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etapa 10 - terça-feira 10 de Janeiro de 2006 | Kiffa > Kayes
  • Ligação  1 km
  • Especial 283 km
  • Ligação  49 km
  • Total  333 km
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Declarações

camião

Vladimir Tchaguine (RUS – Kamaz – 3º)

« Foi uma especial muito difícil porque a pista era estreita e ladeada de árvores, os nossos camiões tocavam-lhes permanentemente. Era preciso estar-se muito atento e ser prudente. Agora, que tenho três horas de avanço, já posso dar-me ao luxo de gerir. E então faço como Peterhansel, não corro nenhum risco. Deixo isso para a concorrência que quer apanhar-me. Hoje dei 20 minutos a Stacey, mas mesmo que ele recupere esse tempo em cada uma das 4 etapas que faltam, ainda chegarei ao Dakar no comando. A única coisa que me inquieta é o último grande troço entre Labé e Tambacounda, onde Kamaz perdeu o rali em 1996. Por isso, nessa etapa vamos ser ainda mais prudentes. De resto, adoro o meu camião porque desde a partida ainda não tivemos nenhum problema mecânico, é um veículo fantásticoâ€.
camião

Firdaus Kabirov (RUS – Kamaz – 2º)

“Hoje, o mais importante era estar bem descansado porque estamos a passar pelos primeiros grandes calores. Infelizmente, esta manhã já estava um pouco cansado e agora, estou extenuado. É preciso dizer que estas especiais não são fáceis para os camiões. Os primeiros 80 quilómetros fizeram-se bem , era uma pista rápida e muito agradável para pilotar mas, depois, entrámos na floresta e a corrida tornou-se muito stressante. Primeiro, porque num pista assim tão estreita, os ramos estão constantemente a bater na cabina, mas também porque as árvores pequenas da beira da estrada estão à altura de poder cortar os pneus. Foi isso mesmo que aconteceu a André de Azevedo. Enfim, o essencial era seguir o ritmo de Stacey para conservar a segunda posição e proteger Tchaguineâ€.
camião

Hans Stacey (HOL – Man – 1º)

« Fiz a etapa para ganhar e diminuir a distância perante Tchaguine. Mas hoje ele foi igualmente rápido, e não consegui fazer uma grande diferença. Estou entusiasmado porque a batalha nos camiões é fantástica. Nos 300 quilómetros da especial, temos dois minutos de diferença. Ontem em 600 quilómetros, fiz 47’’ para Kabirov. Sou um competidor e adoro isto. È bom em termos de prazer e é bom para o rali. Hoje só tivemos um problema: a dada altura, o road-book indicava um passagem onde o camião não cabia. Perdemos algum tempo mas, quase nada. Hoje a organização propôs uma etapa fantásticaâ€.