A rota do dia
HÉLDER RODRIGUES ASCENDEU AO 5ª LUGAR NAS MOTOS
A antepenúltima etapa da prova foi, de novo, favorável, em termos globais, a todos os portugueses ainda em prova, pois nenhum piorou em termos de classificação geral, mau grado tratar-se da etapa número 13…
Nas motos, Hélder Rodrigues (Yamaha) acabou por ascender ao tão ambicionado 5º lugar, mantendo destacada liderança da classe 450, enquanto Carlos Sousa )VW), nos automóveis, assinou o 4º tempo na ‘especial’ de 250 km, com Miguel Barbosa (Proto Dessoude) a rubricar a 9ª marca.
A tirada que levou a caravana até Tambacounda acabou por gerar verdadeiro golpe de teatro no topo da classificação das motos, pois o até então intocável lÃder, o espanhol Marc Coma, acabou por deitar tudo a perder. Uma queda desastrosa, ao Km 57, depois de ter andado perdido, custou ao catalão um traumatismo craneano e o ‘bis’ na prova.
Com actuação eficaz e eficiente, Hélder Rodrigues (Yamaha) evitou correr riscos desnecessários e registou honroso 8º lugar na etapa, gastando mais 16m 54s que Cyril Desprès, o francês da KTM que ‘herdou’ a liderança da prova quando menos se esperava. Todavia, e mercê das incidências da etapa, com Coma e também Estève Pujol a serem vÃtimas de quedas, o piloto de Almargm do Bispo logrou guindar-se a meritória 5º lugar, subindo duas posições e colocando-se em plano de grande destaque, alcançada logo na segunda participação na prova.
Tal como Marc Comà , também Paulo Gonçalves (31º na tirada) começou mal, não acertando com o rumo ceto. “Perdi cerca de 30 minutosâ€, referiu o ‘motard’ de Esposende, que depressa deu conta do erro e regressou à pista certa, para não mais ter problemas. “Segui sempre pelos trilhos e tudo foi mais fácilâ€, explicou Paulo Gonçalves que prometeu “fazer tudo para entrar nos 25 primeiros. Acredito que está ao meu alcance, pois as diferenças não são significativas para os adversários que tenho à minha frenteâ€, acrescentou, o piloto da Honda (25º da ‘geral), após ter subido três posições.
Nuno Mateus (KTM) foi 45º na etapa mas manteve o 31º posto da ‘geral’, enquanto Pedro Bianchi Prata (Yamaha) foi creditado do 48º tempo, aparecendo colocado no 103º lugar da ‘geral’, pese embora constar, desde a véspera., da lista oficial de abandonos.
No ritmo ideal para alcançar Dakar sem problemas, Carlos Ala foi 87º na tirada e ganhou mais três posições, chegando o piloto de Ãgueda ao 78º posto.
Nos automóveis, dois pilotos portugueses terminaram a etapa no ‘top 10’, com Carlos Sousa, sempre eficaz, a assinar o 4º ‘crono’, a apenas 3m 03s de Carlos Sainz, o espanhol, que deu à VW a 8ª vitória em etapas.
Graças à adopção de “um ritmo adequado ara uma ‘especial’ traçada entre arvoredo, de perfil rápido, mas alternando com com mau piso e zonas estreitas e lentasâ€, o piloto do VW Race Touareg 2 que manteve o 7º lugar.
Em bom plano estiveram Miguel Barbosa/Miguel Ramlaho (9º), que gastaram mais 9m 10s que Carlos Sainz, pois “a configuração da ‘especial’ era a meu gosto, muito em especial na parte mais técnicaâ€, explicou o piloto do ‘Proto Dessoude’. “Andámos cerca de uma centena de quilómetros no pó, em zonas estreitas e muito fechadasâ€, sublinhou o piloto, que subiu mais dois lugares na ‘geral’ e é agora 26º classificado.
A táctica familiar dos irmãos Inocêncio, permitiu-lhes, pela 4ª vez, terminarem a etapa, praticamente, com o Mitsubishi Pajero colados, com Nuno Inocêncio (33º) e Francisco Inocêncio (34º) separados por cinco segundos. Na ‘geral’, Francisco, tendo Paulo Fiúza como navegador, é 45º e subiu três lugares; Nuno, acompanhado por Jaime Santos, passou a ocupar a 77ª posição, ganhando três posições.
A condição de estreante de Nuno Ferreira/Nascimento Costa, – autores do 75º tempo na etapa – tem evidenciado o bom desempenho da dupla do Bowler, que subiu mais um degrau na etapa para Tambacounda e ascendeu ao 62º posto.
A ‘solo’, superando todo o tipo de dificuldades, infortúnios e azares diversos, Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi) foi 58º na etapa, apesar dos problemas causados na pista pelos camiões mais rápidos, e subiu mais um lugar, ascendendo ao 72º posto, nove lugares à frente da dupla Paulo Marques/Rui Benedi (Toyota Land Cruiser). Apesar de “muito pó e de terem surgido três camiões muito complicados de ultrapassarâ€, o piloto de Famalicão – 52º na tirada — vai tentar “derradeiro esforço para melhorar na classificaçãoâ€, em que ocupa o 81º posto.
Resistindo com toda a galhardia, LuÃs Ferreira e Pedro Sereno mantiveram o Land Rove Defender em prova, assinando o 97º tempo na etapa e conservando o 99º lugar, sete lugares à frente de Mário Ferreira/José Carlos Sousa, a equipa do Toyota Land Criser que assinou o 93 ’crono’ na etapa e conservou o 103º lugar. “É muito duro rodar na cauda do pelotão, entre os camiõesâ€, confessou o piloto-empresário, verdadeiro ‘caloiro’ nestas andanças.
Nos camiões, Elisabete Jacinto, com o 21º tempo na ‘especial’, ficou a menos de quatro minutos da entrada no ambicionado ‘top 20’, após uma etapa nada fácil. “Nos primeiros 92 km, era impossÃvel ultrapassar; depois, a pista tornou-se mais rápida, mas com profundos buracosâ€. Colocada perante um dilema, pois um ritmo muito rápido poderia significar danos no MAN que partilha com Ãlvaro Velhinho e Rui Porêlo, Elisabete Jacinto encontrou “andamento de compromisso. Passei quatro camiões, com andamento na ordem dos 150 km/hora, mas depois a pista tornou-se mais estreitaâ€, referiu Elisabete Jacinto, que passou a ocupar o 21º lugar na categoria, quando a prova entrou na recta final.