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etapa 12 - quinta-feira 12 de Janeiro de 2006 | Bamako > Labé
  • Ligação 197 km
  • Especial 368 km
  • Ligação 307 km
  • Total  872 km
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Declarações

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Mark Miller (USA – VW – 5º)

“Penso que foi uma das etapas mais difíceis e mais armadilhada do rali. Um percurso de riscos elevados por causa dos buracos, da poeira e da vegetação. Hoje, era fácil andar depressa e também cometer erros. Parti a seguir a Eric Vigouroux que encontrei atolado na lama. Reboquei-o para o tirar de lá e danifiquei um pouco o guarda-lamas direito da frente do meu carro. Mas não foi grave. Estamos muito próximos de Peterhansel na classificação geral. Talvez ainda haja um cartada para jogar.â€
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Giniel de Villiers (AFS – VW – 3º)

« Foi uma etapa cheia de armadilhas. Havia imensas árvores e ramos no chão. Andei bem mas não quis correr o mínimo risco. A multidão à beira da estrada, nalguns sítios, não me incomodou. O carro está bem. Vou apenas mudar os quatro pneus.â€
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Bruno Saby (FRA – VW – 4º)

“Passámos a maior parte da etapa atrás de Giniel (Villiers), no rasto de poeira do seu carro, até 100km antes da chegada onde furámos a roda traseira, O objectivo era ficar atrás dele…O inicio da etapa foi muito sinuoso com árvores e rochas. Não era fácil ultrapassar as motos. Mas era sobretudo importante preservar o carro porque estamos numa maratona.â€
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Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 1º)

«O meu objectivo era apanhar Giniel (Villiers) e ganhar-lhe um ou dois minutos, para ter alguma folga na classificação geral. Depois do outro dia em que bati numa árvore tracei uma linha até à vitória na geral. Mas, em primeiro lugar, estou decepcionado porque a Mitsubishi perde um carro, o de Stéphane Peterhansel, que estava no comando. Faltam dois dias, tenho vinte minutos de vantagem, não é lá grande coisa, bastam um ou dois furos sérios, uma pedra, uma árvore, para os perder. Mas amanhã, já terei a vantagem de partir à frente. Os outros serão obrigados a ultrapassar-me. Não vou esconder que gosto de estar no primeiro lugar da geral. Mas não me alegro coma desgraça dos outros.â€
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Guerlain Chicherit (FRA – BMW – 2º)

“Ontem dizia que o carro estava bem e íamos tentar algumas manobras. Eu assumo. Hoje atacámos e, no entanto, foi uma má escolha. A 20 quilómetros do inicio da especial tive um furo. Aí, perdemos sete ou oito minutos. Depois, a estrada era muito pedregosa e eu andei pelo meio com medo de ter outro furo. A seguir, foi sempre a andar. Mesmo assim, foi uma etapa hiper perigosa. Podíamos virar-nos em cada curva ou cairmos num barranco. Nos últimos 150 km da especial estive realmente bem. Era um pouco como o rali da Finlândia. Estava no meu elemento e, pouco a pouco, apercebia-me que estávamos a fazer um bom tempo. Só à chegada é que soube que estávamos em segundo lugar. Quase que podia ter ganho a etapa, mas não me arrependo. Agora começo a dominar o carro, a conhecer os limites e a não ultrapassá-los. É bom para o ano que vem.â€
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Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 60º, a 3h16’)

“Estou decepcionado, é verdade, mas há três anos, em Sharm-el-Sheikh, foi pior. Estava a apenas 60 km da chegada. Era o último dia e nunca tinha ganho o rali em carro. Hoje, é um pouco diferente. Já ganhei duas vezes. E o acidente de hoje não aconteceu tão perto da chegada como em 2003. Por isso, é um pouco menos grave mas não é agradável. Hoje os nossos problemas andaram à volta da poeira. Primeiro, parti uma jante e uma peça do travão e, depois da reparação, voltámos à poeira. A seguir, fomos surpreendidos por uma curva muito fechada e batemos numa árvore, o que danificou completamente o carroâ€.
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Xavier Foj (ESP – Land Cruiser – 1º Produção)

« A etapa foi muito difícil, mas isso já nós sabíamos. Construímos o nosso resultado ontem ao conseguir o 31º lugar da etapa e o 2º na categoria de produção. Assim, hoje pudemos partir antes dos camiões. E como os carros à nossa frente eram bastante mais rápidas não corríamos o risco de sofrer com o seu rasto de poeira. Já conhecia a Guiné e sabia que íamos apanhar uma pista em mau estado e um terreno muito duro. Para mim era â€acelerar se temos visibilidade, senão…devagarinhoâ€! Correu tudo bem, o carro não sofreu nada. Agora estamos no 6º lugar da classificação geral da categoria e estou muito contente porque o carro representa o projecto do novo Land Cruiser LXR que é uma série cuja ideia pertence à Toyota Españaâ€.