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etapa 5 - quarta-feira 4 de Janeiro de 2006 | Ouarzazate > Tan Tan
  • Ligação 187 km
  • Especial 350 km
  • Ligação 282 km
  • Total  819 km
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Declarações

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Nani Roma (ESP – Mitsubishi – 3º)

“A etapa tornou-se difícil por causa da poeira na estrada. Tive que ultrapassar motards em condições delicadas. Era preciso estar muito atento, e falo pelos motards. O verdadeiro Dakar começa agora, com os três dias na Mauritânia. É lá que é preciso ser-se forte. De momento, tenho conseguido evitar as asneiras. Estou surpreendido com a minha posição na classificação geral porque este é o meu segundo Dakar em automóvel.â€
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Luca Alphand (Fra – Mitsubishi, 5º)

“Partimos da terceira posição, esta manhã, mas hoje voltamos a ter muita poeira durante toda a especial. Foi terrível, nunca vi uma coisa assim. E depois, Carlos Sainz e Thierry Magnaldi tiveram furos, um a seguir ao outro, e eu fui à frente durante 150 Km. Por isso, abrandei o ritmo para que não me acontecesse a mesma coisa. Evidentemente, isto deu jeito aos que vinham atrás mas paga-se em minutos. Do ponto de vista da pilotagem foi agradável mas não é tão bom como nos grande campos de dunas. Isto está uma luta renhida mas é o que toda a gente queria. Lá à frente há uma verdadeira batalha, isto vai aquecer. É verdade que sentimos a pressão mas como mantemos uma boa posição, não há problema! Estou satisfeito por estarmos no 3º lugar da geral à saída de Marrocos. Podíamos ter ganho uma especial mas estamos cheios de prudência para evitarmos os problemas e chegarmos bem colocados a Dakar.â€
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Stéphane Peterhansel (Fra – Mitsubishi – 1º)

“Tivemos que correr alguns riscos, porque partimos em 14ª posição, atrás de pilotos menos rápidos que era preciso ultrapassar e, ainda por cima, havia imensa poeira. Mas correu bem, porque alguns concorrentes, como Alfie Cox, afastaram-se e outros tiveram furos. Isto deixou-nos algum campo livre para rodar a um ritmo mais sustentado mas sem descanso porque tínhamos muitas motos para ultrapassar. Andámos todo o dia no meio da poeira, sem ver nada da paisagem. Enfim, foi muito melhor que ontem quando cometemos um erro de navegação que nos custou 18 minutos. O que é imperdoável em Marrocos. O nosso atraso na geral não é irrecuperável, mesmo não estando muito bem colocados actualmente, a nove minutos do 1º. Vamos tentar recuperar na Mauritânia. Em todo o caso, é raro ver uma classificação tão cerrada como esta. Geralmente, em Marrocos, há um maior distância entre os favoritos. Este ano ainda estão todos em corrida, excepto Masuoka, o que nos deixa bastantes pretendentes ao título.
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Jean-Louis Schlesser (FRA – Schlesser-Ford – 4º)

« A etapa não foi lá muito fácil. Havia sítios em que podíamos falhar a pista e afastarmo-nos. Nunca tivemos tanta poeira desde que entrámos em Marrocos. Andei â velocidade máxima que a pista permitia mas havia muitos motards para ultrapassar. Parámos no km 80 porque um motard acidentado estava deitado no chão. O carro andou bem e não íamos muito pesados porque é económico nos consumos. Por fim, ficámos no 8º lugar da classificação geral mas apenas a cerca de 4 minutos do comandante. Não nos alargámos muito. Foi óptimo. Amanhã partiremos da 4ª posição, é perfeito. A Mauritânia vai ser interessante, temos três belas etapas à frente.
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Mark Miller (E.U. – VW – 2º)

« Hoje cometemos alguns pequenos erros de navegação, como toda a gente. Para nós o mais importante estar atentos nos momentos em que ultrapassámos os motards no meio da poeira. Se calhar fomos um pouco mais prudentes que os outros mas isso permitiu-nos evitar os furos. Esta manhã o nosso objectivo não era a obtenção de um resultado mas apenas fazer o nosso percurso de forma a manter a nossa posição na geral. Este 2º lugar é um óptimo bónus. Sobretudo, aquilo que mais me agrada é que nós, Dirk (Von Zitzewitz) e eu, nos damos muito bem. Por vezes ele chega a ralhar-me porque as minhas piadas impedem-no de se concentrar nas suas anotaçõesâ€.