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etapa 5 - quarta-feira 10 de Janeiro de 2007 | Ouarzazate - Tan tan

  • Ligação 164 km
  • Especial 325 km
  • Ligação 279 km
  • Total  768 km

Entrevistas

Marc Coma (ESP - KTM Repsol – 2°)

Foi uma etapa dura com muita montanha. O corpo sofreu bastante. Já para não falar da pedra no percurso e com os pneus usados depois de dois dias de prova, era preciso estar muito atento. Hoje fiz um ritmo normal. Abri a etapa sem correr riscos e continuei a abrir mesmo quando Isidre (Esteve) me apanhou. O nosso objectivo era chegar à Mauritânia sem ter tido problemas. Amanhã começa um outro Dakar. Uma prova dura e decisiva.


Chris Blais (USA – KTM – 5°)

Um bom dia para mim. Pensava ter andado bem mas ainda assim atrasei-me 14 minutos. Cometi um pequeno erro de navegação antes do CP2. Perdi tempo estupidamente. Depois de uma noite sem assistência, estava preocupado com o estado da minha moto. Cheguei aqui com o pneu de trás completemente liso. Hoje fiz a etapa a pensa rem Elmer Symons. Era um bom amigo meu. Vinha muitas vezes a minha casa. É realmente frustrante. Desde há cinco anos que me falava em participar no Dakar. Com o Cyril (Despres) e o Marc (Coma) decidimos dizer algumas palavras aos motards para que tivessem cuidado, seguissem as indicações do road book e não se afastassem do trilho, sobretudo de manhã com o depósito cheio e ainda cansados. Estes conselhos servem também para os pilotos mais experientes.


Cyril Despres (FRA – KTM Gauloises – 3°)

Hoje mantive a minha margem de segurança de 2%, tal como costumo fazer. Depois de 325 km, já tenho cinco minutos de diferença. Não sei se o Marc e o Isidre mantêm eles também a margem, mas tenho a impressão que conduzem muito rápido. Mas ainda não perdi a esperança de ganhar. O meu atraso de 25 minutos deve-se à caixa de velocidades partidae dos dez minutos a uma dificuldade de conduzir com a poeirados outros na etapa de ontem. Se for regular no perco mais do que dez minutos. E não posso acreditar que a má sorte seja só para o Cyril Despres, sobretudo porque sou quem mais cuidado tem com a moto. A meu ver o Dakar ainda só teve três Especiais. O mais importante é que me sinto fisicamente bem.


Isidre Esteve (ESP - KTM Gauloises - Vencedor)

Estou satisfeito porque mantive um bom ritmo. A etapa era muito técnica no início e rápida em seguida. Ao km 60 apanhei o Coma. Correu tudo bem e a moto portou-se lindamente. Tínhamos feitos uma revisão ontem à noite com o David (Casteu) e talvez por isso tenha corrido tudo bem durante a etapa. Amanhã é uma etapa determinante, tal como o percurso previsto na Mauritânia.


Jordi Viladoms (ESP - KTM Repsol – 4°)

Hoje tudo correu melhor. Consegui partir numa melhor posição e sofri menos problemas com a poeira. Tudo funcionou bem, mas acho que a equipa ainda pode fazer melhor. De qualquer forma, estou satisfeito por ter atravessado Marrocos sem ter tido problemas técnicos ou físicos. O que nos espera vai ser determinante, mas estou confiante porque não tenho dificuldades com as dunas. Estar bem classificado é bom para a equipa porque estou muito mais próximo de Marc (Coma).


David Casteu (FRA – KTM Gauloises – 8°)

Estou satisfeito com o meu dia porque amanhã saio na oitavo posição o que é interessante. Andei sozinho ao longo de toda a Especial, não corri nenhum risco. Ainda temos que atravessar três países, por isso vou andar com cuidado. Para ir mais rápido vais ser preciso que maltrate a moto. É claro que não é bom ter perdido 15 minutos para o Marc, mas talvez a minha moto esteja mais fresca do que a dele. De qualquer maneira estou muito orgulhoso sempre que termino uma etapa tendo mantido uma margem de segurança: não pretendo fazer acrobacias.


Giniel De Villiers (AFS – Volkswagen – 3°)

Foi uma especial bastante sinuosa e com um piso incerto. Apanhámos Schlesser muito rapidamente. Tivemos de buzinar no mínimo umas 15 vezes e ele nunca nos deixou ultrapassar. Levámos com toda a poeira durante uma centena de quilómetros antes de ele ter um furo. Mas, em geral, foi um dia bom e "limpo". É um tipo de percurso bastante exigente para o carro pelo que estoy satisfeito por tudo ter corrido bem.Em relação à geral, os lugares estão muito disputados. Tudo está ainda em aberto. Os próximos 4 dias serão certamente decisivos. Na Mauritânia,é possível chegar a diferenças de 30’.


Carlos Sainz (ESP - VW - Vencedor)

De momento está tudo bem. Foi um bom dia, mas um dia muito duro. Mais uma vez o percurso estava cheio de pedras. Passei toda a etapa a tentar evitá-las... Foi um dia de corrida a menos, mas todos sabemos que há ainda muito a fazer. Agora é que começa o Dakar. A minha falta de experiência nas dunas pode não ser bom.


Luc Alphand (FRA - Mitsubishi – 4°)

Estrada coberta de calhaus. Cheguei mesmo a perguntar quantos quilómetros faltavam para acabar. Terreno com muitas ratoeiras. Passaos por muitos locais onde era possível termos partido tudo. Mas o carro está bem. Ontem estávamos no ritmo, hoje também. A única coisa nos falta é vencermos. Perdemos um pouco de tempo todos os dias. Hoje tive um furo que me fez perder 3 minutoss. Depois tivemos um problema com a mala. Parámos para fechá-la e perdemos mais 2 minutos. Não penso que a entrada na Mauritânia seja determinante porque amanhã é novamente uma etapa rápida, com poucas dunas. Estamos à espera do deserto.


Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 2°)

Não foi uma super etapa para nós. Foi necessário andar a passo de caracol para não ter um furo. Foi a solução que encontrámos para fazer um bom resultado. Fui apanhado pelo Ari (Vatanen) que ir a abrir, deixá-mo-lo passar, mas a seguir teve um furo. O Carlos (Sainz) não sofreu furos, conduziu devagar e ganhou. Foi frustrante andar com aqueles calhaus todos. Estou satisfeito por ter terminado e deixado Marrocos para trás. Todos os anos "apanho" aqui. Amanhã não deverá ser problemático. Não penso que haja grandes diferenças. A primeira parte é muito rápida. Lembro-me que quando conduzia um motor de dois cilindros da Yamaha, era uma maravilha.


Guerlain Chicherit (FRA – BMW – 8°)

Tive um dia maravilhoso até a nove km da chegada, foi nessa altura que rebentei um pneu, precisamente quando estávamos a liderar a etapa. Hesitei em continuar assim, mas cheguei à conclusão que arriscava-me a danificar muito o carro, e parámos para trocar a roda e eu "a vê-los passar"…. Terminámos a Especial numa nuvem de poeira deixada pelo Schlesser. Mas ates do ocorrido, tudo tinha corrido bem. Na primeira parte, muito técnica, tínhamos a impressão que voávamos em certas passagens. Era como se fosse motocross. Agora vamos entrar na Mauritânia e estou mortinho por isso. Tenho a certeza que o carro vai andar rápido na areia. Ainda não possuo elementos de comparação em relação aos outros, mas estou muito confiante.


Hans Stacey (HOL – MAN – Vencedor da Especial)

Foi uma etapa difícil, com muita pedra e poeira. Estive durante bastante tempo atrás do Chagin, a um bom ritmo mas sem forçar. É claro que estou satisfeito por ser o líder, mas nada de euforia. Quanto muito teria preferido ficar na posição daquele que espera, porque agora a pressão está toda sobre mim. Preferia quando estava em cima do Chagin. Apesar de tudo, estou certo que a etapa seguinte vai ser fantástica, vai ser uma boa corrida.


Gérard De Rooy (HOL - Ginaf – 2°)

A primeira parte da etapa foi penosa, mas após 80 km começou a revelar—se uma boa tirada de rali raid. Passámos por todo o tipo de terrenos. Foi interessante fazer a condução nestas condições. O balanço é bom. O acidente de Chagin não me surpreende. Eu e o meu pai vimos que ele ia sempre fora de pista. Ou seja, sem road book. É claro que não tinha que apanhar com a poeira dos outros e por isso ia realmente muito rápido, sem se preocupar com nada. A prova are Dakar vai agora ser maravilhosa. Vamos ver uma boa "luta" entre bons pilotos.