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etapa 10 - terça-feira 16 de Janeiro de 2007 | Néma - Néma

  • Ligação  10 km
  • Especial 366 km
  • Ligação  24 km
  • Total  400 km

Entrevistas

Helder Rodrigues (POR - Yamaha - Vencedor) (moto) - 010

Era uma etapa muito técnica e permitiu-me lutar contra as outras cilindradas. Com a minha 450 cm3 perdia algum tempo nas rectas, mas podia recuperar o atraso nas partes mais técnicas. Tive um dia excelente e esta vitória é muito importante para a equipa. É também para mim, porque é a primeira vez que ganho uma especial em Ãfrica. Até aqui, só tinha conseguido um terceiro lugar no ano passado.


Marc Coma (ESP - KTM Repsol – 2.º) (moto)

A etapa saiu-me mais difícil do que eu contava. As pistas eram muito exigentes tecnicamente. Parti em 3.º lugar e isso permitiu-me controlar melhor os outros do que se tivesse partido à frente. Quando recuperei o atraso que tinha de Cyril (Despres), mantive-me sempre em contacto. Estou contente por sair da Mauritânia e em termos gerido bem esta parte do rali. Outro aspecto importante é a vitória do Helder (Rodrigues). Começámos as corridas de enduro juntos e estou muito contente por ele ter ganho. Como a etapa era muito técnica, era um bom terreno para uma moto de 450 cm3.


Chris Blais (USA – KTM – 6.º) (moto) (número 9)

Foi um dia tranquilo passado em pistas sinuosas e arenosas. Um percurso típico para motocross. Apanhei e ultrapassei Ullevalseter, mas mais tarde Casteu e Rodrigues apanharam-se. Na etapa de hoje, ter uma moto de 450 cm3 como a do Rodrigues era uma vantagem. Não estou muito preocupado com o 3.º lugar na geral por enquanto. Esta especial não se prestava a estabelecer grandes diferenças. Espero chegar ao Mali e ao Senegal para fazer qualquer coisa.


Nasser Al Attiyah (QAT – BMW – Vencedor) (automóvel) (número 309)

Copyright A.S.O. / Amaury Sport Organisation

Realizámos realmente uma bela etapa hoje e mantivemos um boa velocidade durante toda a etapa. Estou encantado por ter ganho a primeira especial da minha carreira. Era a última etapa difícil na Mauritânia e queríamos realmente tentar um golpe. Todos sabem que nós não temos um automóvel do mesmo nível que os grandes concorrentes. Estou com febre há dois dias. Após 250 km da especial, não me sentia bem. A 20 km da chegada tivemos ainda problemas de transmissão traseira. Tive finalmente que abrandar o ritmo. No que respeita à classificação geral e ao meu atraso em relação a Schlesser para o terceiro lugar, repito que vai ser difícil. Vou continuar no mesmo ritmo. Hoje ganhámos 7 segundos a Schlesser. O Dakar é ainda longo, vamos tentar evitar cometer erros. Tudo é possível!


Luc Alphand (FRA - Mitsubishi – 6.º) (automóvel)

Era um percurso rolante, mas também arenoso! O carro fazia muitos desvios da pista e não era possível carregar no acelerador. Fomos rapidamente apanhados juntamente com Stéphane. É normal. Quando se parte em primeiro lugar, toda a gente nos segue e servimos de guia. São as regras do jogo. Recuperaram os dois minutos de diferença entre cada partida. Não tem importância. Não cometemos nenhum erro de navegação. Também não tivemos problemas com a mecânica. Está tudo a correr bem. Veremos depois de amanhã, na última parte deste Dakar.


Stephane Peterhansel (FRA - Mitsubishi – 4.º) (automóvel)

Terminada esta etapa, só nos resta dizer que está tudo nos bons trilhos. Tanto a mecânica como este homenzinho. O automóvel comportou-se realmente bem num percurso sinuoso e com areia mole. No fundo era uma etapa de savana durante a qual era preciso manusear bem o volante. Do ponto de vista físico foi esgotante. Hoje pretendíamos apenas posicionarmo-nos e chegar pacatamente ao meio dia de amanhã, porque depois começam as coisas sérias.


Giniel De Villiers (AFS – Volkswagen – 15.º) (automóvel)

Partimos para esta especial com 22 minutos de atraso em relação à nossa hora de partida e isso explica o nosso 15.º lugar no fim da etapa. Era uma etapa muito física. Doem-me ainda os braços e as mãos. Não nos esqueçamos que ontem não tínhamos direcção assistida. É evidente que foi uma decepção para nós tudo o nos aconteceu ontem, mas a vida continua. É importante aprender com os erros cometidos e saber porque é que isso aconteceu. Sabemos que estamos no mesmo ritmo dos melhores em qualquer terreno e que há muitos aspectos positivos na nossa maneira de trabalhar. O objectivo agora é vencer etapas, porque é tudo o que nos resta. É importante para o moral de toda a equipa. Mas para a classificação geral, infelizmente teremos que esperar pelo próximo ano. Se querem um vencedor em automóveis para este Dakar, posso dizer-vos que será certamente Stéphane Peterhansel.


Arjan Brouwer (HOL - GINAF - Vencedor) (camião)

Parti o pára-brisas a 5 quilómetros da chegada numa curva apertada para a esquerda. Havia um ramo de árvore baixo e tocou-me. Foi o único problema que tive. Era uma bela etapa e estou mais que satisfeito. É o meu primeiro Dakar em camião, aliás, é mesmo a minha primeira corrida em camião. É uma boa operação para a Ginaf. É a segunda vitória de etapa desde Lisboa.


André De Azevedo (BRE - Tatra – 2.º) (camião)

Hoje foi fantástico, porque na savana sinto-me no meu ambiente. É muito parecido a minha região no Brasil. Sentia-me como em casa! Era um percurso interessante que exigia muita técnica. Só meti a 6ª velocidade 2 ou 3 vezes em 360 quilómetros. As próximas etapas na Ãfrica negra são essencialmente técnicas. Penso que me serão favoráveis.


Ilgizar Mardeev (RUS - Kamaz – 3.º) (camião)

O terreno tinha alguma areia. Terminei esta etapa muito cansado, porque ainda não recuperei do esforço feito nos últimos dias. Mauritânia ou Ãfrica negra é a mesma coisa. Não contem comigo para atacar. Preservar o meu avanço, isso sim, farei tudo para isso.