Declarações
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Carlos Sainz (ESP – VW – 1º)
«Depois de três difÃceis foi bom voltar a entrar em cena. E depois, é sempre bom ganhar uma vitória de etapa. Mas, sobretudo, estou contente por poder oferecer este presente aos meus mecânicos, que ontem fizeram um trabalho excepcional para conseguir pôr o carro em condições de correr, depois dos problemas no motor. No que diz respeito à corrida propriamente dita, havia um pouco de poeira na estrada, mas nada de inultrapassável, deu-nos bastante prazerâ€.
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Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 3º)
“Entrámos em pistas pedregosas e sinuosas, ladeadas de árvores. Francamente, era muito fácil cometer erros. Se somos prudentes, tudo corre bem, mas desde que se passe ao ataque, correm-se grandes riscos. O acidente de Luc (Alphand) é a prova disso, poderia ter acontecido a qualquer um. Em todo o caso, vai me permitir respirar um pouco porque, até agora, a batalha estava cerrada entre nós. No entanto, não aconteceu nada. Mesmo assim, não gostaria de estar sozinho à frente, porque se tivesse um problema, não haveria nenhum Mitsubishi atrás de mim. Mas não acredito que as posições sejam fixas. Luc vai defender vigorosamente o seu lugar e seria óptimo se Nani subisse ao pódio em Dakar. Mesmo assim, vai ser preciso atacar até ao último minuto para conseguirmos conservar os nossos lugares na classificação geralâ€.
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Mark Miller (USA – VW – 4º)
“Foi uma etapa com muitas armadilhas e apanhámos um grande susto, ao cortar uma curva, porque fizemos uma razia a uma árvore que arrancou o nosso retrovisor direito. Depois, parei para ajudar Giniel (Villiers) quando teve problemas eléctricos, mas isso não nos fez perder muito tempo. Em contrapartida, a navegação foi muito complicada e havia grandes pedras na pista que não foram nada meigas com o carro. Enfim, o resultado está à vista e sobretudo tivemos imenso prazer e foi, por isso, uma bela etapa.â€
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Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 15º)
“O objectivo era tentar ganhar tempo a Stéphane e provar-lhe que conseguÃamos acompanhar o seu ritmo. Não tinha outra solução senão correr alguns riscos, atacar, andar depressa. Não foi um grande impacto, batemos numa pequena árvore, mas estou contente porque conseguimos limitar a nossa diferença na classificação geral. A vitória final, acabou-se. Agora é preciso manter o 2º lugar. Não estou zangado, mas decepcionado. Pelo menos, tentei. Fiz asneira, assumo. Mas não é por isto que o mundo acaba, sobretudo quando vemos aquilo que aconteceu ontemâ€.
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Nani Roma (ESP – Mitsubishi – 2º)
“Fiz uma boa especial. Mudámos de ritmo quando deixámos as dunas para entrar num terreno mais rápido. Diverti-me bastante. O meu objectivo continua a ser acabar no pódio da classificação geral, apesar deste ser o meu 2º Dakar como piloto de carro e de a concorrência ser aguerrida. É preciso que eu continue a rodar ao meu ritmo sem esquecer os meus próprios limites. Enquanto antigo motard, estou triste pelo que aconteceu ontem. Não conhecia bem o Andy mas sei que o manager da KTM tinha-lhe telefonado quatro ou cinco vezes e que, inicialmente, ele não queria vir ao Dakar. Finalmente, deixou-se convencer. É triste para a sua famÃliaâ€.
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Benoit Rousselot (FRA – Toyota – 1º produção)
« Foi duro. Na noite passada não dormi porque chegámos à s 8h00 da manhã ao acampamento. TÃnhamos partido uma peça do motor antes da especial. Tivemos que esperar pelo nosso camião de assistência durante seis horas. E quando ele chegou demorámos 10 minutos a fazer o arranjo. Estou decepcionado porque todo o trabalho de uma semana se perdeu numa só etapa. Ainda por cima foi uma peça que nunca se estraga. Agora, mesmo que ganhássemos todas as etapas, a corrida está perdida para nósâ€.
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Jean-Jacques Ratet (Fra – Toyota – 1º da classificação geral, Produção)
“Está tudo a correr à s mil maravilhas no que diz respeito aos nossos objectivos e ao carro, apesar de termos tido alguns problemas, como toda a gente. O nosso avanço no comando é agora de duas horas e vinte minutos, o que nos permite rodar serenamente. É evidente que, vamos seguir de perto a corrida do nosso mais próximo adversário, Jean-Pierre Strugo, porque temos mais a perder do que a ganhar. Vamos focar a nossa atenção na preservação mecânica do carro e não queremos correr riscos. Pouco importa o nosso lugar na classificação geral do Dakar, a única coisa que conta é não perdermos a o comando na categoria de Produçãoâ€.
