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etapa 3 - segunda-feira 8 de Janeiro de 2007 | Nador - Er Rachidia

  • Ligação 205 km
  • Especial 252 km
  • Ligação 191 km
  • Total  648 km

Entrevistas

Chris Blais (EUA-KTM – 2.º) (moto)

Esta manhã tinha mais de onze minutos de atraso à partida e tive que partir distante dos outros. Pouco a pouco fui obrigado a ultrapassar outros motards. Foi divertido. Ultrapassei alguns 40. Gostei muito do perfil desta especial, sobretudo a segunda parte onde se podia correr depressa.


Cyril Despres (FR – KTM-Gauloises – 21.º da especial) (moto)

Creio que não tenho sorte, o destino obstina-se contra mim. Quebrei a caixa de velocidade e tive que fazer toda a parte final da especial em primeira. Até ao CP1, não só estava frente, como também senti um imenso prazer a pilotar. Estou mesmo assim contente por conseguir passar a meta e continuar na corrida. Hoje tive um pequeno problema, amanhã será talvez outra coisa. Ninguém está ao abrigo disso. O meu problema imediato é pilotar durante quase 200 km em primeira velocidade para fazer a ligação. Depois, tenho sempre uma corrida a vencer.


David Casteu (FR - KTM Gauloises – 4.º) (moto)

Fiz o necessário. Corri sem arriscar. Correu tudo bem. Havia partes muito técnicas com muitas ondulações onde era necessário ter muito cuidado. A corrida começou de uma maneira muito rápida e aqueles que já têm experiência continuam. Estou contente com o meu dia, sobretudo porque a nova moto é um regalo a conduzir e é muito mais estável.


Isidre Esteve (ESP - KTM Gauloises – 3.º ) (moto)

Os primeiros 80 quilómetros deram-me que roer. Havia muita pedra e cascalho. Era necessário seguir bem o Roadbook, página por página. Depois a pista melhorou. Não esgotei todas as minhas possibilidades, mesmo se a etapa era muito rápida. Havia ritmo e regalei-me. Estar na frente não é um objectivo em si. O que eu quero é chegar ao dia de repouso com boas possibilidades de vencer a prova. O importante por enquanto é avançar etapa por etapa, dia após dia. Há duas etapas complicadas em Marrocos, que é necessário passar. Os próximos dois dias serão difíceis.


Marc Coma (ESP - KTM Repsol - Vencedor) (moto)

Foi uma etapa tipicamente marroquina, com muitas pedras, sobretudo no princípio. Parti numa boa posição graças à minha classificação. Eu estava convencido que os dois portugueses não ficariam muito tempo na frente. Ultrapassei-os e depois ao Casteu e encontrámo-nos assim com o Isidre (Esteve). A partir daí nunca mais nos separámos. Por enquanto, estamos a respeitar o programa previsto, mas a corrida está muito aberta. O que é necessário agora é passar as duas próximas etapas marroquinas. São mesmo assim mais de 700 quilómetros de especiais sem assistência. Conheço um pouco de mecânica, porque venho da competição enduro, e espero que seja suficiente.


Carlos Sainz (ESP - VW – 2.º) (automóvel)

A experiência mostra que é necessário saber ficar calmo. Não mudou nada desde ontem. Só sei que Dacar já está mais perto e que já há menos uma etapa a percorrer. Estou satisfeito. Sei o que se passou o ano passado. Quero sublinhar o trabalho do meu co-piloto, Michel (Perrin), porque começar a etapa à frente sem rastros dos outros concorrentes não é coisa fácil. Uma das dificuldades de hoje foi também o número de motos que tivemos que ultrapassar.


Stéphane Peterhansel (FRA - Mitsubishi – 3.º) (automóvel)

O veículo responde bem. Mas nesta etapa estávamos em grande altitude, mais 1000 metros em determinados lugares, e senti que o veículo não dava quanto poderia dar. Era uma especial perigosa e muito pedregosa. Mas foi sobretudo necessário ultrapassar muitas motos. É uma etapa onde se passa de um poeira para outra. Nunca tivemos cinco quilómetros seguidos sem estarmos debaixo do pó. É o tipo de etapa que pode hipotecar toda a corrida. Aqui, se as coisas correm mal, perde-se a pele e o carro.


Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 4.º) (automóvel)

Antes de mais é um prazer desembarcar em Marrocos e sentir que as etapas africanas estão à nossa frente. Esta etapa era realmente difícil, por causa do pó, mas também devido à navegação, porque quando se anda tão depressa é difícil de acompanhar. Aliás, nós cometemos dois mini-erros, que não nos ficaram caros, mas são erros mesmo assim. Em todo o caso, sente-se bem que estamos na Ãfrica e a nossa equipa fez a operação hoje. Estamos a colocar-nos na corrida e é isso o mais importante. Por enquanto não tenho vontade de correr riscos para ganhar uma etapa. Tenho a impressão que os Volkswagen optaram por acelerar o ritmo. Se os seus veículos não tiverem problemas, então nós vamos tê-los. Mas eles arriscam muito mais do nós, tanto a nível da mecânica como da pilotagem.


Giniel de Villiers (AFS – Volkswagen – Vencedor da especial) (automóvel)

Quis andar a um bom ritmo, mas sobretudo evitar os furos. É muito importante para mim. Não insistimos na velocidade para evitar esses inconvenientes. O maior problema foi ultrapassar os motards. Era muito difícil hoje partir em primeiro lugar na especial e foi excelente para nós partir em sexto lugar. Em contrapartida, amanhã vai ser mais complicado para nós, mas também isso é o rali.