Declarações
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Giniel de Villiers (AFS – Volkswagen – 1º)
« Foi uma jornada muito interessante, muito táctica com muita navegação e um traçado muito armadilhado , no meio das árvores e da poeira. Pouco depois da partida da especial, toquei numa árvore com o flanco direito que amolgou a chapa. Perdi, por isso, um pouco de potência mas como tinha conseguido ultrapassar Sousa e Schlesser, preferi não parar para não voltar a cair no seu rasto de poeira, sobretudo porque a estrada estava livre à minha frente. Tenho que tirar o chapéu à Tina, porque hoje a navegação foi crucial e era particularmente delicada à saÃda das aldeias. Enfim, estou muito contente com esta vitória, a segunda em dois anos nesta especial, mas estou absolutamente estafado depois desta enorme ligação de 400 quilómetros.â€
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Carlos Sainz (ESP-VW – 4º)
« Hoje, tudo ia a correr bem até ao km 80. Nessa altura passámos sobre um pequeno arbusto. O problema é que ele escondia um tronco. Parti um disco dos travões traseiros e arranhei todo o lado direito. Acabei a etapa sem travões atrás. Finalmente, o resultado não foi assim tão mau.â€
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Bruno Saby (Fra – Volkswagen – 2º)
“Giniel esforça-se por manter o contacto não vá acontecer alguma coisa aos Mitsubishi. Eu sigo atrás dele para assegurar-lhe uma ajuda em caso de problemas. A armadilha de hoje era, claramente, a navegação. E Michel foi formidável porque, mesmo no meio da poeira, deu-me sempre as indicações correctas e não nos perdemos uma única vez. Foi assim que ultrapassámos Peterhansel que estava, à nossa frente, a voltar para trás, para a pista correcta. Então atacámos ao máximo até entrar no rasto de Carlos Sousa e aà ficámos até ao fim da especial. Não tendo nada mais a esperar, em termos de classificação geral, fazemos de carro de assistência super-rápida. Temos material suplementar no nosso carro, nomeadamente duas rodas extra, o que nos atrapalha um pouco. Evidentemente, até ao final do rali estou ao serviço da Volkswagen e, ao mesmo tempo, aproveito para analisar o comportamento do Race Touareg para poder acelerar um desenvolvimento futuro: como numa sessão de ensaio de grande envergadura.â€
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Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 3º)
“Parti na 15ª posição da especial, no meio da poeira dos outros. Ultrapassei Cox, Monterde e Schlesser, que nos voltou a ultrapassar porque nos afastámos um pouco ao passar por uma aldeia. Depois, seguimos atrás de Jean-Louis (Schlesser) durante os últimos 60 km e isso atrasou-nos. Fora isso, não corri riscos, e não tive problemas excepto uma vala que fiz de frente. Foi uma grande pancada mas sem consequências. Agora, voltámos a um bom lugar para atacar amanhã. Na Guiné as pistas são péssimas. Atenção! Perigo! E se Giniel (Villiers) continuar a rodar como um martelo, isso vai ser uma fonte de stress. Hoje ele teve um “super-jokerâ€, ia muito acima do ritmo do Dakar, teve sorte porque os outros se afastaram. Mas ele é um jogador.â€
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Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 11º)
“Perto do km 100, perdemos a pista durante oito quilómetros de traçado sinuoso. Foram oito ou dez minutos perdidos de uma só vez. Assim que reencontrámos a pista Carlos Sousa estava à nossa frente e seguimos em cima da poeira dele durante 130 km. Ele não se afastou e os Volkswagen apanharam-nos. O importante hoje era seguir com segurança porque o caminho estava cheio de cepos e trilhos fundos e tornou-se perigoso por causa da poeira.â€
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Guerlain Chicherit (FRA – BMW – 5º)
« Hoje, foi duro. Fizemos 100km no meio de poeira. Apanhámos Nani e Villiers, buzinámos, mas eles não nos deixavam passar. De facto, eles tinham a mesma coisa à sua frente. Às vezes não vÃamos mais longe do que o capot do carro.
Ao sairmos da especial reparei que tÃnhamos um furo. Mas continuámos mesmo assim. Finalmente, estou super contente. Conseguimos um lugar que compensa os percalços e as horas perdidas nos últimos dias com os nossos problemas de bomba de água, de embraiagem e de turbo. Continuamos a trabalhar e, no próximo ano, o carro vai estar no ponto. Antes do Dakar, só fizemos três mil quilómetros. Com as qualidades que este BMW apresenta na areia, vai ser uma maravilha. Daqui até ao fim do rali, se o carro estiver de acordo, vamos tentar alguns golpes.â€
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Jean-Pierre Strugo (FRA – Mercedes – 1º Produção)
“O dia foi bom para nós porque tivemos a sorte extraordinária de não ter apanhado poeira durante três quartos da especial. De facto, e desde o inÃcio, ultrapassámos um camião que nos tinha aborrecido durante um bom tempo antes de fazer um erro de navegação. A partir desse momento, estivemos intercalados entre dois grupos de carros e pudemos andar ao máximo de velocidade. Enfim, isto não serve para grande coisa uma vez que, de qualquer maneira, não já não podemos ir apanhar Jean-Jacques Ratet.â€
