações e a partida irei fazer um pouco de “jogging†e de “stretchingâ€.
03-01-2008 - Vladimir Chagin: «Igualar Loprais»
Objectivo: “recordâ€. Depois da desistência do ano passado, o «Tsar» Vladimir Chagin, comandante da armada Kamaz, chega a Lisboa mais motivado que nunca. O russo conta repetir o triunfo, perdido, o ano passado, para Hans Stacey, e igualar o lendário “record†de Karel Loprais: seis vitórias em camião no mais difÃcil dos rali raid.
- Com que espÃrito aborda a edição 2008 do Euromilhões Lisboa – Dakar?
- Quero, acima de tudo, não repetir os erros do ano passado (Vladimir Chagin deixou a edição anterior do Dakar, quando capotou, na quinta etapa corrida entre Ouarzazate e Tan Tan, ndr). Mas estou sereno. Cometer erros e estar em situações difÃceis acontece a todos os desportistas. O importante é saber tirar as conclusões que se impõem. Do ponto de vista desportivo, além da participação no Rali Desert Challenge, que tem lugar nos Emirados Ãrabes Unidos, não tive qualquer actividade desportiva este ano e também não segui uma preparação fÃsica especifica… mas sinto-me pronto para a partida. O treino fÃsico far-se-á durante a corrida.
- Insiste na importância do trabalho de equipa…
- 50% da vitória no Dakar, depende da preparação antes da corrida e do trabalho colectivo. Nos desportos motorizados, é importante saber escolher com muito cuidado todos os elementos mecânicos, como os novos amortecedores que vamos utilizar este ano. Os restantes 50% são consequência do trabalho da equipa: escolha estratégica feitas pelo director desportivo, coordenação do trabalho nos acampamentos…
- A esse nÃvel, outro resultado, que não a vitória, pode dar alguma satisfação?
- Ganhei cinco vezes o Dakar e como tal só a vitória me interessa…já que sou um competidor. Mas apesar de tudo, o primeiro objectivo da equipa Kamaz é chegar a Dakar. De seguida, e se for possÃvel, tentaremos alcançar um bom resultado. O ano passado, sem o erro que cometi, podia ter ganho. Quanto ao “record†de Karel Loprais, não penso nele, mas, é óbvio que, gostava de o igualar.
03-01-2008 - Carlos Sainz: «Vou atacar, como sempre»
Será, na sua terceira participação que Carlos Sainz chega à vitória? O bi-campeão do Mundo de ralis garante que o seu objectivo não é o de ganhar etapas, mas o Dakar.
- Como é que analisa os problemas mecânicos verificados o ano passado?
- Efectuámos numerosos testes, o que nos permitiu fazer muitos quilómetros. O objectivo, deste ano, foi o de trabalhar a fiabilidade. Todas as provas do Campeonato do Mundo na qual participámos serviram para cumprir esse objectivo. Para mim a fiabilidade tem de ser extensiva a todos os elementos, como por exemplo o motor o a, parte eléctrica, mesmo que isso represente um pouco menos de velocidade.
- Isso coloca em causa o seu comportamento nas etapas?
- Quando for de atacar, fá-lo-ei. Sempre corri desse modo e não vou mudá-lo. Vou fazer como nas edições anteriores do Dakar. A minha linha de condução é sempre a mesma: fazer a corrida sem danificar o carro. Não se trata de ganhar as primeiras etapas, simplesmente por as ganhar. Todos sabemos que a prova se decidirá na Mauritânia e que é uma corrida de resistência, o que significa chegar lá em boa posição. Somos profissionais e não nos enganaremos.
- A sua experiência no Dakar é suficiente para pensar na vitória?
- Como é natural, sei um bocado mais sobre a prova depois de dois Dakar. A experiência é primordial. Chego, aqui, muito motivado e com muita vontade de competir, mas enfrento esta edição do Dakar com a mesma prudência e humildade das duas anteriores. É uma prova muito especifica, que abordo, ainda, com aspirações modestas.
02-01-2008 - Gerard De Rooy: “Quero um lugar no pódio!â€

Bons resultados e uma ascensão promissora…Gerard de Rooy parte, este ano, com argumentos de peso para poder discutir a vitória no rali. A luta promete ser dura, mas o holandês, digno filho do seu pai, Jan, vencedor em 1987, não tem dúvidas que a pode vencer e vingar-se da desistência do ano anterior.
- Tal como o seu pai, Jan, declarou que vai rolar “a 100% para chegar ao pódioâ€. Mas com um terceiro lugar, em 2004, e um quinto, em 2005, porque não pensar na vitória?
- Mas quando falo do pódio, não penso no segundo ou terceiro lugar, mas viso o lugar mais alto!
- Pensa, então, que tem todas as hipóteses do seu lado…
- Sinto-me pronto, tanto no plano mental, como no mecânico. Suporto bem a pressão e ela não me leva a cometer erros estúpidos. Quanto ao camião, tenho a impressão que ele é novo, graças, em especial ao seu novo motor.
- A concorrência não vai ser muito dura esta edição?
- Vai ser, certamente, mais difÃcil que o ano passado. Hans Stacey e Vlamidir Chagin são os principais candidatos, mas há, também, Ales Loprais, um jovem fanático de camião. E há, ainda, os Ginaf Rally Power, o que quer dizer que a competição vai ser muito dura.
- O percurso, em contrapartida pode facilitar a tarefa?
- Gosto das dunas, em comparação com os solos rochosos, pelo que o percurso deste ano vai de encontro aos meus gostos.
02-01-2008 - Luc Alphand: “Apostamos na fiablidadeâ€

Vencedor em 2006, Luc Alphand conta com a fiabilidade dos Mitsubishi Pajero para resistir ao ataque que os pilotos da Volkswagen não deixarão de efectuar. Este ano, o antigo campeão do Mundo se ski, espera uma luta, ainda, mais intensa.
- Depois do segundo lugar em 2007, sem ter, realmente, podido atacar no final do rali, o seu objectivo tem de ser, necessariamente, a vitória…
- Não venho para outra coisa. Mesmo sendo esta a minha 11.ª participação, sinto, ainda, as emoções de um estreante. Sou, sempre, atraÃdo pela aventura que esta prova representa, em particular este ano, em que vamos descobrir lugares, ainda, desconhecidos. O objectivo passa por finalizar o trabalho que efectuámos com a equipa durante o ano. Há uma satisfação interior, por aquilo que fizemos, mas como somos competitivos, queremos chegar à vitória no final da prova.
- A vitória parece mais difÃcil de alcançar face ao aumento da potência dos Volkswagen…
- Penso que eles são favoritos este ano. Em termos de velocidade pura, têm o carro mais rápido. E isso ficou demonstrado o ano passado: não ganhamos uma única etapa. Mas o que conta é que fomos nós a chegar em primeiro e segundo ao Lago Rose. Valeu-nos a fiabilidade e isso é o mais importante no Dakar. Trata-se de uma corrida de resistência, não de um Grande Prémio de F1. Este ano, as alterações ao regulamento penalizam-nos mais do que aos diesel da VW, pelo que estamos convencidos que vamos sofrer, talvez, ainda mais.
- À concorrência das outras equipas junta-se uma rivalidade interna, em particular com o Stéphane Peterhansel. Como é que vive esta situação?
- Sei que, numa prova como esta, podemos estar em primeiro num dia e no dia seguinte ter um problema que afasta dessa posição, mas continuamos a trabalhar para a equipa durante as restantes etapas. Isso pode acontecer a qualquer um e cada um de nós sabe como gerir a situação. Em relação ao Stéphane, não tenho qualquer complexo em relação a ele. É, como é evidente, uma referência, mas não é imbatÃvel. Se conseguir ganhar, ficarei contente.
02-01-2008 - David Casteu: "É preciso contar comigo"

Tendo participado como amador na edição de 2005, David Casteu viu os seus créditos subirem quando terminou a edição anterior na segunda posição.
Consciente do alto nÃvel competitivo dos dois principais favoritos, Coma e Despres, o David Casteu aposta, sem complexos, na luta pela vitória.
- Com o segundo lugar alcançado, o ano passado, o seu estatuto no “Dakar†mudou. Como é que vai abordar a 30.ª edição da prova?
- Estou muito confiante e convicto de ter tido as melhores condições para fazer o meu trabalho. Um dos momentos marcantes, do ano passado, foi quando Eric Bernard, o director da equipa, me fez saber que passava a contar com o seu apoio, uma vez que o Isidre tinha perdido todas as hipóteses. Agradeceu-me e disse-me que podia, a partir dali, fazer a minha corrida e isso tocou-me muito. Este ano, não tenho nenhumas condicionantes, por parte da KTM, e, por isso, parto para ganhar. A moto que vou tripular é um verdadeiro avião de caça: é a mesma de 2007, mas com novas suspensões.
- Terminou, uma vez mais, um ano cheio…
- Fui terceiro no Campeonato do Mundo, apesar de ter falhado três corridas, e de ter terminado três vezes em segundo, duas atrás do Marc Coma e uma atrás do Despres. Depois, houve o episódio do acidente na Argentina, quando estava em primeiro. Choquei com um camião e tive a sorte pelo meu lado, pois acabei por só ter uma omoplata partida. Foi, talvez, um mal que veio por bem. Desde o inÃcio da minha carreira que estou habituado a terminar as provas e este acontecimento fez-me lembrar que o perigo está sempre presente e que as quedas existem.
- Com Marc Coma e Cyril Despres têm dois adversários de alto nÃvel que tem de bater para ganhar…
- Se me disserem que eles são os favoritos, isso não me diminui. Até agora, eles têm ganho e eu tenho o hábito de classificar-me atrás deles. Mas têm de contar comigo. Em certos aspectos, não beneficio da mesma estrutura, mas tenho um contacto com os amadores que é fabuloso. E sei que, se tiver algum problema, não estarei muito tempo sozinho na pista.