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6 de Janeiro de 2007 - 21 de Janeiro de 2007 | Lisboa > Portimao

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Notícias

Notícias

09:44

David Frétigné quer subir ao pódio

Após o seu belo 5.º lugar obtido em 2005, sempre ao guiador de uma Yamaha 450 cm3 menos potente do que as máquinas dos seus principais concorrentes, este ano David Frétigné quer subir mais um nível e até mesmo um dos degraus do pódio. O Francês visa, portanto, um dos três primeiros lugares da classificação geral. Durante as verificações, este cidadão de Aveyron oscilava entre a alegria de reencontrar o universo do Dakar e o stress das últimas afinações mecânicas. «Tive pequenas dificuldades de ligação Iritrack... e dentro de um quarto de hora passarei diante dos Comissários. É sempre uma preocupação», admite o Francês com uma certa angústia, mas sorridente.

09:40

Rousselot muda de categoria

Via-se que Benoît Rousselot sentia-se orgulhoso ao lado do seu novo automóvel na fila de espera dos T1, a fila dos protótipos. «Corro ralis em T2 (produção) já há dois anos e estou muito contente por ter podido inscrever-me na categoria superior», confessa o campeão da França de 2002 de ralis, membro da equipa De Mevius. O especialista de corridas em asfalto pôde apreciar o comportamento do seu veículo nas dunas de Dubai. Quais são os seus objectivos para esta corrida? «Somos uma equipa jovem, com uma mentalidade excelente, e queremos melhorar dia após dia neste Dakar. Há muitos quilómetros a percorrer, e, portanto, o melhor é ir o mais longe possível para progredir».

19:10

Bruno Saby de regresso às origens

O vencedor da competição na categoria automóveis em 1993 apresenta-se, este ano, com ambições desportivas limitadas, mas com um entusiasmo sempre intacto: «O facto de participar no Dakar com um Fiat Panda é um desafio inédito, mas reflecte perfeitamente o espírito dos primeiros Dakar». Vou contribuir com a minha experiência e espero poder incentivar uma grande marca a prosseguir o seu envolvimento nesta corrida». Bruno Saby, que só pôde treinar-se durante duas semanas no deserto tunisino, no início de Dezembro, com o seu novo veículo, conta «ir o mais longe possível».

18:55

Isuzu, uma equipa de três rostos

Os três pilotos da equipa Isuzu chegaram esta manhã ao local das verificações. Ao lado do seu veículo, Edi Orioli, quadruplo vencedor da prova, pôs logo os pontos nos is: «Não há concorrência entre nós, porque somos três perfis muito diferentes. Markku Allen é um piloto típico de ralis, Albert Llovera corre o seu primeiro Dakar e tem um automóvel diferente, enquanto que eu sou um puro especialista. O que é necessário é cortar a meta final. O pior que nos poderia acontecer seria que esta aventura terminasse prematuramente, como no ano passado». No seu primeiro Dakar em automóvel, Markku Alen deambulava despreocupado e fleumático em volta dos veículos da sua equipa: « Por enquanto, estou em Lisboa como turista e não sinto qualquer ansiedade». E este rei do gelo (5 vitórias no rali dos 1000 Lagos em WRC) também não receia a travessia do deserto: «Há pontos comuns entre pilotar no gelo e pilotar na areia. Basta encontrar a boa velocidade, nem muito rápida nem muito lenta». O seu objectivo é simples: terminar entre os 10 primeiros.

18:53

Os Sul-Americanos em grande número!

Carlo de Gavardo, 5.º da prova e vencedor de duas especiais no ano passado, não participa neste Dakar, devido a uma fractura do braço a poucas semanas da prova. O continente sul-americano, no entanto, está muito bem representado na categoria de motos. O Chile tem um novo líder, Francisco "Chaleco" Lopez, actual campeão do mundo de rali raid na categoria inferior a 450 cm3. Tanto Marcelo Miti como Orlando Terranova vão disputar a honra de ser o primeiro argentino a terminar o Dakar. Francisco Arredondo, único representante do Guatemala, tentará melhorar o seu 58.º lugar obtido, em Dacar, no ano passado, ao passo que o brasileiro Jean de Azevedo, já habituado aos lugares de honra, brigará novamente por um lugar no Top 10. No total, a América do Sul e a América Central serão defendidas no rali por oito motards.

18:32

« Partida intermédia » em Madrid

Dois anos depois da Grande Partida organizada no local olímpico de Barcelona para a edição de 2004, o Dakar encontrava-se novamente na Espanha, ontem, no final da tarde. Mas desta vez foi Madrid que teve a honra de acolher a cerimónia de pré-partida, para festejar os concorrentes do país, que se apresentam este ano com notórias ambições sobre o rali. No pódio, instalado na frente do Estádio Santiago Bernabeu, a multidão presente pôde desejar boa sorte e êxito a Isidre Esteve Pujol, que poderá vir a suceder ao seu compatriota Marc Coma no palmarés da prova, e a Carlos Sainz, vencedor de quatro etapas na sua primeira participação no rali, no ano passado. O Presidente da Câmara Municipal de Madrid, Alberto Ruiz Gallardon, veio encorajar os numerosos concorrentes que se puseram a caminho de Lisboa, antes de seguirem para Sul rumo a Dacar.

17:59

« Verificações » : programa

Hoje de manhã começou a efervescência no local da partida com o início das verificações técnicas e administrativas. Um terço das equipas inscritas no Dakar terão que se apresentar hoje para estas formalidades finais. A partir das oito da manhã, os primeiros concorrentes, na grande maioria ibéricos, tiveram que iniciar um circuito onde a organização verifica a validade dos passaportes, as licenças, os seguros, etc. A instalação de elementos de segurança, tais como o Iritrack, o GPS e o sistema Sentinelle, é também um momento muito importante do dia. Em seguida, cerca de 250 veículos devem passar um exigente controlo técnico. Os concorrentes que receberem a autorização final dos Comissários podem estacionar o veículo num parque fechado, onde mais ninguém pode entrar até ao dia da primeira etapa. Durante três dias, passarão assim pelo controlo dos Comissários mais de 1500 pessoas e 750 veículos.

17:56

Ruben Faria pretende ficar no Top 15

Ruben Faria deu nas vistas na sua primeira participação no Dakar no ano passado: venceu a especial entre Portimão e Málaga nas pistas da sua região (2.ª etapa) e ficou em 35.º lugar na classificação general em Dacar. Pouco antes de passar hoje nas verificações, o corredor estava ainda a fazer as últimas afinações da sua moto: «Refiz as suspensões e os amortecedores ontem à noite e nem sequer tive tempo para fazer um ensaio». Mas isso não quer dizer que ele seja obrigado a diminuir as suas pretensões. Neste Dakar, o piloto profissional português espera terminar nos 15 primeiros da prova.

17:54

Planet vem para ver

No estacionamento do Centro Cultural da Belém, no meio dos velhos fiéis do Dakar, apareceu ao meio-dia um jovem novato sorridente na bela sua moto cor-de-laranja. É o campeão francês de enduro de 2006, Fabien Planet. Feliz laureado do Dakar Enduro Challenge, o piloto da Haute-Loire não pagou nada para vir descobrir o Dakar. “Estou aqui sobretudo pelo prazer de correr e para chegar a Dacar”. Não pretendo atacar nem ferir-me estupidamente. Este ano, a minha prioridade continua a ser o campeonato do mundo de enduro. Ir até à meta final já seria para mim uma enorme satisfação", declarou este campeão de enduro antes das verificações técnicas.

16:35

A vontade renhida de Amparo Ausina

Ganhou a categoria motos para mulheres há dois anos na sua primeira participação, mas se alguém lhe perguntar qual é a sua maior vitória, ela não hesita: «Estar na partida este ano». Com a sua moto, onde o azul substitui o amarelo da equipa Yamaha Espanha, Amparo Ausina parece rejuvenescer ao chegar às verificações técnicas. O desaparecimento da equipa espanhola no Outono não a desmotivou: «Nunca pensei não participar no Dakar este ano. Bati-me porque foi necessário encontrar patrocinadores em poucas semanas». É a única dos quatro pilotos envolvidos a conseguir resolver este contratempo. E são, finalmente, a Realia, uma empresa de construção, e a Santiberi, uma marca de produtos dietéticos e sanitários, que decidiram acompanhar, até ao fim, a piloto de Denia. O seu marido, José Domenech, evacuado no ano passado devido a uma queda grave, estará presente no Dakar como mecânico. O número 41, sob o sol de Lisboa, já fez a sua aposta: «Quero chegar, custe o que custar!»

16:08

VERIFICAÇÕES TÉCNICAS

Daniel Ribeiro: o olho do comissário

Verificações técnicas: sob o olho dos comissários

As verificações técnicas começaram. Os concorrentes apresentam-se num circuito que Daniel Ribeiro, comissário para automóveis e camiões pelo terceiro ano consecutivo, conhece perfeitamente: «As verificações incluem duas fases essenciais», explica o comissário. «Tudo o que diz respeito à segurança no interior do veículo e, depois, os seus órgãos vitais». Assentos, estruturas de fundo, arcos, faróis, etc., todo o material deve respeitar escrupulosamente as normas da FIA. «Há frequentemente pequenas alterações a efectuar», explica Daniel. «Arcos mal soldados, circuitos disjuntores defeituosos, extintores fora do prazo de validade... Mas, globalmente, a maioria dos concorrentes passa as verificações sem grandes dificuldades». Os concorrentes que se apresentam com um veículo não homologado têm ainda tempo para alterar o veículo de maneira a torná-lo conforme às normas antes de nova verificação. «No ano passado, recusei três automóveis na “ponte” - fila onde são efectuadas todas as verificações – sob a minha responsabilidade», recorda-se Daniel Ribeiro, «mas os concorrentes fizeram o necessário e todos estavam presentes no momento da partida». É certo que o exame técnico pode ser um momento de ansiedade na excitação que se vive no momento da partida, mas o seu objectivo é, essencialmente, garantir a segurança dos participantes e a equidade da corrida entre todos os concorrentes.