etapa 13 - sexta-feira 19 de Janeiro de 2007 | Kayes - Tambacounda
- Ligação 180 km
- Especial 260 km
- Ligação 18 km
- Total 458 km
Entrevistas
Jordi Arcarons (Team manager KTM Repsol)
Marc (Coma) tem muitas dores mas está bem. Não partiu nada. Agora tem que fazer uma série de exames médicos em Dakar e depois em Barcelona. Achei-o bem apesar das circunstâncias. Não se lembra do acidente, mas seguia fora de pista e bateu numa árvore. Marc está mais em baixo moralmente do que fisicamente.
David Casteu (FRA - KTM Gauloises – 11°)

Quando cheguei ao pé do CP1 encontrei o Isidre (Esteve). Estava no chão ao lado da moto. Perguntou-me o que estava a fazer e onde estava. A moto estava bastante danificada, eu não podia ajudar em nada. Pu-lo em cima da minha moto para o levar ao CP1 onde sabia estar um médico. Quando lá cheguei dei dinheiro a um habitante local para que fosse buscar a moto na carrinha dele. Tenho más recordações do ano passado. Penso que o Isidre se lançou a fundo na etapa porque precisava de o fazer, em nome dele e dos patrocinadores. Sou 2° da geral, mas hoje isso não me interessa.
Cyril Despres (FRA – KTM – Vencedor)

Nos 20 últimos km, comecei a matutar. Tinha deixado de ver o helicóptero acima de mim e as pessoas na borda da estrada tinham uma cara de "caso". Tive um mau pressentimento. Estou satisfeito que o Marc (Coma) não se tenha magoado muito. Esta manhã tÃnhamos todos medo da poeira deixada pelos que saiam antes de nós. Estou realmente pelo Marc, mas também pelo Isidre (Esteve). Quqnto à minha especial, dei com a direcção certa ao km 6 ao passo que os motards à minha frente andavam perdidos. A navegação foi complicada mas estou contente com a minha especial, desfrutei. Desde Marrocos que digo que quando tive os problemas mecânicos, se não acreditasse na possibilidade de vencer o melhor era regressar a casa. É claro que o Dakar ainda não terminou, faltam dois dias e ainda posso ter problemas de navegação amanhã.
Tom Classen (AFS – KTM – 2°)
É fantástico poder partir entre os primeiros. Fazemos a nossa própria navegação. Não temos que seguir os "tapadinhos". Sabia que o Cyril (Despres) estava atrás de mim, mas não queria que ele aproveitasse a minha navegação. Tentei esconder-me. Estou satisfeitÃssimo com este 2° lugar. Estou a seguir os trilhos de Alfie Cox que era um grande motard.
Chris Blais (USA – KTM – 2°)
Ontem, sofri uma grande queda logo aos 30km. Fiquei sem o travão da frente para o trajecto restante da especial. Hoje de manhã tive de partir na 18ª posição. Foi preciso prestar atenção à navegação e à pista e ao mesmo tempo andar depressa. Os motards que iam à minha frente tinham encontrado a pista ideal e eu segui-os. É bom que recupere tempo sobre Casteu e Ullevalseter. Estava sobretudo preocupado com o norueguês. Não queria que ele me apanhasse na geral.
Carlos Sainz (ESP - VW - Vencedor)
Fomos os primeiros a arrancar. Numa etapa como esta as dificuldades são muitas. Muitas pistas paralelas logo no inÃcio. Pistas igualmente muito estreitas. Depois a pista alargou e podemos acelerar. O facto do Peterhansel ter terminado a 26 segundos mostra que não há assim tantas diferenças mecânicas. Vou continuar a atacar e tentar a minha quinta vitória, mais uma do que no ano passado.
Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 2°)

Mais um dia que passou. Quando estamos nesta etapa, pensamos os km em contagem decrescente. Quando se está à frente acha-se sempre que a etapa é longa. Contrariamente à situação de quem persegue, em que sempre se pretende ter mais tempo para recuperar o atraso. Nunca é fácil abordar esta última etapa, apesar de sabermos que as coisas quase sempre correram bem. Não posso no entanto esquecer que no ano passado os carros perderam tempo entre Tambacounda e Dakar. Ainda não houve nenhuma instrução para a corrida a não ser levar os carros até Dakar e ficar nos dois primeiros lugares, ou seja não ter acidentes. Se instrução houvesse seria de poder perder 20 minutos para Schlesser todos os dias. Ora, não conduzimos como os domingueiros, a prova é ter sido segundo hoje 26’’ depois de Sainz. Isso significa que nos expomos.
Jean-Louis Schlesser (FRA – Buggy Schlesser – 5°)
Estou satisfeito por termos recuperado 7’ a Al Attiyah. O inÃcio da etapa não era feita para o nosso buggy. Era um traçado muito sinuoso. No final foi melhor. Relativamente ao nosso avanço sobre Al Attiyah, fiz os cálculos no meu carro e cheguei à conclusão de que se fizéssemos a especial em 2h30 ele não poderia nuca mais "roubarmos" 20’. É claro que antes de pensar 3° lugar é preciso fazermos a etapa de amanhã. É deveras muito importante podermos ter um lugar no pódio. Sempre acreditei antes da nossa partida de Lisboa e em seguida dei-me conta que os outros tinham avançado e bem.
Nasser Al Attiyah (QAT – BMW – 12°)

Tive um dia muito mau. Depois de 50 km de corrida comecei a ter problemas na caixa. Não conseguia meter nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira, nem a quarta. No final da etapa vim em quinta e sexta. Schlesser distanciou-se ainda mais sete minutos, ou seja, tenho que recuperar mais de trinta. Já está quase acabado para nós.
Ales Loprais (RTC - Tatra - Vencedor)
Eram mesmo muitas árvores e atacámos a fundo. Por vezes tocámos com o camião pois as passagens eram bastante estreitas. Na verdade, foi a etapa da véspera que nos levou a atacar. Anteontem, tÃnhamos perdido 25 minutos numa altura em que estávamos em 2° no CP1. Depois, como tudo era plano, perdemos tempo. Eram este minutos que querÃamos recuperar hoje para poder ocupar o 3°lugar. Mas tal não foi possÃvel. De qualquer das formas, esta vitória de etapa não é para desprezar. È a minha primeira no Dakar.
Hans Stacey (HOL - Man – 2°)
Hoje fomos extremamente prudentes na condução. Não corremos nenhum risco. QuerÃamos apenas que o dia acabasse e aproximarmo-nos de Dakar. Mas o camião portou-se muito bem e andámos a bom ritmo. Perdemos um pouco de tempo pois por diversas vezes tivemos de voltar para trás: não quis forçar a passagem entre as árvores e danificar o camião.
Ilgizar Mardeev (RUS - Kamaz – 3°)
O itinerário de hoje estava dividido em duas partes. A primeira era técnica e a segunda mais rápida. Correu tudo bem se pensarmos que o nosso objectivo agora é de chegar a Dakar mantendo as posições e o nosso 3° posto na geral. A meu ver, a única dificuldade, é o percurso não estar adaptado a uma corrida de camiões: muito estreito e demasiado sinuoso. Prefiro as etapas longas da Mauritânia.