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etapa 13 - sexta-feira 19 de Janeiro de 2007 | Kayes - Tambacounda

  • Ligação 180 km
  • Especial 260 km
  • Ligação  18 km
  • Total  458 km

Os concorrentes Portugueses

- HÉLDER RODRIGUES ASCENDEU AO 5ÂȘ LUGAR NAS MOTOS






A antepenĂșltima etapa da prova foi, de novo, favorĂĄvel, em termos globais, a todos os portugueses ainda em prova, pois nenhum piorou em termos de classificação geral, mau grado tratar-se da etapa nĂșmero 13



Nas motos, HĂ©lder Rodrigues (Yamaha) acabou por ascender ao tĂŁo ambicionado 5Âș lugar, mantendo destacada liderança da classe 450, enquanto Carlos Sousa )VW), nos automĂłveis, assinou o 4Âș tempo na ‘especial’ de 250 km, com Miguel Barbosa (Proto Dessoude) a rubricar a 9ÂȘ marca.


A tirada que levou a caravana atĂ© Tambacounda acabou por gerar verdadeiro golpe de teatro no topo da classificação das motos, pois o atĂ© entĂŁo intocĂĄvel lĂ­der, o espanhol Marc Coma, acabou por deitar tudo a perder. Uma queda desastrosa, ao Km 57, depois de ter andado perdido, custou ao catalĂŁo um traumatismo craneano e o ‘bis’ na prova.
Com actuação eficaz e eficiente, HĂ©lder Rodrigues (Yamaha) evitou correr riscos desnecessĂĄrios e registou honroso 8Âș lugar na etapa, gastando mais 16m 54s que Cyril DesprĂšs, o francĂȘs da KTM que ‘herdou’ a liderança da prova quando menos se esperava. Todavia, e mercĂȘ das incidĂȘncias da etapa, com Coma e tambĂ©m EstĂšve Pujol a serem vĂ­timas de quedas, o piloto de Almargm do Bispo logrou guindar-se a meritĂłria 5Âș lugar, subindo duas posiçÔes e colocando-se em plano de grande destaque, alcançada logo na segunda participação na prova.


Tal como Marc ComĂ , tambĂ©m Paulo Gonçalves (31Âș na tirada) começou mal, nĂŁo acertando com o rumo ceto. “Perdi cerca de 30 minutos”, referiu o ‘motard’ de Esposende, que depressa deu conta do erro e regressou Ă  pista certa, para nĂŁo mais ter problemas. “Segui sempre pelos trilhos e tudo foi mais fĂĄcil”, explicou Paulo Gonçalves que prometeu “fazer tudo para entrar nos 25 primeiros. Acredito que estĂĄ ao meu alcance, pois as diferenças nĂŁo sĂŁo significativas para os adversĂĄrios que tenho Ă  minha frente”, acrescentou, o piloto da Honda (25Âș da ‘geral), apĂłs ter subido trĂȘs posiçÔes.
Nuno Mateus (KTM) foi 45Âș na etapa mas manteve o 31Âș posto da ‘geral’, enquanto Pedro Bianchi Prata (Yamaha) foi creditado do 48Âș tempo, aparecendo colocado no 103Âș lugar da ‘geral’, pese embora constar, desde a vĂ©spera., da lista oficial de abandonos.
No ritmo ideal para alcançar Dakar sem problemas, Carlos Ala foi 87Âș na tirada e ganhou mais trĂȘs posiçÔes, chegando o piloto de Águeda ao 78Âș posto.


Nos automĂłveis, dois pilotos portugueses terminaram a etapa no ‘top 10’, com Carlos Sousa, sempre eficaz, a assinar o 4Âș ‘crono’, a apenas 3m 03s de Carlos Sainz, o espanhol, que deu Ă  VW a 8ÂȘ vitĂłria em etapas.


Graças Ă  adopção de “um ritmo adequado ara uma ‘especial’ traçada entre arvoredo, de perfil rĂĄpido, mas alternando com com mau piso e zonas estreitas e lentas”, o piloto do VW Race Touareg 2 que manteve o 7Âș lugar.


Em bom plano estiveram Miguel Barbosa/Miguel Ramlaho (9Âș), que gastaram mais 9m 10s que Carlos Sainz, pois “a configuração da ‘especial’ era a meu gosto, muito em especial na parte mais tĂ©cnica”, explicou o piloto do ‘Proto Dessoude’. “AndĂĄmos cerca de uma centena de quilĂłmetros no pĂł, em zonas estreitas e muito fechadas”, sublinhou o piloto, que subiu mais dois lugares na ‘geral’ e Ă© agora 26Âș classificado.


A tĂĄctica familiar dos irmĂŁos InocĂȘncio, permitiu-lhes, pela 4ÂȘ vez, terminarem a etapa, praticamente, com o Mitsubishi Pajero colados, com Nuno InocĂȘncio (33Âș) e Francisco InocĂȘncio (34Âș) separados por cinco segundos. Na ‘geral’, Francisco, tendo Paulo FiĂșza como navegador, Ă© 45Âș e subiu trĂȘs lugares; Nuno, acompanhado por Jaime Santos, passou a ocupar a 77ÂȘ posição, ganhando trĂȘs posiçÔes.


A condição de estreante de Nuno Ferreira/Nascimento Costa, – autores do 75Âș tempo na etapa – tem evidenciado o bom desempenho da dupla do Bowler, que subiu mais um degrau na etapa para Tambacounda e ascendeu ao 62Âș posto.


A ‘solo’, superando todo o tipo de dificuldades, infortĂșnios e azares diversos, Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi) foi 58Âș na etapa, apesar dos problemas causados na pista pelos camiĂ”es mais rĂĄpidos, e subiu mais um lugar, ascendendo ao 72Âș posto, nove lugares Ă  frente da dupla Paulo Marques/Rui Benedi (Toyota Land Cruiser). Apesar de “muito pĂł e de terem surgido trĂȘs camiĂ”es muito complicados de ultrapassar”, o piloto de FamalicĂŁo – 52Âș na tirada — vai tentar “derradeiro esforço para melhorar na classificação”, em que ocupa o 81Âș posto.


Resistindo com toda a galhardia, LuĂ­s Ferreira e Pedro Sereno mantiveram o Land Rove Defender em prova, assinando o 97Âș tempo na etapa e conservando o 99Âș lugar, sete lugares Ă  frente de MĂĄrio Ferreira/JosĂ© Carlos Sousa, a equipa do Toyota Land Criser que assinou o 93 ’crono’ na etapa e conservou o 103Âș lugar. “É muito duro rodar na cauda do pelotĂŁo, entre os camiĂ”es”, confessou o piloto-empresĂĄrio, verdadeiro ‘caloiro’ nestas andanças.


Nos camiĂ”es, Elisabete Jacinto, com o 21Âș tempo na ‘especial’, ficou a menos de quatro minutos da entrada no ambicionado ‘top 20’, apĂłs uma etapa nada fĂĄcil. “Nos primeiros 92 km, era impossĂ­vel ultrapassar; depois, a pista tornou-se mais rĂĄpida, mas com profundos buracos”. Colocada perante um dilema, pois um ritmo muito rĂĄpido poderia significar danos no MAN que partilha com Álvaro Velhinho e Rui PorĂȘlo, Elisabete Jacinto encontrou “andamento de compromisso. Passei quatro camiĂ”es, com andamento na ordem dos 150 km/hora, mas depois a pista tornou-se mais estreita”, referiu Elisabete Jacinto, que passou a ocupar o 21Âș lugar na categoria, quando a prova entrou na recta final.