Declarações
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Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 5º)
"No WPO saÃmos para o lado direito. Todos nós. Foi perto do km 250. Havia um erg onde não deverÃamos entrar. Há um cordão de dunas cheias de pequenas canas. Bastava ter passado um quilómetro à esquerda e não acontecia nada. Mas fomos pelo lado errado. Estávamos a deslizar suavemente e, de repente, apareceu uma pequena duna e ficámos lá atascados. Tivemos um trabalhão para sair dali. Demorámos 20 minutos. Pagámos caro o nosso erro mas há percalços mais graves.
O que me aborrece é que perdi tempo em relação a Peterhansel e também o primeiro lugar, por apenas 30 segundos. Mas está tudo bem porque a equipa fez uma óptima etapa.â€
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O que me aborrece é que perdi tempo em relação a Peterhansel e também o primeiro lugar, por apenas 30 segundos. Mas está tudo bem porque a equipa fez uma óptima etapa.â€
Nani Roma (ESP – Mitsubishi – 4º)
“Sempre se cometem erros numa etapa como esta. Acontece com todos e faz parte do Dakar. É preciso, simplesmente, analisar cada coisa, como sempre. Mesmo assim, estou contente. Fartei-me de dar voltas para encontrar o WPO e fiquei atascado na areia depois de uma curva à direita. Como um palerma. Mas é assim, são os percalços da corrida. A verdadeira corrida. Em Marrocos toda a gente podia andar depressa. Mas agora, estamos na Mauritânia e é aqui que se joga a corrida. E é preciso sabermos ficar contentes por chegar ao acampamento.â€
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Mark Miller (USA – VW – 2º ex-aequo)
“Hoje andámos muito depressa, eu queria mesmo ganhar a especial e quase consegui. No inÃcio da etapa, soube que Carlos Sainz estava parado, perguntei-me se seria preciso ir ajudá-lo rapidamente mas compreendi que não ia servir para nada porque ele estava a voltar para Atar. Mas o que me dá mais pena, foi ter perdido tanto tempo a seguir Giniel (Villiers). Perdemo-nos com ele porque não tive suficiente confiança na nossa navegação. Uma pena. Ontem, já tinha perdido todas as esperanças de ganhar o Dakar mas penso que ainda faltam jogar muitas cartadas, daqui até ao fim do rali.â€
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Thierry Magnaldi (FRA – Schlesser-Ford – 1º)
“Esta manhã, disse a mim mesmo que deverÃamos ganhar a especial para passarmos um bom fim-de-semana. Está feito e é o nosso segundo sucesso em Ãfrica. PoderÃamos ter conseguido os dois primeiros lugares se Jean-Louis (Schlesser) nos tivesse seguido quando o ultrapassámos. Se calhar fomos um pouco mais astutos do que os outros no cordão de dunas do km 240. Quando vi os traços dos outros pensei logo que deveria ter havido um problema, dei meia volta e apanhei a rota correcta. A partir daà foi a acelerar até ao final. Excepto uma vez que ficámos atascados e que tivemos um pequeno problema técnico para passar as mudanças. Deixámos escapar a primeira vitória de uma especial, em Marrocos, por causa de um furo, e ontem fizemos uma escolha táctica, pois preferimos ajudarmo-nos em detrimento do tempo à chegada. A meio do rali, o balanço continua claramente positivo. Agora, vai ser preciso passar bem a etapa de Kiffa e ainda podem surgir diferenças importantes na Guiné.
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Stéphane Peterhansel (FRA- Mitsubishi – 2º ex-aequo)
« Supunha-se que a especial de hoje não ia ser muito difÃcil mas atrapalhámo-nos por nos termos enganado, apenas um quilómetro, coma entrada nas dunas, Tivemos que andar fora de pista numa areia muito mole. Isto obrigou-nos a fazer algum exercÃcio, sobretudo Jean-Paul que teve que correr alguns metros pelas dunas com as placas à s costas! Este erro custou-nos 15 minutos e tivemos que fazer meia volta para encontrar a passagem certa. O lado positivo foi que, involuntariamente, fizemos com que a Jutta (Kleinschmidt) viesse atrás de nós e la ficou lá parada algum tempo. Depois, como toda a gente andámos à procura do Way Point oculto do km 287, mas não foi grave. O balanço, agora que estamos a meio do rali, continua a ser muito bom porque, depois de um inÃcio trabalhoso em Marrocos, consegui recuperar na Mauritânia com o começo das situações sérias. Estava em 9º lugar da geral, há dois dias, ontem fiquei em 2º e hoje em 1º. É muito bom, mesmo que a diferença para Luc (Alphand) seja insignificante. Insisto no facto que não se tratou de uma estratégia reflectida, eu teria preferido chegar aqui quinze minutos antes. Enfim, o plano ideal era eliminar a concorrência e depois acertar as contas dentro da equipa. Neste momento, é este cenário que se desenha, mesmo se ainda é preciso desconfiar de Villiers.â€
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Jean-Jacques Ratet (FRA – Toyota – 1º Produção)
« A 70 km da partida da especial ficámos atascados num buraco nas dunas e demorámos perto de 30 minutos para sair. Acabámos por partir, mas com um sentimento enorme de decepção, porque foi verdadeiramente estúpido como erro. Só havia três armadilhas de navegação na especial, em que era preciso procurar Way Points obscuros, que estavam longe de ser evidentes. Globalmente, correu-nos bem, mas continuamos decepcionados. Mas, quando chegámos aqui, percebemos que éramos os primeiros T2 e que recuperarÃamos o comando da classificação geral. Foi uma enorme surpresa. Agora, isso não quer dizer grande coisa, a diferença entre nós continua a ser insignificante, cerca de vinte minutos, e tudo o resto para fazerâ€.
