Declarações
camião
Hans Stacey (HOL- MAN – 1º)
“Estou completamente surpreendido por ter ganho esta etapa. Perto do km 90, estávamos num troço onde havia muitas árvores. Ao fazer uma curva, os ramos entraram pelo pára-brisas. Eu tinha uma câmara que ficou partida e o sistema de comunicação também. Mas ninguém se magoou. Não tenho nada na cara. Fizemos, assim, toda a etapa. Mas com mais um buraco no pára-brisas, feito por mim para conseguir ver o que passava no caminho. O meu co-piloto tinha que me puxar pela manga ou fazer-me sinais para dar-me certas indicações. Que dia!â€
camião
André de Azevedo (BRE – Tatra – 2º)
“A especial de hoje lembrou-me os ralis do Brasil. Com muito pó e muita vegetação. Fizemos uma excelente navegação e Tchaguine teve que me ultrapassar duas vezes, depois de se ter afastado em duas ocasiões. Passei bem pela Mauritânia e pelo Mali, e estou em 4º lugar na classificação geral. Era o meu objectivo principal, estar entre os cinco primeiros quando chegasse a Dakar.â€
camião
Vladimir Tchaguine (RUS – Kamaz – 3º)
“Quando olhei para o road book em Kiffa, ao chegar duma especial de 600 quilómetros, pensei que, a partir daà haveria apenas pequenas especiais de 300 km. Mas a etapa de hoje lembrou-me que a quilometragem não quer dizer nada. Durante todo o dia, sofremos sobre um traçado que não era nada apropriado para os nossos camiões. TÃnhamos que olhar para cima para evitar os ramos que partem o pára-brisas e, ao mesmo tempo, olhar para baixo para evitar cortar os pneus com as pedras. É muito desgastante. No que toca à classificação geral, temos reserva suficiente para poder perder alguns minutos e preservar o camião. O que será muito importante na etapa de Labé, em que não teremos assistência. Quero também felicitar o sistema “Sentinel†que é indispensável em especiais como esta. Graças a este alarme nós sabemos quando é preciso parar para deixar passar os carros.â€
