etapa 5 - quarta-feira 10 de Janeiro de 2007 | Ouarzazate - Tan tan
- Ligação 164 km
- Especial 325 km
- Ligação 279 km
- Total 768 km
Os concorrentes Portugueses
- 10-01-2007 : CARAVANA PORTUGUESA: 24 EQUIPAS A CAMINHO DE TAN TAN
- 10-01-2007 : RUBEN FARIA DE REGRESSO AOS LUGARES DA FRENTE
- 10-01-2007 : CARLOS SOUSA CONTINUA EM TERCEIRO
- 10-01-2007 : SUBIDA GENERALIZADA
- CARAVANA PORTUGUESA: 24 EQUIPAS A CAMINHO DE TAN TAN

Esta manhã, quando a caravana do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar 2007 arrancou para cumprir a quinta etapa, o contingente português tinha perdido três das 27 equipas que arrancaram de Belém a 6 de Janeiro. Entre os onze ³motards², contam-se duas ³baixas², pois ao abandono de Ricardo Pina (KTM), que não chegou sequer a alinhar na quarta etapa devido à fractura de um punho na tirada anterior, há que acrescentar também o de José Henrique Carvalho (KTM). Neste caso, o piloto ribatejano, que fazia a sua estreia no ³Dakar², não resistiu à fadiga nem às primeiras dunas do percurso, que na parte final da tirada atravessou o erg Chegaga, extensa cadeia de dunas que se estende pelo deserto entre as vilas de Mhamid e Foum-Zguid.
Quanto à s equipas dos automóveis, das quinze que partiram de Lisboa seguem catorze em prova. Pelo caminho ficou, também na quarta etapa, o Toyota Land Cruiser de Adélio Machado, cujo navegador o francês Jean-Louis Dronne teve de ser evacuado de emergência por um helicóptero da organização por suspeita de uma lesão ao nÃvel da coluna, após um impacto violento sobre uma vala. Como se não bastasse ter ficado prematuramente fora de prova, ainda para mais numa fase em que procurava assumir protagonismo na classificação reservada aos veÃculos de produção (Grupo T2), o piloto de Vila Nova de Famalicão não conseguiu sequer completar o percurso a ³solo², pois um triângulo da suspensão do Toyota cedeu. Assinale-se que situação semelhante aconteceu também com a dupla Paulo Marques/Rui Benedi, que ficaram longo tempo retidos na parte final do sector selectivo à espera da passagem de um dos camiões da Toyota France; todavia, enquanto estes apenas averbaram um forte atraso que os remeteu para as últimas posições, Machado deixou de constar entre os concorrentes em prova a partir do momento em que o seu navegador foi evacuado, pelo que o esforço para tentar alcançar Ouarzazate foi duplamente inglório.
- RUBEN FARIA DE REGRESSO AOS LUGARES DA FRENTE
Ao estabelecer o sexto melhor tempo das motos nos 325 quilómetros do sector selectivo da quinta etapa, Ruben Faria regressou aos lugares da frente. Com este resultado, o piloto algarvio demonstra que se o enorme atraso averbado na entrada em Marrocos o fez perder as chances de discutir um dos lugares cimeiros à chegada Dakar, nem por isso perdeu a motivação para mostrar que em Ãfrica também consegue andar ao nÃvel dos melhores.
Recorde-se que Ruben Faria tinha sido o primeiro comandante, após ter ganho a etapa de abertura. Na segunda tirada, perante o seu público, uma queda impediu-o de repetir o brilharete, mas conseguiu manter-se na segunda posição, trocando de lugar com outro português: Hélder Rodrigues. Já o chegar a Ãfrica, uma queda danificou a mecânica da Yamaha de Ruben Faria, que acabaria por ficar retido na pista com o motor partido; embora tivesse conseguido chegar a Er Rachidia, Faria atrasou-se determinantemente. Todavia, prosseguir em prova não só permite que reforçe a experiência, como o facto de já não estar discutir um lugar entre os primeiros o liberta da pressão por ter de defender um resultado, sentindo-se ainda mais à vontade para poder atacar e surpreender os adversários. O sexto posto nesta quinta etapa é bem revelador dos planos de Ruben Faria.
Pelo contrário, os ’motards’ portugueses melhor colocados não estão em situação de arriscar, apesar de procurarem manter um ritmo que lhes permita continuar a progredir na classificação. Segundo melhor do plantel nacional nesta quinta etapa, Paulo Gonçalves (Honda) foi o 13º em termos absolutos e melhorou três lugares na classificação, onde agora ocupa o 18º posto. Por seu lado, a Yamaha de Hélder Rodrigues registou o 15º lugar no sector selectivo, o que valeu ao piloto a recuperação de mais um lugar, encontrando-se já no 11º lugar, com escasso atraso sobre o brasileiro Kolberg, que encerra o ’top ten’.
Em toada regular, Carlos Ala ocupa discreto 86º lugar, mas na hora do regresso, o piloto de Ãgueda vai tentar alcançar a capital senegalesa, tal como sucedeu nas duas anteriores participações.
Às 13 horas em Marrocos é a mesma hora que em Portugal tinham apenas concluÃdo o sector selectivo seis dos nove ³motards² portugueses. Para além de Ruben Faria, Paulo Gonçalves e Hélder Rodrigues, regista-se ainda o 21º lugar de Pedro Oliveira (Yamaha), que subiu dois lugares, para 22º, a 30ª posição de Bianchi Prata (Yamaha), que recuperou uma dúzia de lugares (colocando-se em 30º na classificação provisória após a 5ª etapa), assim como o 32º posto de Nuno Mateus (KTM), que também sobe várias posições: era 35º esta manhã e deverá chegar a Tan Tan no 29º posto.
- CARLOS SOUSA CONTINUA EM TERCEIRO

Pelas 13h.30 apenas uma dezena de automóveis tinha concluÃdo os 325 quilómetros do quinto sector selectivo, os suficientes para se confirmar que o português Carlos Sousa mantém a terceira posição absoluta.
Nesta tirada, a segunda mais longa de toda a prova, com 775 quilómetros que levam a caravana desde Ouarzazate até Tan Tan, descendo das montanhas do Atlas até à costa atlântica, o Volkswagen Race Touareg 2 de Carlos Sousa e Andreas Schulz foi o sétima mais rápido, perdendo 6m.57s. para o espanhol Carlos Sainz (Volkswagen Race Touareg 2), que prossegue na liderança, com uma vantagem de 3m.36s. sobre Giniel de Villiers (Volkswagen Race Touareg 2) e de 11m.17s. sobre Carlos Sousa. O piloto português é precedido na classificação geral por Joan Roma (Mitsubishi Pajero Evo), que detém um atraso de 4m.59s. sobre Carlos Sousa. Recorde-se que iniciaram esta etapa 24 equipas portuguesas, das quais 14 em automóvel, uma em camião e nove em moto.
- SUBIDA GENERALIZADA


A defender-se muito bem dos ataques da Mitsubishi, Carlos Sousa manteve a 3ª posição e cinco minutos de vantagem para o ‘ponta-de-lança’ dos Pajero oficiais, o catalão ‘Nani’ Roma.
Confiante, pois “a equipa está bastante motivadaâ€, segundo deu conta, o melhor dos portugueses na classificação está ciente de que, no actual estado de coisas, “sou peça importante no duelo VW-Mitsubishiâ€. Por isso, o Race Touareg 2 é revisto de ponta a ponta e, na etapa seguinte, Sousa tem um carro, praticamente, novo à disposição.
A tirada correu, aliás, de forma bastante positiva para todos os portugueses, pois todos melhoraram na classificação, com Miguel Barbosa a subir três posições, apesar de ter chegado com a transmissão dianteira direita partida, colocando-se no 24º lugar.
No entanto, o piloto do Proto Dessoude, que perdeu muito tempo ’atascado’ nas dunas, de onde só saiu graças à ajuda de Yvan Müller, colega de equipa na estrutura de Andre Dessoude, mostrou-se crÃtico em relação “ao comportamento instável da traseira, o que coloca sérios problemas na condução, por ser, fisicamente, impossÃvel acompanhar o carroâ€.
Francisco Inocêncio manteve-se como terceiro entre os portugueses, subindo ao 37º posto, enquanto Rodrigo Amaral, com uma actuação a decorrer segundo o planeado, ascendeu ao 55º lugar, dando um ‘salto’ de cinco posições.
A ‘solo’, Ricardo Leal dos Santos lá vai, com o piloto de Coimbra a subir, num dia em que teve problemas com o motor de arranque do Mitsubishi Pajero, mais um degrau (67º), tal como Nuno Ferreira (85º. Por seu turno, Lino Carapeta, depois dos problemas surgidos na etapa anterior, recuperou dois lugares e chegou ao 88º posto, à frente de LuÃs Ferreira (92º), após uma etapa em que Madalena Antas, sem problemas, ascendeu à 101ª posição, isto é, subiu mais oito degraus na longa escadaria da recuperação iniciada nos últimos dias, após a traição da mecânica na infeliz entrada em prova.
Mas, em grande plano esteve, de igual modo, Nuno Inocêncio, numa tirada repleta de incidências: parou, logo ao Km 5 da ‘especial’, para dar assistência ao campeão do Ceará, Riamburgo Ximenes, piloto que conta com a assistência do ‘Red Line Off Road Team’, ficou sem direcção assistida nos derradeiros 150 km e sem pressão do turbo a 200 km do final, para além de ter sofrido um furo. Apesar de tantos percalços, subiu 12 lugares e ascendeu ao 112º.
A tendência de recuperação foi, de resto, extensiva a Mário Ferreira, que colocou o Toyota Land Cruiser no 123º posto da ‘geral, cinco posições à frente de Paulo Marques. O famalicense, praticamente, não dormiu, pois chegou a Ouarzazate às cinco horas da manhã, depois de ter perdido uma ‘eternidade’ à espera do camião de assistência em pleno deserto. Uma manga de eixo partida do Toyota Land Cruiser deixou o ‘Marquês’ com os nervos em franja.
Com alguns cuidados e sustos pelo caminho, causados pelo sobreaquecimento do motor, Bernardo Vilar (133º) manteve a tendência de subida registada pelos portugueses, numa altura em que se esperava a chegada do Land Rover de António Sousa.
Sempre a recuperar, Elisabete Jacinto, com o 34º tempo na etapa, voltou a subir sete lugares, tal como sucedera na véspera, colocando o MAN na 26ª posição da ‘geral’ dos camiões.
A tirada de hoje, cumprida após uma etapa-maratona para os ‘motards’, colocou em evidência a dureza da prova, a deixar já marcas acentuadas, em especial nos pilotos dos ‘quads’, que sentiram dificuldades acrescidas, com João Nazaré a baixar 16 posições e, ao invés, António Ventura a subir 14 lugares.